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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

1157 - Gosto/Não gosto




















Gosto de praia
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de ler na praia
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de tomar banho ao fim da tarde já com o luar
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de um belo por do sol
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de saber que não há felicidade mas há momentos felizes
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de sentir que todos os dias são sábado
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de grandes caminhadas à noite
Não gosto de certos filhos da p... nem de chico espertismo
Não gosto de certos golpes baixos e que nem fazem sentido neste contexto mas têm que ser ditos

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

898 - Ah bom! menos mal



Contexto:
Cena familiar entre um pai, uma mãe e um filho de 14 anos

Acto 1:
A mãe: O rapaz já falou contigo?
O pai: ...
A mãe: É que o rapaz que usar a garagem para fazer uma banda!
O pai: Ah?!
A mãe: sim, uma banda... Vai pôr lá uma bateria e as violas. Esteve a falar comigo... Disse-lhe para falar contigo.

Acto 2:
O pai: então queres fazer uma banda?
O rapaz: Sim!
O pai: hum... e já tens o grupo?
O rapaz: quer dizer... somos só dois... Eu toco viola e o ... também. Falta arranjar alguém que toque bateria. Não conhecemos ninguém
O pai: Ah!

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E eis que o pai não morreu de susto e sobreviveu. Afinal o grupo são só dois que mal sabem tocar viola (o rapaz começou a aprender em Abril...)

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E pronto! cumpre-se a canção do Rui Veloso. Embora pessoalmente não guarde gratas recordações dos meus 14 anos. Ou melhor, de algumas vivências sim, das dúvidas e indecisões e da incerteza do futuro nadinha mesmo. não havia mesmo esterelas no céu e não me revejo na canção do "ai quem me dera ter outra vez vinte anos!"

Nao há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?

A primavera da vida bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

Vou por ai às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se nao fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

Nao há estrelas no céu...

Carlos Tê

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...