Vivi uma semana muito intensa na Irlanda e gostaria de ter fixado mais coisas por escrito ao longo dela. Infelizmente a Net no quarto era lenta e isso levava-me ao desespero pelo tempo de descanso que acabava por perder.
1 - Foram momentos de aprendizagem e de grande partilha: Em toda a Europa as escolas enfrentam desafios similares: Os resultados académicos como valores absolutos ou aprender em contexto e ao longo da vida? A leitura e como a promover? os cortes na educação e tantas outras questões.... não somos piores que os europeus nem vivemos de privilégios. somos tão bons quanto eles e procuramos também as melhores respostas. Deixar aos políticos e aos tecnocratas as decisões no campo da educação só pode dar asneira.
2 - A cidadania europeia - Acho que se a Europa quiser continuar a viver em paz por muitos e bons anos, só tem que continuar a investir em cursos/encontros europeus deste tipo. Face a face, comendo em conjunto, partilhando os sucessos e insucessos, os povos compreendem que têm muito em comum.
3 - A beleza da Irlanda. Parece-se mesmo com os Açores. Tão natural ainda e tão selvagem. No entanto, deu para perceber o que foi a bolha imobiliária por essa Europa fora. É mesmo estranho ver regiões da Irlanda que há pouco tempo eram calmas e rurais, serem invadidas em poucos anos por moradias todas muito iguais fruto do dinheiro fácil que os bancos emprestaram. E agora?
4 - Os jardins de Dublin - Que beleza! foi o que mais gostei de Dublin. Três ou quatro jardins profundamente belos e muito cuidados. Que inveja, que inveja!!! mas é que estavam mesmo bem cuidados e enquadrados. O que Lisboa poderia ser se quisesse (e se os seus cidadãos também quisessem).
5 - O rio - traz-nos à memória o Sena ou o rio Danúbio (?) que passa em Praga, ou o Guadalquivir de Sevilha ... Belo... (mas não há como as cores de Lisboa...)
6 - A estadia em Dublin - fiquei numa casa B & B que se situava num área residencial absolutamente bela (ver foto acima). Foi barato e o quarto tinha tudo o que era necessário (até internet!) Fartei-me foi de andar (fiz as contas pelo google maps e foram mais de 20 km numa tarde e numa manhã!) é o que dá querer ver tudo e não ter dinheiro!!!!
Lembrei-me do poema Itaca que já aqui publiquei. De facto, vivi-o um pouco, embora confesse que, por vezes e por estar sozinho, cheguei a desejar chegar depressa ao meu destino: medo de enfrentar os perigos da viajem sozinho, saudades de casa, saudades...
7 - A chegada a casa- Como o jardim se modificou numa semana!!! a cerejeira está linda e as flores da laranjeira cheiram tão bem...
Mostrar mensagens com a etiqueta Konstantinos Kaváfis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Konstantinos Kaváfis. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 4 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
1446 - Viagem a Ítaca
Já partilhei este poema, na sua versão texto. Não podia deixar de o fazer de novo ao ter descoberto esta fabulosa versão vídeo.
Sempre tive pressa de chegar ao meu destino, quis sempre que o longe fosse aqui e já. Começo a compreender que a pressa de chegar nos impede de saborear as paragens nos "portos" que vão surgindo no nosso caminho de modo a podermos saborear as paisagens e descobrir todos os usos e costumes dessas terras onde aportamos.
De facto, começo a perceber que tendo Ítaca no meu horizonte não devo passar em branco a beleza da jornada e o valor de toda a carga que passaremos a levar connosco para a cidade que sempre desejámos.
Desejar que o caminho seja longo... por acaso já senti esse desejo em paragens em alguns "portos" onde desejei eternizar o momento.
Neste viagem que já levo de à muito, gabo-me é de uma coisa: nunca tive medo de monstros e como tal nunca os encontrei! desconheço o seu ar aterrorizador. Pelo sim e pelo não, talvez seja bom amarrar-me ao mastro do navio! estarei mais seguro assim!
Sempre tive pressa de chegar ao meu destino, quis sempre que o longe fosse aqui e já. Começo a compreender que a pressa de chegar nos impede de saborear as paragens nos "portos" que vão surgindo no nosso caminho de modo a podermos saborear as paisagens e descobrir todos os usos e costumes dessas terras onde aportamos.
De facto, começo a perceber que tendo Ítaca no meu horizonte não devo passar em branco a beleza da jornada e o valor de toda a carga que passaremos a levar connosco para a cidade que sempre desejámos.
Desejar que o caminho seja longo... por acaso já senti esse desejo em paragens em alguns "portos" onde desejei eternizar o momento.
Neste viagem que já levo de à muito, gabo-me é de uma coisa: nunca tive medo de monstros e como tal nunca os encontrei! desconheço o seu ar aterrorizador. Pelo sim e pelo não, talvez seja bom amarrar-me ao mastro do navio! estarei mais seguro assim!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas
Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...
-
Mais outro livro que se lê num só fôlego tal a forma como nos embrenhamos nela (até ia ficando fechado no metro, na última estação, por não ...
-
Creio que já publiquei "isto" aqui. Não interessa! Hoje, dei de novo de caras com o vídeo e, novamente, me deliciei a vê-lo. Claro...
-
Bom... narcisismo também não será... Mas com eles duram não mais que três semanas e estão tão lindos aqui no jardim que resolvi fotografa-lo...