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segunda-feira, 23 de maio de 2011

1340 - Sinal fechado II

A procura de ontem do video youtube do "Sinal Fechado", fez-me descobrir uma preciosidade e uma fabulosa interpretação desta mesma música por parte da Elis Regina que desconhecia. Repare-se nas mãos



E depois há ainda a versão de Chico Buarque a solo num album com o mesmo nome. Esta versão é muito intimista e tem um arranjo espectacular.

1349 - Olá, como vai? (Sinal fechado)



Esta é uma das músicas da minha vida! Acompanha-me desde os anos 70 e felizmente que regresso a ela e não a deixo ficar num qualquer baú! A vida é mesmo a arte do encontro embora haja tanto desencontro por aí
Simplesmente bela

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

1271 - Pátria minha


































Tal como escrevi há dias atrás, à hora em que passo na ponte o sol já bate nas fachadas pois anoitece cada vez mais tarde.
É fantástico como em poucos dias as cores mudam tanto...
Estas são fotos de hoje

Ver Lisboa desta perspectiva faz-me sempre lembrar regressos de qualquer lugar ou de alguma coisa, saudades e gosto do reencontro

(que fazer? sou assim)

De pensamento em pensamento chego a uma das músicas que constariam da minha playlist- "Uma flor de verde pino"

A noção de Pátria e de amor por ela
uma vaga sensação nostálgica (talvez dada pelo amor que se tornou impossível)
Um rio sem leito e uma taça sem vinho
Um país adiado mas muito amado
Um amor louco e insaciável por uma Lisboa que todos os dias muda e em que todos os dias se descobrem novas facetas tal como numa paixão avassaladora

Amor, saudade, pátria, desejo, impossíbilidade. Deve ser por isso que me apaixonei por esta música desde o primeiro dia (e logo eu que na altura em que foi cantada pela primeira vez era adolescente e o que se ouvia eram ainda os Beatles, os Queen e Rolling Stones...)




Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarra nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

1241 - Ficam as boas recordações e também faz parte da playlist

Dedicado a ...



Canção da América

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Milton Nascimento

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

1239 - A minha playlist



Esta também é uma das imprescindíveis na minha playlist. Conheço-a de há muitos anos e na minha juventude tinha-a como lema/ideal

Hoje em dia, já não estou certo de poder dizer o "tu não" que dizia com convicção há anos atrás...
Tive que aprender a ser "hábil" e a "calar-me", no entanto há outros "tu não" que me orgulho de poder continuar a afirmar.
Do que mais me orgulho é o de ainda falhar os cálculos e ir de mãos dadas com o perigo. Como dizia alguém esta semana, "quem nunca arriscou, nunca deu o beijo da sua vida". Felizmente que continuo vivo! Felizmente que não vou à sombra dos abrigos e procuro manter um rumo.
Voa alto... voltamos ao início do blogue!


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andersen

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

1237 - A minha playlist

L'absence de Serge Reggiani

Ouvi-a pela primeira vez com os meus 12/13 anos na casa de uma amiga cuja mãe era viúva recente. Pelos vistos a mãe ouvia-a muito...

Foi a primeira vez que consciencializei que podia haver ausência de um amor... ausência

Confesso que não a entendi muito bem nessa altura, mas logo que pude comprei o disco

Marcou-me... Sempre fui muito ingénuo e um pouco despreocupado (se calhar ainda o sou). Por essa altura tive o meu primeiro choque epistemológico.

Tenho-a ouvido ao longo destes anos em fases de ausência e saudades do futuro, de um não sei quê, que surge não sei de onde...



L'absence

C'est un volet qui bat
C'est une déchirure légère
Sur le drap où naguère
Tu as posé ton bras
Cependant qu'en bas
La rue parle toute seule
Quelqu'un vend des mandarines
Une dame bleu-marine
Promène sa filleule
L'absence, la voilà

L'absence

D'un enfant, d'un amour
L'absence est la même
Quand on a dit je t'aime
Un jour...
Le silence est le même

C'est une nuit qui tombe
C'est une poésie aussi
Où passaient les colombes
Un soir de jalousie
Un livre est ouvert
Tu as touché cette page
Tu avais fêlé ce verre
Au retour d'un grand voyage
Il reste les bagages
L'absence, la voilà

L'absence

D'un enfant, d'un amour
L'absence est la même
Quand on a dit je t'aime
Un jour...
Le silence est le même

C'est un volet qui bat
C'est sur un agenda, la croix
D'un ancien rendez-vous
Où l'on se disait vous
Les vases sont vides
Où l'on mettait les bouquets
Et le miroir prend des rides
Où le passé fait le guet
J'entends le bruit d'un pas
L'absence, la voilà

L'absence

D'un enfant, d'un amour
L'absence est la même
Quand on a dit je t'aime
Un jour...
Le silence est le même.

domingo, 12 de dezembro de 2010

1234 - A minha playlist





A razão desta escolha é tão óbvia que nem necessita descrição. Basta ler a letra e navegar no blogue...
Um auto-retrato de que gosto e me identifico desde que a ouvi a primeira vez, no tempo em que ainda via (já não tão assiduamente como antes)o festival da Canção.

Por esta altura o grupo de amigos e as opções de futuro marcavam muito(íssimo) os meus dias e noites!


Silêncio e tanta gente

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

sábado, 11 de dezembro de 2010

1233 - A minha playlist

Para esta não são necessárias muitas palavras. Acompanha(ou)-me há muitos anos. Passou já a fase do ritmo intenso e adoro esta versão mais calma, mas muito cúmplice, e ternurenta da Rita Lee e do Milton Nascimento

Encontro de corpos claro, mas encontro de pessoas e de afinidades/cumplicidades e esta versão é tão cúmplice!

Tentando imaginar loucuras
A gente faz amor por telepatia
No chão, no ar, na lua, na melodia
Mania de você
Imaginar
Na melodia
Nada melhor que não fazer nada


1906 (das palavras) - Avós, precisas de mais livros

Um destes dias, o meu neto mais velho, que tem três anos, disse à avó que tínhamos de comprar mais livros porque já conhecia todas as histór...