Apesar do
que nos querem fazer crer
que nos querem fazer crer
que nos querem fazer crer
estamos vivos
e o espírito de abril não morreu.
Ficam desde já a saber
ficámos um pouco mais fortes
joão p
abril 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
1491 - Uma ida à Comporta e a Tróia
Disponibilizei uma tarde para sair um pouco em família. O destino foi Comporta e Tróia, sendo que o dia nos soube bem.
Gostei da calma bucólica da Comporta e da Carrasqueira. Ao ver os arrozais e as casas da herdade e dos trabalhadores lembrei-me da leitura de "Levantado do chão" e pensei nos direitos que tanto custaram a adquirir e que se vão perdendo a pouco e pouco...
Mais tarde, esta sensação agravou-se mais e mais com a chegada a Tróia. O que era uma terra de todos está mais e mais de alguns...
Os ferry mudaram de porto de atracação e o antigo local passou a marina...
E a praia que era de todos e de tão fácil acesso passou a ser de alguns poucos pois, então não é que o Ferry para além de ser caro (e muito), fica agora a alguns kilometros de Tróia e só pagando novo bilhete de autocarro se consegue lá chegar sem carro.
Que sentido é que isto faz? quanto terá pago a SONAE para poder transformar Tróia naquilo que é hoje? muito? pouco? se muito onde foi aplicado esse dinheiro? se pouco, porque razão?
Depois os sinais evidentes da crise: imenso apartamentos à venda... imensos mesmo! não sei onde é que este governo nos quer levar, mas nada disto me parece prometedor (21 Euros para cruzar o rio de Ferry é muito, mesmo!) Tróia para alguns?
Gostei da calma bucólica da Comporta e da Carrasqueira. Ao ver os arrozais e as casas da herdade e dos trabalhadores lembrei-me da leitura de "Levantado do chão" e pensei nos direitos que tanto custaram a adquirir e que se vão perdendo a pouco e pouco...
Os ferry mudaram de porto de atracação e o antigo local passou a marina...
E a praia que era de todos e de tão fácil acesso passou a ser de alguns poucos pois, então não é que o Ferry para além de ser caro (e muito), fica agora a alguns kilometros de Tróia e só pagando novo bilhete de autocarro se consegue lá chegar sem carro.
Depois os sinais evidentes da crise: imenso apartamentos à venda... imensos mesmo! não sei onde é que este governo nos quer levar, mas nada disto me parece prometedor (21 Euros para cruzar o rio de Ferry é muito, mesmo!) Tróia para alguns?
quinta-feira, 19 de abril de 2012
1490 - nós nascemos para ter asas!
O Fanha foi hoje à minha escola. Encheu-nos as medidas a todos. Foi mesmo fabuloso, sendo que os meninos foram "super" e até lhe colocaram questões bem interessantes!
Vou fazendo o apanhado aqui pois o que ele e "eles" partilharam vale bem a pena!
Espero que "eles" (e eu) nunca se esqueçam disto e que têm o direito de ter opinião e participar!
"Nós nascemos para ter asas, meus amigos.
Não se esqueçam de escrever por dentro do peito: nós nascemos para ter asas.
No entanto, em épocas remotas, vieram com dedos pesados de ferrugem para gastar as nossas asas como se gastam tostões.
Cortaram-nos as asas para que fôssemos apenas operários obedientes, estudantes atenciosos, leitores ingénuos de notícias sensacionais, gente pouca, pouca e seca.
Apesar disso, sábios, estudiosos do arco-íris e de coisas transparentes, afirmam que as asas dos homens crescem mesmo depois de cortadas, e, novamente cortadas, de novo voltam a ser.
Aceitemos esta hipótese, apesar de não termos dela qualquer confirmação prática.
Por hoje é tudo. Abram as janelas. Podem sair."
José Fanha, 1985. Cartas de Marear.
Vou fazendo o apanhado aqui pois o que ele e "eles" partilharam vale bem a pena!
Espero que "eles" (e eu) nunca se esqueçam disto e que têm o direito de ter opinião e participar!
"Nós nascemos para ter asas, meus amigos.Não se esqueçam de escrever por dentro do peito: nós nascemos para ter asas.
No entanto, em épocas remotas, vieram com dedos pesados de ferrugem para gastar as nossas asas como se gastam tostões.
Cortaram-nos as asas para que fôssemos apenas operários obedientes, estudantes atenciosos, leitores ingénuos de notícias sensacionais, gente pouca, pouca e seca.
Apesar disso, sábios, estudiosos do arco-íris e de coisas transparentes, afirmam que as asas dos homens crescem mesmo depois de cortadas, e, novamente cortadas, de novo voltam a ser.
Aceitemos esta hipótese, apesar de não termos dela qualquer confirmação prática.
Por hoje é tudo. Abram as janelas. Podem sair."
José Fanha, 1985. Cartas de Marear.
terça-feira, 17 de abril de 2012
1489 - ele há dias assim
Alhada
Bofetada
Carneirada
Derrocada
Embrulhada
Fachada
Golpada
Intrigalhada
Jogada
Limonada
Mentirada
Navalhada
Palhaçada
Quebrada
Rabecada
Salsada
Tourada
Vassourada
Xaropada
(vá lá, vá lá... podia ser pior! ainda há letras livres!)
Bofetada
Carneirada
Derrocada
Embrulhada
Fachada
Golpada
Intrigalhada
Jogada
Limonada
Mentirada
Navalhada
Palhaçada
Quebrada
Rabecada
Salsada
Tourada
Vassourada
Xaropada
(vá lá, vá lá... podia ser pior! ainda há letras livres!)
domingo, 15 de abril de 2012
1488 - ecos na catedral
Ecos na Catedral
Os teus olhos são vitrais
Que mudam de cor com o céu
E quando sorriem, iguais...
E quando sorriem, iguais...
Quem muda de cor sou eu
Tomara teus olhos vissem
O amor que trago por ti
Nem o entardecer me acalma...
Nem o entardecer me acalma...
Na ânsia de te ter aqui
E o teu perfume, o incenso
Os ecos de uma oração
Misturam-se num esboço imenso
Afogam-se na solidão
Fui para um templo de pedra
Escolhi um recanto isolado
Que me faça esquecer tua voz...
Esquecer-me da tua voz...
Que me faça acordar do passado
Escondida em sítio sagrado
E não me apetece o perdão
Devo estar enfeitiçada
Náufrago do coração
E o teu perfume, o incenso
Os ecos de uma oração
Misturam-se num esboço imenso
Afogam-se na solidão
Não sei se perdoo o meu fado
Não sei se consigo enfim
Um dia esquecer que teus olhos
Sorriem, mas não para mim
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Ondjaki - A simplicidade acima de tudo
Ser
seja ruído
seja beijo
seja voo
seja andorinha
seja lago
seja pacatez da árvore
seja aterragem de borboleta
seja mármore de elefante
seja alma de gaivota
seja luz num olhar
seja um cardume de tardes
e grite: JÁ SOU.
Ondjaki. 101 poetas: Iniciação à poesia em língua portuguesa.
1487 - Murmuram os ventos nas folhas breves do meu diário
Murmuram os ventos nas folhas breves do meu diário
A resistente árvore da baía do seixal já tem folhas de novo
apesar da ventania...
segredam os dias das utopias sonhadas...
Murmuram os ventos
nas folhas
breves do meu diário
vagueiam proscritos
os mitos
do imaginário
segredam os dias
das utopias
sonhadas
na noite em que foste
a minha namorada
e demos forma ao mundo
na arte dos magos
num toque de artistas
já transformámos
a vida em ouro
como alquimistas
pelos sete mares enluaradados
rios e areais
vou coroar-te no trono
doido dos vendavais
ao chegar de mansinho
como um bandoleiro
conquistar o teu corpo
como guerrilheiro
apaixonadamente teu
render-me, enfim
nos teus matagais
amar-te toda
como as pedras
e os animais
mas depois do teu adeus
do teu último beijo
leva contigo a lembrança
a paixão, o desejo
ai de mim, o rancor
que ainda guardo e não quero
se um dia voltares
(francamente eu sei)
eu já não te espero
será que ando forte
e que te esqueci
será que ando fraco
e que me perdi
mas em poucas palavras
ficam belas e doces
saudades de ti
Fausto Bordalo Dias
A resistente árvore da baía do seixal já tem folhas de novo
apesar da ventania...
segredam os dias das utopias sonhadas...
Murmuram os ventos
nas folhas
breves do meu diário
vagueiam proscritos
os mitos
do imaginário
segredam os dias
das utopias
sonhadas
na noite em que foste
a minha namorada
e demos forma ao mundo
na arte dos magos
num toque de artistas
já transformámos
a vida em ouro
como alquimistas
pelos sete mares enluaradados
rios e areais
vou coroar-te no trono
doido dos vendavais
ao chegar de mansinho
como um bandoleiro
conquistar o teu corpo
como guerrilheiro
apaixonadamente teu
render-me, enfim
nos teus matagais
amar-te toda
como as pedras
e os animais
mas depois do teu adeus
do teu último beijo
leva contigo a lembrança
a paixão, o desejo
ai de mim, o rancor
que ainda guardo e não quero
se um dia voltares
(francamente eu sei)
eu já não te espero
será que ando forte
e que te esqueci
será que ando fraco
e que me perdi
mas em poucas palavras
ficam belas e doces
saudades de ti
Fausto Bordalo Dias
Subscrever:
Mensagens (Atom)
1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas
Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...
-
Creio que já publiquei "isto" aqui. Não interessa! Hoje, dei de novo de caras com o vídeo e, novamente, me deliciei a vê-lo. Claro...
-
Mais outro livro que se lê num só fôlego tal a forma como nos embrenhamos nela (até ia ficando fechado no metro, na última estação, por não ...
-
Bom... narcisismo também não será... Mas com eles duram não mais que três semanas e estão tão lindos aqui no jardim que resolvi fotografa-lo...


