Esta semana tem sido rica de sentimentos contraditórios com os quais acho que nunca aprenderei a lidar! Mexem demasiado comigo
Ontem: Senti-me transparente.
X chegou sorridente vinda de férias e comprimentou y efusivamente.Ao pé de y estava eu. Nem uma palavra, nem um olhar.
Posder-se.ia dizer que foi distração. Talvez! mas os talvez acontecem demasiadas vezes e em demasuiadas circunstâncias sempre com as mesmas pessoas!
Fico a ferver por dentro! Não é que me interesse a sua amizade, mas transparenrte é que não sou!
Hoje: muito bem tratado
Até fico embaraçado! convidado para falar num encontro ao pé da Régua, sou tratado com todos os requintes e "comme if faut" usando a nossa arte de bem receber que tanto aprecio e que me prezo de o fazer para outros.
Que bem me faz e que bem me sabe! Retribuirei logo que possa! valeu a pena o sacrifício da tese!
E que lindo é viajar de comboio e ter tempo para ler e ver a paisagem!
Que bem seria a vida se existisse apenas o meio termo! teríamos tudo mais facilitado e menos depressões
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
1471 - Já estava mesmo com saudades
O ser humano é mesmo muito complicado e só sabe reclamar... Se está sol é porque está sol e se chove é porque chove. Da minha parte, confesso que estava com muitas saudades da chuva. Até abri a janela e respirei fundo...
Acho que a minha amendoeira, com as suas 7 flores, também gostou!
Acho que a minha amendoeira, com as suas 7 flores, também gostou!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
1453 - Notas breves ou apontamentos sobre os dias que correm
1 - A crise a troika ou lá o que seja -Há algo no meio disto tudo que gostava que os sindicatos fizessem passar para as opiniões públicas ou aprendessem para futuras negociações. Refiro-me aos dias de férias ou determinados subsídios. Muitas vezes, nas negociações sobre aumentos salariais o governo ou patrões argumentam que não podem aumentar salários por este ou aquele motivo e propõem aos sindicatos a existência de um ou outro subsídio complementar que não faz aumentar a rubrica salarial mas que faz aumentar o que se recebe ao fim do mês. Creio que foi isso que aconteceu com os maquinistas da CP. Deram-lhes um subsídio ao qual atribuíram um qualquer nome infeliz como seja o de "subsídio de deslocação" ou similar.
Ora o que sucede é que tudo isto visto uns anos depois, sem o necessário contexto, cheira a ridículo. Onde é que já se viu que os maquinistas da CP tenham direito a um subsídio de deslocação se é inerente ao seu trabalho a deslocação. Pois... é pena é que esta tivesse sido até uma ideia da entidade patronal a fim de evitar aumentos salariais!
O mesmo se passa com os 25 dias úteis de férias. Olhados agora a frio, parecem excessivos. é pena é que tenham sido dados em alternativa aos aumentos salariais. Agora... nem férias, nem salário! Boa!!!! sendo que afinal a tal ideia de premiar o mérito já deu aquilo que tinha a dar...
2 - Felizmente que ontem me lembrei da velha máxima: "Nunca discutas com um imbecil: Ele arrasta-te para o seu nível e depois ganha-
Estive quase, quase... bendita experiência de vida!
Tenho de colar esta máxima em postit
Trabalho, trabalho, puxa que puxa! é assim a vida. Pena que haja sempre gente que gosta de ir pelo caminho do problema e não o da solução o que acaba por tornar o trabalho mais difícil.
3 - A tese tem-me ocupado todo o meu tempo livre e orientado todos os meus pensamentos. um destes dias consegui até escrever 14 páginas num só dia. Na 6ª feira não me saia da cabeça esta fabulosa composição de Vivaldi! felizmente que há génios para nos iluminar o espírito
terça-feira, 1 de setembro de 2009
885 - Memória de férias II
Amanhã (hoje) retomo o trabalho...
O tal post sobre as férias não podia ser adiado mais. No fim de contas será preciso guardar os bons momentos na memória de modo a puder suportar os aus momentos que possam acontecer.
Confesso que iniciei o Agosto de rastos... Não conseguia parar e o "bad mood" era cada vez maior. Precisava mesmo de mudar de ares e ritmos.
As férias foram tempo de:
- retomar as relações familiares num clima de despreocupação e sem "stresses" porque é preciso fazer isto ou aquilo. Os primeiros dias não foram fáceis, depois... foram tempos fantásticos em que tudo fluia expontâneamente e serenamente. Foi bom ouvir e falar. Redescobrir que tenho gente fantástica (e boa) que vive a meu lado! Tempo para ouvir e sobretudo rir (afinal não me esqueci como é que se faz!)
- Quebrar todos as rotinas, horários e qualquer trabalho intelectual excepto ler. Não peguei numa folha de papel ou esferográfica (até alguns poemas que fiz, os esqueci por não os ter registado). Para o ano nem chegarei a levar papéis para organizar. Decididamente é pura perca de tempo. Nem abro a mala!
- Praia (muita), leitura (muita), noites de cinema (em casa graças ao DVD) e refeições, se as houve, foram as estritamente necessárias e sem horas marcadas.
- Ver e Ouvir: Deolinda (que noite!) Daniela Mercury (que noite!)
- Disfrutar do sol até ao tutano (entardecer)
- esquecer que há uma tutela que continua muito activa... Que se Lixe! não quero saber! nem tenho pachorra para os ouvir! (até me põe de mau humor)
Dia 27 darei a minha opinião muito sincera!
A recordar: "os da minha rua de Ondjaki" fez-me recordar os tempos da minha infância e de escola. O meu Avô (que tanto me ensinou e que, na altura, tão distante me parecia quando queria silêncio para ouvir o fado ou as notícias na Emissora); as leituas em voz alta na escola, uma infância despreocupada e tanta coisa mais (o galinheiro da minha tia e as obras que lá ía fazer a casa com o meu avô)
---
Para que conste que as férias são mesmo necessárias. Desde que regressei já me aconteceu:
a) uma reunião para preparar um projecto internacional/curso a acontecer em Setembro/Outubro
b) bateram-me no carro duas vezes (no mesmo local do carro!!! - Tenho que ir à bruxa!)
c) ter que arrumar a grande dessarumação que as pinturas do início de agosto trouxeram a esta casa e não houve paciência de as fazer
d) tratar do jardim que tinha uma relva tão alta que mais parecia uma savana
e) ter uma lista de tarefas a fazer antes de começar a trabalhar tão grande que hoje nem deu para almoçar!
Ah, as férias!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
828 - Celebrou o terceiro aniversário

Nem dei por isso... Sabia que era um destes dias...
Afinal no passado dia 2 este blogue fez 3 anos! Já passou por muitas fases e tem sido um fiel amigo e companheiro!
É, para o bem e para o mal, a cara do seu autor
Não andando numa onda de auto-crítica nem de nostalgia, celebro a data com a cópia do 1º Post!
(Sim, mantenho-me fiel a mim próprio e o blogue sofre com isso)
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Que grande responsabilidade... o primeiro post e o primeiro poema...
Escolhi este, sem pensar muito.... E o engraçado é que nem é um poema, ou pelo menos não tem a métrica, nem a rima... Fica como homenagem.
Se não podes ser uma árvore sobre a colina,
que sejas um arbusto no vale.
Mas que sejas o melhor arbusto de todas as léguas ao seu redor.
Se não podes ser como uma estrada, sejas uma vereda.
Se não podes ser o sol, sejas uma estrela.
O valor não se mede pelas dimensões.
Sejas o que fores...
que o sejas profundamente...
(Martin Luther King)
domingo, 31 de maio de 2009
823 - O valor de uma luva

Num dia de Inverno muito frio o menino e seu pai iam buscar lenha. O menino levava as luvas no bolso das calças...
Ao pular por cima de um tronco caído no caminho uma das luvas caiu na neve...
Passou por ali um ratito e, ao ver a luva, entrou dento dela para se aquecer...
... Mais tarde,passou uma lebre e ao ver o rato dentro da luva perguntou:
- Há aí lugar para mim? está tanto frio...
- Sim, sim desse o ratito. Entra e aconchegou-se para que a lebre entrasse na luva.
...Passou por ali um esquilo e ao ver a lebre e o ratito dentro da luva perguntou:
- Há aí lugar para mim? está tanto frio...
- Sim - disse o ratito - Entra
- Sim- disse a lebre - Entra
E aconchegaram-se para que o esquilo entrasse na luva.
... Passou por ali um javali e e ao ver o esquilo, a lebre e o ritito dentro da luva perguntou:
- Há aí lugar para mim? está tanto frio...
- Sim - disse o ratito - Entra
- Sim- disse a lebre - Entra
- Sim - disse o esquilo- Entra
E aconchegaram-se para que o Javali entrasse na luva.
... O menino deu por falta da luva e decidiu voltar para trás.
andou, andou e quando se aproximava do tronco que se lembrava de ter saltado, os animais ouviram os passos do menino e o javali, o esquilo, a lebre e o ratito fugiram com medo do menino.
O menino apanhou a luva, calçou-a e ficou muito feliz porque ela estava muito quentinha...
----
(Não fui à manifestação porque não pude estar em Lisboa há hora marcada. De outro modo teria ido! mas teria mesmo. Não foi praia, nem campo, nem cansaço, nem descrédito, nem achar que não valeria a pena...
Foi não poder somente!
A razão mesmo vencida(?) não deixa de ser razão)
terça-feira, 26 de maio de 2009
820 - Das coisas mais belas que vi
Das coisas mais belas que vi.
Em 1999 num programa do Herman, fez-se o lançamento do álbum da Dulce Pontes "O primeiro Canto"
O Herman maltratou a Dulce como habitualmente... já me estava a incomodar
Mas, quando a Dulce começa o dueto com o Waldemar Bastos cantando a música dele, confesso que me comovi. Ela superou-se, ele também. Foi das coisas mais bem conseguidas que vi
Fui a correr comprar o disco e ainda hoje me comovo com a música e sua interpretação
Velha Chica
Antigamente a velha Chica
vendia cola e gengibre
e lá pela tarde ela lavava a roupa
do patrão importante;
e nós os miúdos lá da escola
perguntávamos à vóvó Chica
qual era a razão daquela pobreza,
daquele nosso sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,
ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.
Ela somente fez uma Cubata com tecto de zinco, com tecto de zinco.
Xé menino, não fala política, não fala política.
Mas quem vê agora
o rosto daquela senhora, daquela senhora,
só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E ela agora só diz:
“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!
Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”
Waldemar Bastos
Em 1999 num programa do Herman, fez-se o lançamento do álbum da Dulce Pontes "O primeiro Canto"
O Herman maltratou a Dulce como habitualmente... já me estava a incomodar
Mas, quando a Dulce começa o dueto com o Waldemar Bastos cantando a música dele, confesso que me comovi. Ela superou-se, ele também. Foi das coisas mais bem conseguidas que vi
Fui a correr comprar o disco e ainda hoje me comovo com a música e sua interpretação
Velha Chica
Antigamente a velha Chica
vendia cola e gengibre
e lá pela tarde ela lavava a roupa
do patrão importante;
e nós os miúdos lá da escola
perguntávamos à vóvó Chica
qual era a razão daquela pobreza,
daquele nosso sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,
ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.
Ela somente fez uma Cubata com tecto de zinco, com tecto de zinco.
Xé menino, não fala política, não fala política.
Mas quem vê agora
o rosto daquela senhora, daquela senhora,
só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E ela agora só diz:
“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!
Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”
Waldemar Bastos
sábado, 2 de maio de 2009
791 - Primeiro de Maio
Que força é essa?
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carregar pedras, desperdiçar
Muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
Que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
Que te põe de bem com os outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentiste
Uma força a crescer-te nos dedos
E uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compreendes
Que força é essa...
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carregar pedras, desperdiçar
Muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa...
Sérgio Godinho
---
(Ah, quando alguém vai a uma casa onde, por motivos vários, sabe que pode ser mal recebido mas insiste em ir. Se for mal recebido a culpa é de quem?)


Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carregar pedras, desperdiçar
Muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
Que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
Que te põe de bem com os outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentiste
Uma força a crescer-te nos dedos
E uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compreendes
Que força é essa...
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carregar pedras, desperdiçar
Muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa...
Sérgio Godinho
---
(Ah, quando alguém vai a uma casa onde, por motivos vários, sabe que pode ser mal recebido mas insiste em ir. Se for mal recebido a culpa é de quem?)


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