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domingo, 6 de março de 2016

51 - (Da condição humana) - O paraíso

O Paraíso
Madredeus


Subi a escada de papelão
Imaginada
Invocação
Não leva a nada
Não leva não
É só uma escada de papelão

Há outra entrada no Paraíso
Mais apertada
Mais sim senhor
Foi inventada
Por um anão
E está guardada
Por um dragão

Eu só conheço
Esse caminho
Do Paraíso

domingo, 15 de abril de 2012

1488 - ecos na catedral




Ecos na Catedral

Os teus olhos são vitrais
Que mudam de cor com o céu
E quando sorriem, iguais...
E quando sorriem, iguais...
Quem muda de cor sou eu

Tomara teus olhos vissem
O amor que trago por ti
Nem o entardecer me acalma...
Nem o entardecer me acalma...
Na ânsia de te ter aqui

E o teu perfume, o incenso
Os ecos de uma oração
Misturam-se num esboço imenso
Afogam-se na solidão

Fui para um templo de pedra
Escolhi um recanto isolado
Que me faça esquecer tua voz...
Esquecer-me da tua voz...
Que me faça acordar do passado

Escondida em sítio sagrado
E não me apetece o perdão
Devo estar enfeitiçada
Náufrago do coração

E o teu perfume, o incenso
Os ecos de uma oração
Misturam-se num esboço imenso
Afogam-se na solidão

Não sei se perdoo o meu fado
Não sei se consigo enfim
Um dia esquecer que teus olhos
Sorriem, mas não para mim

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

1457 - É tão bom ver os meninos a aprender...

Ontem tive um dia intenso com visitas a algumas bibliotecas. Cheguei ao fim muito cansado mas adorei o que vi. A biblioteca da "ciência" com a incubadora dos pintos, estes acabados de nascer, os livros, o entusiasmo dos meninos ao ver os pintainhos com horas de vida, ...

(a baía do seixal ao entardecer que é tão mágica naqueles 5/10 minutos de reflexos de ouro no rio e nas janelas de guilhotina...)







segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

1264 - impressões/emoções



















Gosto das cores da minha Lisboa ao pôr do sol
Não gosto das tardes cinzentas que não me permitem ver o sol nestas fachadas e vidros

Gosto de viajar, de ler
Não gosto de viajar em stress ou com todos a darem "bitaites"

Gosto do silêncio, da solidão, sem me sentir só,
Não gosto de conviver com gente de quem não gosto ou de que "cortei"

Gosto da cor, da água, do mar, de ouvir música, de sair, de não parar, de parar, de descansar.
Não gosto de não parar, de parar, de descansar

Gosto de pintar com a mente e captar o momento
Não gosto de falta de imaginação e do igual

Gosto da complexidade da vida, das suas contradições e dos seus lados opostos.
Não gosto da complexidade da vida e das suas contradições

Gosto de ganhar e de perder
Não gosto de perder quando estou certo

Gosto de uma política justa, mesmo que me prejudique
Não gosto de demagogia nem de demagogos (que cada vez os há mais)

Gosto de partilhar com quem gosto
Não gosto de sorrir para quem não me merece

Gosto de gente honesta
Não gosto que me façam passar por parvo

Gosto de partir para outra e de desligar quando estou mesmo desiludido
Não gosto de acordar de manhã e ver que nada mudou

Gosto de conduzir sem objectivo e ouvindo música
Não gosto do previsto e acomodado

Gosto de me perder a olhar
Não gosto do feio e desleixado


Adoro a luz e cores de Lisboa

Adoro Lisboa




Madredeus

Composição: Pedro Ayres Magalhães E Fernando Júdice

Lisboa tem histórias de reis,
De mares e de selvas
Lisboa tem histórias de hotéis,
De espiões e de guerras
Lisboa tem lendas de heróis,
Princesas, donzelas
Lisboa tem lendas do cais,
Do fado e navalhas;

Lisboa tem a tradição,
Dos bairros antigos
Vinho e sardinhas no verão
à beira do rio
Lisboa tem os rés-do-chão
E as altas mansardas
E há que descer e subir
Por estreitas escadas

Adoro Lisboa,
Eu quero-lhe bem,
Gosto de ver as gaivotas nos céus de Belém.

Adoro Lisboa,
E as histórias que tem
E sei que há muita gente
Que adora também

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

923 - Brumas do Futuro




(O que se ouve por aqui enquanto se faz mais um serão)

As Brumas Do Futuro



Sim, foi assim que a minha mão
surgiu de entre o silêncio obscuro
e com cuidado, guardou lugar
a flor da primavera e a tudo

Manha de Abril
e um gesto puro
coincidiu com a multidão
que tudo esperava e descobriu
que a razão de um povo inteiro
leva tempo a construir

Ficamos nós
só a pensar
se o gesto fora bem seguro

Ficamos nós
a hesitar
por entre as brumas do futuro

A outra acção prudente
que termo dava
a solidão da gente
que desesperava
na calada e fria noite
de uma terra inconsolável

Adormeci
com a sensação
que tínhamos mudado o mundo
na madrugada
a multidão
gritava os sonhos mais profundos

Mas além disso
um outro breve inicio
deixou palavras de ordem
nos muros da cidade
quebrando as leis do medo
foi mostrando os caminhos
e a cada um a voz
que a voz de cada era
a sua voz
a sua voz

quarta-feira, 18 de abril de 2007

185 - estátua



















Estátua,
Desenhada para sempre
Brilhas á luz do luar
Alisada pelo vento
Voas no mesmo lugar
Eu sei
Estátua,
Parada e silenciosa
Olhas para mim receosa
que perceba o teu enredo
que te descubra o segredo
é que eu sei
Eu sei,
Qual é o teu maior medo
é que eu pare também
e passe a ser um rochedo
e deixe de ser alguém
também
é que eu sei, eu sei
Selvagem competição
Começaria então
Eu desenhada por Deus
Tu por um coração

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

124 - alguém me diga por favor
















Ao Crepúsculo - Onde é que está o meu Amor?


O tempo parou
E nada mudou
E a noite caiu
E a lua sorriu
E o fogo acendeu
E a porta bateu
E o tempo passou
E o amor não voltou

Onde é que está o meu amor
O meu amor onde é que foi
Alguém me diga por favor
Onde é que foi o meu amor
Amor, amor, amor, amor
Onde é que está o meu amor
O meu amor, o meu amor
O meu amor onde é que foi
E o amor não voltou

E o tempo passou
E a porta bateu
E o fogo acendeu
E a lua sorriu
E a noite caiu
E nada mudou
E o tempo parou

Autor: Pedro Ayres Magalhães

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...