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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
925 - Alma Guerreira
Por agora têm sido dias e noites de grande trabalho. Mais uma vez a música é minha companhia
Por estes dias faz sentido...
---
À volta desta fogueira
todos saltam, todos dançam, todos gritam;
entrei na dança guerreira
e me enfeiticei...
Alma guerreira
sábado, 3 de outubro de 2009
905 - Missão cumprida
Por estes dias andei envolvido num projecto internacional. Recebi cerca de 40 professores de toda a Europa e América na "minha" (nossa) casa.
Foi duro gerir sozinho toda a logística de um evento destes.
Não me queixo!
fi-lo por gosto! (também se fosse apenas trabalho nunca me meteria numa coisa destas!)
O pessoal ficou maravilhado com a nossa cultura, as nossas belezas naturais e o nosso profissionalismo.
Não pude deixar passar a ocasião para lhes passar alguns dos nossos maiores poetas (havia sempre ocasião para tal). Claro que as traduções, são sempre traições (e isso nota-se bem neste vídeo), claro que traduzir poesia é de loucos, claro que tentar passar a alma do poeta não faz sentido. O poeta é ele próprio e ninguém pode viver a sua vida, nem sentir o que ele sente.
No entanto...
Tenho a sensação de dever cumprido!
P.S. - O fantástico nestas coisas é perceber que as fronteiras são linhas desenhadas a régua e esquadiro em gabinetes e que as aves não as têm. Deixem-nos ser aves e voar
Poetas
Aí as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.
Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!
Florbela Espanca
terça-feira, 26 de maio de 2009
820 - Das coisas mais belas que vi
Das coisas mais belas que vi.
Em 1999 num programa do Herman, fez-se o lançamento do álbum da Dulce Pontes "O primeiro Canto"
O Herman maltratou a Dulce como habitualmente... já me estava a incomodar
Mas, quando a Dulce começa o dueto com o Waldemar Bastos cantando a música dele, confesso que me comovi. Ela superou-se, ele também. Foi das coisas mais bem conseguidas que vi
Fui a correr comprar o disco e ainda hoje me comovo com a música e sua interpretação
Velha Chica
Antigamente a velha Chica
vendia cola e gengibre
e lá pela tarde ela lavava a roupa
do patrão importante;
e nós os miúdos lá da escola
perguntávamos à vóvó Chica
qual era a razão daquela pobreza,
daquele nosso sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,
ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.
Ela somente fez uma Cubata com tecto de zinco, com tecto de zinco.
Xé menino, não fala política, não fala política.
Mas quem vê agora
o rosto daquela senhora, daquela senhora,
só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E ela agora só diz:
“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!
Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”
Waldemar Bastos
Em 1999 num programa do Herman, fez-se o lançamento do álbum da Dulce Pontes "O primeiro Canto"
O Herman maltratou a Dulce como habitualmente... já me estava a incomodar
Mas, quando a Dulce começa o dueto com o Waldemar Bastos cantando a música dele, confesso que me comovi. Ela superou-se, ele também. Foi das coisas mais bem conseguidas que vi
Fui a correr comprar o disco e ainda hoje me comovo com a música e sua interpretação
Velha Chica
Antigamente a velha Chica
vendia cola e gengibre
e lá pela tarde ela lavava a roupa
do patrão importante;
e nós os miúdos lá da escola
perguntávamos à vóvó Chica
qual era a razão daquela pobreza,
daquele nosso sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,
ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.
Ela somente fez uma Cubata com tecto de zinco, com tecto de zinco.
Xé menino, não fala política, não fala política.
Mas quem vê agora
o rosto daquela senhora, daquela senhora,
só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E ela agora só diz:
“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!
Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”
Waldemar Bastos
quarta-feira, 4 de julho de 2007
232 - O que for, há-de ser
O que for há-de ser
Ai seja o que for
que o amor me traga,
sei que é Primavera neste Inverno;
Ver que o olhar
é de pequenas rugas e de flores,
tão terno...
Sonhar seu beijo na fronte,
a luz no horizonte,
como o primeiro raio de sol.
Sentir por dentro da calma
a paz e a alma dos que não estão sós.
Linda ciranda
ciranda linda,
gira que gira e torna a girar;
Quando eu morrer
oh ciranda linda, deixa um luzeiro
para que o possa ver!
E sempre à volta a girar,
sempre em volta, no ar
de alma solta a te amar.
Para sempre girar,
sempre em volta no ar,
meu amor, meu amor,
o que for, há-de ser!
Dulce Pontes
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
160 - um cheirinho a primavera (ufff!)
O que for, há-de ser (Ar)
Ai seja o que for
que o amor me traga,
sei que é Primavera neste Inverno;
Ver que o olhar
é de pequenas rugas e de flores,
tão terno...
Sonhar seu beijo na fronte,
a luz no horizonte,
como o primeiro raio de sol.
Sentir por dentro da calma
a paz e a alma dos que não estão sós.
Linda ciranda
ciranda linda,
gira que gira e torna a girar;
Quando eu morrer
oh ciranda linda,
deixa um luzeiro
para que o possa ver!
E sempre à volta a girar,
sempre em volta, no ar
de alma solta a te amar.
Para sempre girar,
sempre em volta no ar,
meu amor, meu amor,
o que for, há-de ser!
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