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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

1172 - Nenhuma é igual à minha...

Nem de propósito! por estes dias tenho-me deparado com muitos gatos e gatas. Todos até muito especiais a nível de cor e de pelo. No entanto...

Nenhum é tão bonito como a minha gata!

(e que saudades tenho dela)

"- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.


- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa."

domingo, 29 de novembro de 2009

965 - Onde se fala de um fim de semana que o foi verdadeiramente



Deve ser do buraco do Ozono e das alterações climáticas...
Já há muitos anos que, em tempo de aulas, não tinha dois fins de semana consequtivos sem tarefas a cumprir. Quero isto dizer que tenho tido,excepcionalmente, a possibilidade de gozar o fim de semana como a maoiria das pessoas o têm! para usufruir e descansar (na medida do possível, pois há sempre tarefas domésticas a desempenhar)

O meu começou na 6ª à tarde com um passeio pela baixa que se vai tornando rotineiro. Voltei para o pé do meu amigo Fernando e comecei a ler "o Processo" de Franz Kafka. Tem-me prendido a atenção desde a primeira página parecendo-me, infelizmente, (até agora) um argumento muito plausível.

Mais tarde foi tempo de ir até à escola receber uma formação sobre quadros interactivos!

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O sábado e domingo passaram-se a saborear a casa e a tratar de pequenitas coisas: jardim, arrumos, limpesas...
Apesar de todo o esforço feito na conquista da jovem da fotografia esta mantém-se fiel ao ditado: "Os cães têm donos, os gatos escolhem quem os sirva..."
Enquando desbastava as roseiras ela esteve sempre de olho em mim (qual vizinha bisbolheteira que recolhe informações para depois as contar).
Agora deixar-se tocar é que não... acede a passar todo o dia por aqui, a dar as suas voltas mas mantendo a distância que considera de segurança. Nem oquentinho da casa a demove (e logo agora que as noites estão frias e a lareira aberta pela primeira vez no sábado é uma tentação)

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Merece registo a visita do meu sobrinho no sábado. O rapaz deliciou-se com os novos livros do tio (e este ficou maravilhado com os olhos brilhantes do sobrinho ao saborear as histórias, as ilustrações, ... dos livros). Valeu a pena a compra! (os livros infantis estão muito melhores mesmo! Tornam tão simples a abordagem dos temas copmuns e incomuns da vida)

refiro-me a:
1 - "Onda" é apenas ilustrado. A Autora é Suzy Lee e narra esta ou outras histórias

Um dia cheio de sol
Uma menina curiosa
Uma onda brincalhona

(por acaso, quando o desfolhei, ouvi outra história e no sábado ainda outra diferente. Porque será?)

















2 - O principezinho em versão Pop-Up (que até levou os adultos a esquecerem o futebol durante 5 minutos...)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

949 - Acabadinho de comprar. Principezinho em três D.





Fabuloso! Mal o vi, nem hesitei! O principezinho em três dimensões!

Este é, sem sombra de dúvida um dos livros da minha vida. Recebi-o, ainda adolescente, das mãos do meu pai. Sei que ele não o leu e deve-o ter recebido de oferta de alguém lá da escola. como terá achado, pela capa, que seria algo infantil, escolheu o filho mais novo para a oferta!
O facto é que o comecei a ler logo de seguida e... e... Fiquei deslumbrado. Ainda o tenho (o que o meu pai me deu!)

Depois, ofereci um à rapariga que veio a ser minha mulher

Depois, comecei uma pequena colecção com versões deste livro (em espanhol, em inglês, com encadernação de luxo, ...) Faltava esta edição...

Ah, o meu rapaz que está no 9º, pediu-me esta semana o livro para o ler no âmbito da disciplina de L.P. Está a adorar.

Mais logo, vou-lhe mostrar esta preciosidade e permitir-lhe-ei que a leve para a escola. Penso que a professora irá gostar de o mostrar à turma!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

934 - Completou-se um ciclo (psicológico)



Uns destes dias recebi um convite para falar hoje aos colegas da minha escola. Não pude(nem quis)recusar esse convite. Não costumo "cuspir" na sopa onde comi (excepto se for maltratado)
Foi ali que, há uns anos atrás, comecei uma nova etapa profissional e, se cheguei onde cheguei, a muitos devo. Fomos fazendo caminho e aprendendo uns com os outros.

Não, não desejo voltar mas também não se cumpriu (?) a sentença da canção "não voltes a um lugar onde foste feliz"

Fiz questão de dar o meu melhor a quem tanta estima tem por mim. Sempre que não for impecilho e sempre que me desejarem direi: "sabem que podem contar comigo" ; como dizia o outro "contem comigo para isto e para o resto". Tudo o mais são apenas detalhes.

"Vai olhar outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Voltarás para me dizer adeus e eu faço-te presente de um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas.
- Não são de modo nenhum parecidas com a minha rosa, ainda não são nada, disse-lhes ele. Ninguém vos cativou e vocês não cativaram ninguém. São como era a minha raposa. Era uma raposa parecida com cem mil outras. Mas fiz dela minha amiga e agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram muito incomodadas.
- São belas, mas vazias, disse-lhes ele ainda. Não se pode morrer por vocês. É certo que um vulgar viandante pensaria que ela se parece convosco. Mas por si é mais importante que vocês todas pois foi ela que eu reguei. Foi ela que eu coloquei sob uma redoma. Foi ela que eu abriguei com o guarda-vento. Foi a ela que matei as lagartas. Foi ela que eu ouvi queixar-se ou gabar-se, ou por vezes calar-se. Ela é a minha rosa.
E voltou para junto da raposa:
- Adeus, disse...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se pode ver bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos, repetiu o principezinho de modo a poder recordar-se.
- É o tempo que perdeste com a tua rosa que torna a tua rosa tão importante.
- É o tempo que eu perdi com a minha rosa... disse o principezinho para se recordar.
Os homens esqueceram esta verdade, disse a raposa, mas tu não deves esquecer-te. Tornaste-te para sempre responsável por aquilo que cativaste. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, para se recordar
.”

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Também hoje senti a necessidade de enviar o poema do Alberto Caeiro a uma amiga que muito considero e que anda feita uma barata tonta sem tempo para gerir as 999 tarefas que tem em mãos. Lembrei-me do meu post 650 - Propósito para o novo ano II que publiquei a 2 de Janeiro. Concluí que me tenho mantido fiel ao norte!

Ah, malandro! já quase que cumpriste uma promessa de ano novo. Brilhante!

Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que ha para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.

(Alberto Caeiro)

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...