Penso que já mais de uma vez tive oportunidade de aqui manifestar o meu apreço pelos alfarrabistas!
Um destes domingos rotineiros em que me dirigia ao mercado para comprar o almoço do dia (um tradicional peixe para grelhar) dou de caras com a edição dos livros de bolso da Europa América. Nem hesitei e comprei-o logo, até porque o preço era mesmo irrisório: uns meros 50 cêntimos.
Confesso que a leitura do pequeno livro com 134 páginas me encheu as "medidas", sendo que, para mais, o final é absolutamente surpreendente!
A trama conta-se em poucas palavras:
Em plena II Guerra Mundial, em França, coloca-se a questão de assinalar ou não um convento, para que este possa ser visto a partir do ar, pelos bombadeiros alemães, salvaguardando-o assim, graças às convenções internacionais. A questão que se coloca é que assinalar este convento, equivale a denunciar um edifício semelhante (primitivamente um convento de freiras adaptado a fábrica que contribuía para o esforço de guerra francês), pondo em risco a vida dos operários e das famílias que viviam nas habitações em torno: «As mesmas letras que nos protegerem podem representar uma sentença de morte para os homens que ali trabalham.» Após o que (se) pergunta, retòricamente, se as vidas de pouco mais duma dezena de religiosos valerá mais do que as daqueles.
É o que se chama verdadeiramente uma "leitura por prazer"
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sábado, 4 de maio de 2013
domingo, 27 de maio de 2012
Benditos alfarrabistas / Benditas bibliotecas
Há dias de sorte!
Ontem estive presente na BM José Saramago no Feijó para participar na inauguração da Exposição "Alma(d)arriba" que consta na Exposição de trabalhos desenvolvidos por escolas e instituições do concelho durante o ano letivo 2011/2012 no âmbito da parceria estabelecida entre o ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade e a Câmara Municipal de Almada visando participar nas comemorações do Ano Internacional das Florestas e biénio 2011/2012 para a promoção da conservação dos Morcegos.
Bom, estando de visita à exposição, dou de caras com um vídeo que procurava há já um ano e que versava a adaptação ao cinema do livro: A Selva" de Ferreira de Castro!!!
Confesso que adorei o livro e que procurava o vídeo para ver as belas paisagens que tão bem eram descritas pelo Ferreira de Castro.
Claro que o requisitei e que, contrariamente ao habitual, achei que o filme não traía o espírito do livro, constituindo até uma boa adaptação!
Vale a pena ler o livro e ver o vídeo! trata-se mesmo de um excelente conjunto de atores, num cenário belíssimo (A Amazónia) interpretando uma obra intemporal
---
Hoje, mais uma vez por acaso, dou de caras, numa banca de rua, com o livro de Zola "Germinal" que estava na minha lista de compras mais ou menos obrigatórias! nem hesitei um minuto e por UM euro já tenho mais outra leitura para o Verão!
Ontem estive presente na BM José Saramago no Feijó para participar na inauguração da Exposição "Alma(d)arriba" que consta na Exposição de trabalhos desenvolvidos por escolas e instituições do concelho durante o ano letivo 2011/2012 no âmbito da parceria estabelecida entre o ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade e a Câmara Municipal de Almada visando participar nas comemorações do Ano Internacional das Florestas e biénio 2011/2012 para a promoção da conservação dos Morcegos.
Bom, estando de visita à exposição, dou de caras com um vídeo que procurava há já um ano e que versava a adaptação ao cinema do livro: A Selva" de Ferreira de Castro!!!
Confesso que adorei o livro e que procurava o vídeo para ver as belas paisagens que tão bem eram descritas pelo Ferreira de Castro.
Claro que o requisitei e que, contrariamente ao habitual, achei que o filme não traía o espírito do livro, constituindo até uma boa adaptação!
Vale a pena ler o livro e ver o vídeo! trata-se mesmo de um excelente conjunto de atores, num cenário belíssimo (A Amazónia) interpretando uma obra intemporal
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Hoje, mais uma vez por acaso, dou de caras, numa banca de rua, com o livro de Zola "Germinal" que estava na minha lista de compras mais ou menos obrigatórias! nem hesitei um minuto e por UM euro já tenho mais outra leitura para o Verão!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
1260 - A selva
Acabei na 6ª feira de o ler (também só demorei uma semana para o devorar!)
É uma obra magnífica que retrata a vida dos seringueiros que retiravam a borracha das árvores na Selva Amazónica.
É um retrato de vidas que partiam à procura de riquezas e que acabavam na maior das explorações e sacrifícios às mãos de um qualquer fazendeiro.
É uma obra com alguns pontos de contacto com o "levantado do chão" de José Saramago (que relata a vida dos camponeses no Alentejo na luta pelo trabalho e sustento) mas com um estilo de escrita completamente diferente.
Chega a comover a história do Alberto, português, que vai para a Amazónia e lá passa toda uma experiência de solidariedade, desespero, solidão, prisão...
O desenrolar da trama também não deixa de nos fascinar pela surpresa dos desenvolvimentos e pelos riscos que o personagem central vai correndo querendo o leitor que este possa enfim se libertar daquela vida de semi-escravatura.
É um livro que ficará nas minhas escolhas referente aos livros da minha vida
---
"Ferreira de Castro é um dos mais significativos romancistas portugueses do século XX, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala língua portuguesa. Publicado em 1930, este é um documento com um fundo estético sobre a vida dos seringueiros na floresta amazónica, presenciada pelo autor que, na condição de 'exilado', foi 'aprisionado' na selva para a extracção do látex, durante o período de 1910 a 1914, quando o primeiro grande ciclo da borracha entrava em crise.
"A Selva" é um documentário cativante que, segundo o crítico Massaud Moisés, é considerado o melhor dos romances de aventura que contribui como reafirmação dos laços entre brasileiros e portugueses."
sábado, 15 de janeiro de 2011
A Selva - Ferreira de Castro
Acabei esta semana de o ler (também só demorei uma semana para o devorar!)
É uma obra magnífica que retrata a vida dos seringueiros que retiravam a borracha das árvores na Selva Amazónica.
É um retrato de vidas que partiam à procura de riquezas e que acabavam na maior das explorações e sacrifícios às mãos de um qualquer fazendeiro.
É uma obra com alguns pontos de contacto com o "levantado do chão" de José Saramago (que relata a vida dos camponeses no Alentejo na luta pelo trabalho e sustento) mas com um estilo de escrita completamente diferente.
Chega a comover a história do Alberto, português, que vai para a Amazónia e lá passa toda uma experiência de solidariedade, desespero, solidão, prisão...
O desenrolar da trama também não deixa de nos fascinar pela surpresa dos desenvolvimentos e pelos riscos que o personagem central vai correndo querendo o leitor que este possa enfim se libertar daquela vida de semi-escravatura.
É um livro que ficará nas minhas escolhas referente aos livros da minha vida
---
É uma obra magnífica que retrata a vida dos seringueiros que retiravam a borracha das árvores na Selva Amazónica.
É um retrato de vidas que partiam à procura de riquezas e que acabavam na maior das explorações e sacrifícios às mãos de um qualquer fazendeiro.
É uma obra com alguns pontos de contacto com o "levantado do chão" de José Saramago (que relata a vida dos camponeses no Alentejo na luta pelo trabalho e sustento) mas com um estilo de escrita completamente diferente.
Chega a comover a história do Alberto, português, que vai para a Amazónia e lá passa toda uma experiência de solidariedade, desespero, solidão, prisão...
O desenrolar da trama também não deixa de nos fascinar pela surpresa dos desenvolvimentos e pelos riscos que o personagem central vai correndo querendo o leitor que este possa enfim se libertar daquela vida de semi-escravatura.
É um livro que ficará nas minhas escolhas referente aos livros da minha vida
---
"Ferreira de Castro é um dos mais significativos romancistas portugueses do século XX, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala língua portuguesa. Publicado em 1930, este é um documento com um fundo estético sobre a vida dos seringueiros na floresta amazónica, presenciada pelo autor que, na condição de 'exilado', foi 'aprisionado' na selva para a extracção do látex, durante o período de 1910 a 1914, quando o primeiro grande ciclo da borracha entrava em crise.
"A Selva" é um documentário cativante que, segundo o crítico Massaud Moisés, é considerado o melhor dos romances de aventura que contribui como reafirmação dos laços entre brasileiros e portugueses."
"A Selva" é um documentário cativante que, segundo o crítico Massaud Moisés, é considerado o melhor dos romances de aventura que contribui como reafirmação dos laços entre brasileiros e portugueses."
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Creio que já publiquei "isto" aqui. Não interessa! Hoje, dei de novo de caras com o vídeo e, novamente, me deliciei a vê-lo. Claro...



