Por vezes sinto-me mesmo cansado de estar sempre envolvido em eternas batalhas para mostrar, não sei a quem, não sei o quê... Terei já alguma necessidade disso? deve mesmo ser tara minha esta ideia de procurar que tudo corra bem e sentir-me sempre constantemente em cheque perante algo que possa não funcionar bem!
Que se lixe! é que já cansa esta coisa de andar de "avaliação" em "avaliação"
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
1416 - Autocomiseração
Não, não me apetece a autocomiseração! o coitadinho dele...
Não me apetece, pronto!
A situação deste país é tão inacreditável que entrar nessa espiral de passa-culpas; reclamar, espernear, só leva à depressão.
Não dá! é mesmo preciso algo que nos ponha para cima.
Da minha parte redobrei o afinco fazendo aquilo que me dá prazer! tudo o resto tem que ser levado na lógica de não deixes que isso te deite abaixo e te arrumem contigo!
Por agora, gozo cada momento de ar livre, preparo as aulas com afinco, ... Um destes dias, numa visita a uma escola, fiquei maravilhado com um grupo de alunos que aprendia, com a sua professora, a tratar de um aquário e outro que, na biblioteca, se encantava vendo um ovo numa incubadora. O pintaínho vinha ai e já se mexia!
(Se desisti de lutar? não! como podia? pode alguém ser quem não é?
mudei apenas de estratégia e um passo atrás nem sempre é um retrocesso )
Não me apetece, pronto!
A situação deste país é tão inacreditável que entrar nessa espiral de passa-culpas; reclamar, espernear, só leva à depressão.
Não dá! é mesmo preciso algo que nos ponha para cima.
Da minha parte redobrei o afinco fazendo aquilo que me dá prazer! tudo o resto tem que ser levado na lógica de não deixes que isso te deite abaixo e te arrumem contigo!
Por agora, gozo cada momento de ar livre, preparo as aulas com afinco, ... Um destes dias, numa visita a uma escola, fiquei maravilhado com um grupo de alunos que aprendia, com a sua professora, a tratar de um aquário e outro que, na biblioteca, se encantava vendo um ovo numa incubadora. O pintaínho vinha ai e já se mexia!
(Se desisti de lutar? não! como podia? pode alguém ser quem não é?
mudei apenas de estratégia e um passo atrás nem sempre é um retrocesso )
domingo, 5 de junho de 2011
1358 - com dedicatória a umas certas pessoas...
Com dedicatória a umas certas pessoas que eu conheço e que sabem tudo e tudo sabem sobre tudo e sobre coisa nenhuma e parece que quando Deus distribuiu a ciência e sabedoria apanhou toda a população de férias e só sobraram eles...
"Ainda que eu fale as línguas dos homens
e dos anjos, se não tiver amor,
serei como o bronze que soa ou como
o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o Dom de profetizar
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto
de transportar montanhas,
se não tiver amor, nada serei.
E ainda que eu distribua todos os
meus bens entre os pobres
e ainda que entregue o meu próprio
corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
nada disso me aproveitará.
O amor é paciente, é benigno,
O amor não arde em ciúmes,
não se ufana, não se ensoberbece,
não se conduz inconvinientemente,
não procura os seus interesses,
não se exaspera,
não se ressente do mal;
não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se com a verdade.
tudo sofre, tudo crê, tudo espera,
tudo suporta.
O amor jamais acaba.
Mas, havendo profecias, desaparecerão;
havendo línguas, cessarão;
havendo ciência, passará.
Porque em parte conhecemos,
e em parte profetizamos.
Quando, porém, vier o que é perfeito,
o que então é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como um
menino, sentia como um menino.
Quando cheguei a ser homem,
desisti das coisas próprias de menino.
Porque agora vemos como em espelho,
obscuramente, e então veremos face a face;
agora conheço em parte e então,
conhecerei como sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a Fé,
a Esperança e o Amor.
Estes três.
Porém, o maior deles, é o Amor.”
(Paulo: 1ª Carta aos Coríntios, 13)
domingo, 19 de dezembro de 2010
1238 - Lá vem ele com uma de ingenuidade e sentimentalismo
Não, não é o "para não dizer que não falei de flores", também não é a época natalícia, nem um elogio do pobrezinho coitadinho e de ser preciso fazer qualquer coisa... ("o sempre que o casaco do pobre se rompe" do Zé Mário Branco é suficiente para desfazer qualquer ingenuidade!)
O tom é mais profundo e prende-se com uma mundividência. Esta semana foi repleta de momentos intensos e de verdadeira comunhão e sentimento de fraternidade (compreendendo desde já que esta palavra está carregada de múltiplas leituras e que corro um risco ao usa-la) entre colegas de vários ambientes de trabalho onde me movo...
Na escola, após uma ausência de uns dias o acolhimento foi caloroso. Como estás? que fazes? contrastando com um ambiente de chumbo que se sente na sala de professores. Uma mãe conversa comigo e elogia o meu trabalho de uma forma que me deixou sem jeito (e logo eu que acho que só faço a minha obrigação) e que acredita que marcarei a filha para o futuro.
Nos outros trabalhos também um ambiente de profunda empatia: O final de uma formação intensa na qual se sentiu estabelecer uma relação pessoal, um almoço no dia seguinte em que me senti muito bem acolhido...
Mais adiante um almoço e um jantar profundamente calorosos com gente que quero muito e muito me ampara para o bem e para o mal
Que diabo! depois de experimentar o excelente não me contento com a mediocridade nas relações entre as pessoas. Esta coisa de estar sempre na defensiva... de sacanear,de passar por cima para...
É possível viver de outro modo!
Sim sou crente, mas não sou daqueles que vivem esta vida no sentido do coitadinho ou do batam-me ou de servir de capacho para depois ter uma recompensa lá num assento etéreo ou lá o que é!
Quero já o Céu ou o que quer que seja já aqui e agora. É possível! Basta querer
(bom já vi que devo ser pouco crente pois cada vez tenho menos paciência para perdoar a quem me sacaneia vezes sem fim)
(obrigado Maria pelo link)
Padre Pueblo PATXI ANDION
Padre Pueblo que estás en la Tierra,
elevados sean tus hombres.
Traigamos tu reino,
y se haga tu voluntad
así en la tierra como en la mar.
El pan de todos de cada día
ganémosle hoy,
y perdónanos el haber nacido.
No permitas que perdonemos nunca a nuestros deudores,
y haznos caer en la tentación de la libertad.
Y líbranos del mal de la soledad.
Amén.
O tom é mais profundo e prende-se com uma mundividência. Esta semana foi repleta de momentos intensos e de verdadeira comunhão e sentimento de fraternidade (compreendendo desde já que esta palavra está carregada de múltiplas leituras e que corro um risco ao usa-la) entre colegas de vários ambientes de trabalho onde me movo...
Na escola, após uma ausência de uns dias o acolhimento foi caloroso. Como estás? que fazes? contrastando com um ambiente de chumbo que se sente na sala de professores. Uma mãe conversa comigo e elogia o meu trabalho de uma forma que me deixou sem jeito (e logo eu que acho que só faço a minha obrigação) e que acredita que marcarei a filha para o futuro.
Nos outros trabalhos também um ambiente de profunda empatia: O final de uma formação intensa na qual se sentiu estabelecer uma relação pessoal, um almoço no dia seguinte em que me senti muito bem acolhido...
Mais adiante um almoço e um jantar profundamente calorosos com gente que quero muito e muito me ampara para o bem e para o mal
Que diabo! depois de experimentar o excelente não me contento com a mediocridade nas relações entre as pessoas. Esta coisa de estar sempre na defensiva... de sacanear,de passar por cima para...
É possível viver de outro modo!
Sim sou crente, mas não sou daqueles que vivem esta vida no sentido do coitadinho ou do batam-me ou de servir de capacho para depois ter uma recompensa lá num assento etéreo ou lá o que é!
Quero já o Céu ou o que quer que seja já aqui e agora. É possível! Basta querer
(bom já vi que devo ser pouco crente pois cada vez tenho menos paciência para perdoar a quem me sacaneia vezes sem fim)
(obrigado Maria pelo link)
Padre Pueblo PATXI ANDION
Padre Pueblo que estás en la Tierra,
elevados sean tus hombres.
Traigamos tu reino,
y se haga tu voluntad
así en la tierra como en la mar.
El pan de todos de cada día
ganémosle hoy,
y perdónanos el haber nacido.
No permitas que perdonemos nunca a nuestros deudores,
y haznos caer en la tentación de la libertad.
Y líbranos del mal de la soledad.
Amén.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
1183 - sei lá

Hoje não me apetece!
não dá!
---
"A ver quem vai ser capaz de convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu salário perde valor todos os dias, ou de te convencer de que a culpa é só tua se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou! Vão te convencer de que a culpa é tua e tu sem culpa nenhuma, tens tu a ver, tens tu a ver com isso, não é filho?"
Hoje até estou convencido disto
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
1171 - Estou a aprender a ser feliz II

Começo já com uma declaração de intenções: Sei bem que nunca se aprende e que estamos sempre a levar...
Que se lixe, deixem-me ser incoerente...
Comecemos então por onde devia ter sido. Tenho consciência que a vida me tem bafejado e que sou uma homem de sorte. No entanto, também acho que a sorte se conquista e que à semelhança da criatividade esta é 95% de transpiração e 5% de inspiração.
Tenho tido oportunidade de ter acesso a muita coisa, mas muito tem sido conquistado.
Durante anos procurei (procuro ainda?) a felicidade. Cada vez me convenço mais de que o tal nirvana (o estado de felicidade pura) não existe mas existem sim pequenos flashes/momentos/horas intensas de felicidade que devem ser agarradas com ambas asa mãos para os momentos menos bons...
Um almoço à beira rio (que raio de exemplo! parece que vivo para comer, coisa que faço cada vez menos), uma tarde de praia, uma conversa saborosa, um livro que nos enche as medidas, um dia de bom humor em família, ...
É uma aprendizagem difícil!
As coisas são tão fugazes e de repente percebeste que algo foi belo ou te encheu as medidas e não deste o devido valor porque estavas à espera do 7º Céu ou mais ainda...
Que diabo, que diabo...
Aprender a ser feliz... Sim, claro. Sei bem que muito já vivi e muito já recebi...
O problema será quando chegarem os dias mais curtos do Inverno. Tenho passado tão mal os últimos invernos...
(Irra que o gajo é intratável e está sempre a protestar... o tipo deve ser muito difícil de aturar)
---
P.S. - Ora cá está um momento de pura felicidade que me tem enchido as medidas: A leitura do "levantado do chão" do Saramago! Comecei a lê-lo no avião e agora aproveito todos os momentos para o ler...
Que coisa fabulosa!
sábado, 4 de setembro de 2010
1165 - Estou a aprender a ser feliz (é mentira mas fica bem)

Depois do choque de Julho e de ter ficado meio "desasado", finalmente começo a "recalcar" a "coisa".
Por agora sinto-me bem feliz de ter "agarrado" uma vaga para a natação, coisa que já não conseguia há 10 anos.
Serão duas vezes por semana ao fim da tarde. Comecei hoje e soube-me muito bem!
Bom, só nadei 400 metros (com professor), bem longe dos 1000 que fazia há 10 anos. Mas que importa?
Nunca gostei do poema abaixo (e acho que nunca vou gostar) mas hoje, faz algum sentido!
Canção grata
Por tudo o que me deste
inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Florbela Espanca
(1894-1930)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
972 - Arevalillo in Sinais TSF
Sinais - TSF
Esta manhã o Tiago Alves fez uns "sinais" fantásticos. O programa referia como uma aldeia envelhecida do interior de Espanha tinha encontrado uma forma de se valorizar e de valorizar os seus habitantes pondo-os a ensinar a quem queira as artes e ofícios tradicionais: Fazer o pão, ceifar, tecer, ...
Acho que tem sido um sucesso e os velhotes têm ganhado uma auto-estima fantástica. O Tiago Alves refere um blogue que tenho de conhecer.
Acho isto tudo fantástico por vir a valorizar gente com muitos anos de experiência e ainda muito para dar.
Nem de propósito vem o facto de na 4ª feira eu próprio ter convidado para uma reunião de departamento duas colegas que já se reformaram mas que têm todo um saber e experiência que é necessário passar às gerações mais novas. Falou-se de gestão de sala de aula
Que pena que tantos e tantos bons professores tenham sentido necessidade de sair do barco quando ainda tinham tanto para dar e partilhar! Nunca se suprirá esta perda que políticas erradas fizeram à escola
Esta manhã o Tiago Alves fez uns "sinais" fantásticos. O programa referia como uma aldeia envelhecida do interior de Espanha tinha encontrado uma forma de se valorizar e de valorizar os seus habitantes pondo-os a ensinar a quem queira as artes e ofícios tradicionais: Fazer o pão, ceifar, tecer, ...
Acho que tem sido um sucesso e os velhotes têm ganhado uma auto-estima fantástica. O Tiago Alves refere um blogue que tenho de conhecer.
Acho isto tudo fantástico por vir a valorizar gente com muitos anos de experiência e ainda muito para dar.
Nem de propósito vem o facto de na 4ª feira eu próprio ter convidado para uma reunião de departamento duas colegas que já se reformaram mas que têm todo um saber e experiência que é necessário passar às gerações mais novas. Falou-se de gestão de sala de aula
Que pena que tantos e tantos bons professores tenham sentido necessidade de sair do barco quando ainda tinham tanto para dar e partilhar! Nunca se suprirá esta perda que políticas erradas fizeram à escola
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
924 - recebi um abraço
Recebi um abraço de "a casa de Maio"...
Obrigada:)
Com o abraço,... um desafio, este:
1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?
Muito honestamente, aqueles que votaram como eu nas últimas eleições.
2 - Quem nunca abraçarias?
Duas ou três "víboras" com que me cruzei ao longo da vida... Se elas mordessem a língua...
3 - Quem davas tudo para poder abraçar?
Hum... Alguns amigos que não vejo à muito. Gosto de "olhos nos olhos" e para mim não sirva a máxima "longe da vista..."
Deixo um ABRAÇO a todos os amigos que o quiserem levar...
sábado, 26 de setembro de 2009
902 - Não, não esqueço!

Ía dar ao post o título: "Que bem me faz agora o mal que (nos)me fizeste"
Mas o facto é que ainda não esqueçemos
Não estamos tão mais fortes que nos seja agora indiferente
Aprendemos muito. Isso sim. E isso agradeço!
Sei agora que faz sentido lutar por causas
A razão mesmo vencida não deixa de ser razão
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
900 - Não, não quero carregar o mundo

Não tenho a pretensão de ser um novo Atlas ou de imaginar que posso mudar ou carregar o mundo sozinho.
O facto é que ando numa azáfama tremenda que nem me dá tempo para escrever neste meu "díario". (como se antes não andasse também! enfim...)
Bom, o interessante é que um destes dias a esposa queixava-se que já estava estourada e que precisava de descansar. Rematou o diálogo com um: "pensas que eu tenho o teu ritmo de trabalho?"
Tomei a frase como um elogio!
No entanto, há que saber dosear o esforço. Num dos post abaixo escrevi sobre uma bela lição de vida.
Deitar cedo e cedo erguer
dásaúde e faz crescer...
Diz o gigante contente!
Mas cedo se deita e levanta
muita gente.
A razão para ser GIGANTE
deve ser bem diferente
Teresa Marques
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
897 - Que porra de feitio

Os anos vão passando e já começo a conhecer a minha impressão digital. Esta identifica-me, seguramente, e dela não posso fugir.
Por vezes, minudências doem-me... só percebo isso algumas horas depois (embora já comece a ter crítica e a perceber o que me pôs assim)
Quem me observa de fora poderá pensar: "O quê?" foi isso ou foi aquilo que te pôs assim? Oh... que sacana de feitio...
E se for? pode-se apagar a impressão digital?
---
Não quero com isto escrever que não faço esforço por melhorar dia após dia. Que diabo! vivo em sociedade... No entanto, quando o nosso coração é feito de uma matéria sensível o que se pode fazer?
O que se pode fazer quando um coração procura a verdade, a sinceridade, a gratuidade, o dom e encontra tanta vez o calculismo e verdade conveniente?
Não, não sou perfeito! não julgo os outros por uma bitola diferente da minha, mas... quero e exijo reciprocidade e doação. Não faço por menos! é pegar ou largar!
Graças a Deus (ou ao demónio) que em alguns ambientes em que me movo encontro redes sociais calorosas e em todos eles há um ou outro que posso considerar amigo e que me surpreende com a sua dádiva pessoal e a capacidade de caminhar com... De outra forma, não sei o que seria de mim
(Como diz o outro: "Com maneiras até sou bem mandado, mas se me querem levar de outra maneira...)
Amar,ou odiar : ou tudo,ou nada.
O meio termo é que não pode ser.
A alma tem que estar sobressaltada
Para o nosso barro se sentir viver...
Não é uma cruz a que não for pesada,
Metade de de um prazer não é um prazer;
E quem quiser a alma sossegada,
Fuja do mundo e deixe-se morrer!
Vive-se tanto mais quando se sente:
Todo o valor está no que sofremos.
Que nenhum homem seja indiferente!
Amemos muito como odiamos já:
A verdade está sempre nos extremos
Porque é no sentimento que ela está!
( Fausto Guedes Teixeira )
(1871-1940 )
terça-feira, 12 de maio de 2009
804 - Na terra dos sonhos

Não estou com o meu "best mood"...
Serve isto para dizer que, por estes dias, me sinto cansado dos papeis que me mandam representar: Seja do professor obedientezinho, seja do cidadão que não levanta ondas, seja do que aceita tudo de bom humor, seja do que tem que ter paciência para... seja do raio que parta!
Por estes dias quero ser eu, seja eu o que for
Por estes dias quero sonhar seja o meu sonho um pesadelo
Por estes dias quero ser outro seja o outro o que eu nunca pensei em ser
Por estes dias quero partir a louça toda mesmo que não haja louça para partir
Por estes dias quero pensar a preto mesmo que a realidade seja a cores...
Por estes dias...
João P.
Maio09
Na Terra dos Sonhos
Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Andava eu sózinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
jorge Palma
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
351 - Quando faltam as palavras
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
298 - Nunca mais é sábado

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Chico Buarque
Consstrução
domingo, 16 de dezembro de 2007
297 - Pátria longínqua

Que mundo estranho é este
Em que me vejo e ouço?
Ou, que estranho sou eu
Que não o reconheço?
Que mundo estranho sou eu,
Que não me reconheço?
Que estranho sou eu?
Que não me encontro
Neste estranho mundo,
Que não conheço
Nem reconheço
Mas permaneço?
Que estranho mundo é este
Em que não me reconheço?
Ou que estranho sou eu
Que não me conheço?
Que estranho mundo sou eu,
E nele permaneço?
Que estranho eu sou este
Em que não me vejo nem me ouço?
Neste mundo que conheço
E no qual permaneço
Reconheço?
Não me reconheço?
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
295 - Espírito Natalício III

No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece
Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mão. Está inteira
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.
Fernando Pessoa
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
293 - Espírito Natalício I
The Unknown soldier
Wait until the war is over
And were both a little older
The unknown soldier
Breakfast where the news is read
Television children fed
Unborn living, living, dead
Bullet strikes the helmets head
And its all over
For the unknown soldier
Its all over
For the unknown soldier
Hut
Hut
Hut ho hee up
Hut
Hut
Hut ho hee up
Hut
Hut
Hut ho hee up
Compnee
Halt
Preeee-zent!
Arms!
Make a grave for the unknown soldier
Nestled in your hollow shoulder
The unknown soldier
Breakfast where the news is read
Television children fed
Bullet strikes the helmets head
And, its all over
The war is over
Its all over
The war is over
Well, all over, baby
All over, baby
Oh, over, yeah
All over, baby
Wooooo, hah-hah
All over
All over, baby
Oh, woa-yeah
All over
All over
Heeeeyyyy
Jim Morrison
domingo, 9 de dezembro de 2007
292 - encontro / desencontro
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
289 - Tem lógica

Num tempo em que os horários dos professores estão superpreenchidos com horas para isto e horas para aquilo que em nada contribuem para o sucesso dos alunos, nem para que os porfessores sejam melhores professores, mas apenas para calar certa opinião pública e publicada, faz todo o sentido o texto abaixo.
Ainda para mais quando se vê que apesar de todo o tempo dispendido na escola, o professor tem que chegar a casa e, à noite, preparar as suas aulas até às tantas...
Onde está o prémio para o melhor professor?
O Não Professor do Ano
By Pata Negra
Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
- Que eu dê aulas!?...
---
Ah, o texto chegou-me por mail... não posso citar melhor o(a) autor(a)
Ainda para mais quando se vê que apesar de todo o tempo dispendido na escola, o professor tem que chegar a casa e, à noite, preparar as suas aulas até às tantas...
Onde está o prémio para o melhor professor?
O Não Professor do Ano
By Pata Negra
Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
- Que eu dê aulas!?...
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Ah, o texto chegou-me por mail... não posso citar melhor o(a) autor(a)
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1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas
Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...
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Mais outro livro que se lê num só fôlego tal a forma como nos embrenhamos nela (até ia ficando fechado no metro, na última estação, por não ...
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Creio que já publiquei "isto" aqui. Não interessa! Hoje, dei de novo de caras com o vídeo e, novamente, me deliciei a vê-lo. Claro...
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Bom... narcisismo também não será... Mas com eles duram não mais que três semanas e estão tão lindos aqui no jardim que resolvi fotografa-lo...




