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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
1536 - Tejo que levas as águas
Tejo que levas as águas
Manuel da Fonseca / Adriano Correia de Oliveira
Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar
Lava-a de crimes espantos
de roubos, fomes, terrores,
lava a cidade de quantos
do ódio fingem amores
Leva nas águas as grades
de aço e silêncio forjadas
deixa soltar-se a verdade
das bocas amordaçadas
Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro
Lava palácios, vivendas
casebres, bairros da lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e a outros mata
Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar
Lava avenidas de vícios
vielas de amores venais
lava albergues e hospícios
cadeias e hospitais
Afoga empenhos favores
vãs glórias, ocas palmas
leva o poder de uns senhores
que compram corpos e almas
Leva nas águas as grades
de aço e silêncio forjadas
deixa soltar-se a verdade
das bocas amordaçadas
Das camas de amor comprado
desata abraços de lodo
rostos, corpos destroçados
lava-os com sal e iodo
Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar
segunda-feira, 5 de março de 2012
Benditos antiquários/alfarrabistas
Passava junto ao mercado em mais um domingo quando dou de caras com estas preciosidades! quem poderia resistir? ainda por cima a 1 euro cada!
Aos anos que os procurava... já tenho mais leituras para as férias
Fiquei surpreendido por haver também "a mãe" que comprei (finalmente) há poucos meses numa edição do Público e ficou-me ainda por comprar o livro Cartas Do Meu Moinho, de Alphonse Daudet...
Benditos domingos
Aos anos que os procurava... já tenho mais leituras para as férias
Fiquei surpreendido por haver também "a mãe" que comprei (finalmente) há poucos meses numa edição do Público e ficou-me ainda por comprar o livro Cartas Do Meu Moinho, de Alphonse Daudet...
Benditos domingos
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