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domingo, 20 de janeiro de 2013

1553 - E de súbito

E de súbito...

E de súbido
sucedendo-se os dias em
que chove e faz vento.
Numa fria manhã de janeiro

abrimos a janela e
deparamos com o milagre da vida.


A amendoeira já despertou!

João P. jan 2013











sábado, 10 de março de 2012

1475 - Primavera

 Às voltas com a minha tese... aproxima-se o momento de ter de a entregar e agora todos os pequenos momentos são aproveitados para a rever e para a concluir.
Esta é uma fase chata! aquelas duas ou três páginas que a computador nos pareciam terem ficado muito boas e que nos significaram um dia de trabalho a rever a literatura, afinal ficaram confusas quando se lêem em papel. Corrige...
Depois, mais à frente, há outra frase sem sentido... depois faltam pontuações ou outros detalhes... irra! queremos concluir uma fase e há sempre um diabrete que se lembra de semear a confusão no texto brincando com as nossas palavras...
Ah as palavras que nos fogem e que se escondem de nós...

A Primavera....
Parece ainda não ter chegado a esta árvore que acompanhei todo o outono e inverno. As cores do rio foram mudando mas ela ainda não despertou

















Em compensação, aqui por casa, a primavera chega todos os dias. A romãzeira já despertou, o pessegueiro já tem um botão rosa... está quase, quase a rebentar... a amendoeira que vai na segunda primavera aqui em casa vai ter meia dúzia de amêndoas... A magnólia está linda!!! de um dia para o outro abriram as flores, as roseiras estão a rebentar e o jasmim também. Daqui a uns breves dias vai haver um cheiro intenso no jardim... 

















Iremos em frente, iremos em frente!
Ah, o sol! já está tão quentinho... adeus roupas quentes!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

1137 - Eu tenho um ninho...
















Descoberto ontem por mero acaso... E já estão tão grandes! são 4.
ESpero que a gata não dê por eles



Eu Tenho um Melro
Deolinda
Composição: Pedro da Silva Martins

Eu tenho um melro
que é um achado.
De dia dorme,
à noite come
e canta o fado.

E, lá no prédio,
ouvem cantar...
E já desconfiam
que escondo alguém
para não mostrar.

Eu tenho um melro,
lá no meu quarto.
Não anda à solta,
porque, se ele voa,
cai sobre os gatos.

Cortei-lhe as asas
para não voar.
E ele faz das penas
lindos poemas
para me embalar.

Melro, melrinho,
e se acaso alguém te agarrar,
diz que não andas sozinho
que és esperado no teu lar.

Melro, melrinho
e se, por acaso, alguém te prender,
não cantes mais o fadinho,
não me queiras ver sofrer.

E não voltes mais,
que estas janelas não as abro nunca mais.

Eu tenho um melro
que é um prodígio.
Não faz a barba,
não faz a cama,
descuida o ninho...

Mas canta o fado
como ninguém.
Até me gabo
que tenho um melro
que ninguém tem.

Eu tenho um melro...
(-Que é um homem!)
Não é um homem...
(-E quem há-de ser?!)
É das canoras aves
aquela que mais me quer.

(-Deve ser homem!)
Ah, pois que não!
(Então mulher…)
Há de lá ser!?
É só um melro
com quem dá gosto adormecer.

Melro, melrinho...[refrão]

E não voltes mais,
que a tua gaiola serve a outros animais.

1905 - (da consciência de existir) O uso do telemóvel e a perda da experiência ao vivo

  Há u m gesto que se tornou quase inevitável em qualquer espetáculo ao vivo: o erguer do telemóvel. No caso de um concerto em sala de espet...