Confesso que a escrita de Knut Hamsun (prémio nobel da literatura) me fascina, pelo estilo narrativo e pelo inesperado de cada um dos enredos dos seus livros. Se tivermos em conta que´e um escritor do início do século XX, descobrimos que o seu estilo estava muito à frente à sua época.
Victoria aborda o tema do amor impossível e do desencontro amoroso: Johanes, filho de um modesto moleiro ama Victoria, jovem de família aristocrata...
É um livro de rara beleza na forma como é narrado e na forma como são desenroladas algumas cenas de encontros e desencontros onde são incluídos belos apontamentos poéticos.
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terça-feira, 20 de outubro de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
Pan
Pan, de Knut Hamsun (prémio nobel da literatura em 1920) é, na sua essência, a história de um sentimento do Tenente Thomas Glahn (personagem central do romance) que o atrai para Edwarda. Tudo o que vemos acontecer não é senão a forma como tal sentimento ganha consciência de si, se afirma, se frustra, se nega, reinicia, se nega de novo. Não há outro enredo: toda a narração se confunde com toda uma série de metamorfoses desta atracção do Tenente pela Edwarda que ele não consegue compreender nem dominar; que às vezes parece corresponder-lhe e amá-lo também, mas subitamente lhe escapa e o despreza. Que regressa quando a dava por perdida, que o chama de novo, para, uma vez mais, o agredir e rebaixar. Pan é, pois, a história desta indecisão e desta incompreensão, desta contínua tensão que, no limite, funciona como um jogo - entre querer e não querer, como se todo o amor precisasse de ser posto à prova: ou como se desejássemos somente enquanto o objecto do nosso desejo nos é inacessível e, no momento em que sentimos que também ele nos deseja, principiássemos a querê-lo menos, a desinteressar-nos, a afastar-nos...
Mas há um outro aspecto que o romance de Hamsun capta perfeitamente. O objecto do amor é, até certo ponto, transferível. Em face do seu sentimento ingrato e difícil por Edwarda, que o ignora ou repudia, o Tenente pode amar outras mulheres. Até certo ponto. Para provocar ciúmes, ou para preencher o seu mal-estar. Ou enganando-se a si mesmo. Possivelmente, só mesmo para se enganar a si mesmo.
Sinopse a partir daqui: http://leitordeprofissao.blogspot.pt/2010/11/knut-hamsun-pan.html
Mas há um outro aspecto que o romance de Hamsun capta perfeitamente. O objecto do amor é, até certo ponto, transferível. Em face do seu sentimento ingrato e difícil por Edwarda, que o ignora ou repudia, o Tenente pode amar outras mulheres. Até certo ponto. Para provocar ciúmes, ou para preencher o seu mal-estar. Ou enganando-se a si mesmo. Possivelmente, só mesmo para se enganar a si mesmo.
Sinopse a partir daqui: http://leitordeprofissao.blogspot.pt/2010/11/knut-hamsun-pan.html
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Fome de Knut Hamsun
Mais outro livro que devorei em dois dias (e juro que ando cheio de trabalho)
O autor de "Fome" é Knut Hamson (1859-1953), escritor norueguês, prémio Nobel da Literatura de 1920.
Thomas Mann afirmou que “Hamsun é o maior escritor de sempre”. André Gide disse que ele “apenas é comparável a Dostoievski, mas talvez mais subtil”, segundo o The New Yorker, este primeiro romance de Hamson “é um romance intemporal que influenciou autores como Kafka e Henry Miller”.
Com efeito, “Fome” não parece um livro escrito no final do século XIX. O romance não tem história, não tem personagens, a não ser o narrador, praticamente não tem acção. É, de facto, um livro onde não se passa nada, e isso deve ter sido muito inovador, em 1890.
---
Fome é uma história sobre um jovem escritor sem tecto, incapaz de arranjar trabalho e morrendo de fome vageando pelas ruas da Christiania (actual Olso). Apesar de suas roupas estarem em farrapos e de sua aparência miserável, ele consegue manter uma certa dignidade e seu pedaço de lápis. O narrador vaga pelas ruas da cidade e eventualmente tem seus artigos publicados por jornais locais...
O autor de "Fome" é Knut Hamson (1859-1953), escritor norueguês, prémio Nobel da Literatura de 1920.
Thomas Mann afirmou que “Hamsun é o maior escritor de sempre”. André Gide disse que ele “apenas é comparável a Dostoievski, mas talvez mais subtil”, segundo o The New Yorker, este primeiro romance de Hamson “é um romance intemporal que influenciou autores como Kafka e Henry Miller”.
Com efeito, “Fome” não parece um livro escrito no final do século XIX. O romance não tem história, não tem personagens, a não ser o narrador, praticamente não tem acção. É, de facto, um livro onde não se passa nada, e isso deve ter sido muito inovador, em 1890.
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Fome é uma história sobre um jovem escritor sem tecto, incapaz de arranjar trabalho e morrendo de fome vageando pelas ruas da Christiania (actual Olso). Apesar de suas roupas estarem em farrapos e de sua aparência miserável, ele consegue manter uma certa dignidade e seu pedaço de lápis. O narrador vaga pelas ruas da cidade e eventualmente tem seus artigos publicados por jornais locais...
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