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sábado, 17 de março de 2018

1869 (das palavras) - Foi como se um raio de luz o fizesse ver diferente.


Pedro já tinha pensado naquele assunto vezes sem conta! Por uma vez, tinha até tomado a decisão mas, depois, quando chegou a hora de verdade, hesitou e bastou esta fraqueza para abalar a sua decisão que lhe parecia tão forte.
Mas, naquela vez, o dia claro, o céu azul e sabemos lá, a luminosidade do dia, fez-lhe olhar para o barco que ali estava parado de outra forma. Dessa vez, nem teve tempo para hesitar: Entrou nele!          


João P.
Mar 2018

quarta-feira, 14 de março de 2018

1868 (Das palavras) - António


António saíra decidido de casa naquela manhã invernosa, triste, sombria, com nuvens que tinham a aparência de vir a desabar sobre a baía. Não se importou com isso! Meteu, decidido, os pés ao caminho. Iria ter mesmo aquela conversa com a M… Aquela questão que já se arrastava, não poderia terminar assim. Que diabo! Então tantos meses de trabalho, em conjunto, em torno daquele projeto fantástico não significavam nada? Admitia ter errado aqui ou ali, mas…

João P. 

terça-feira, 13 de março de 2018

1867 - (do amor) Ao meu avô

















Lembro-me de ser miúdo...
Lembro-me de ele me ter pedido para cuidar do seu jardim numa manhã de Primavera...
Lembro-me de ter sachado tudo o que era verde...
Lembro-me dele ter perdido as suas flores de primavera desse ano.
Lembro-me do seu ar desolado
E logo ele que era (aparentemente) um duro

Agora que tu não estás
(e já não estás à muito tempo)
Queria dedicar-te esta túlipa
A primeira do meu jardim.

Agora que não estás,
Cuido eu do teu jardim!
Podes estar certo, meu avô!

João P.
Março 2018
---
O Jardim
Cláudia Pascoal


Eu nunca te quis menos do que tudo, sempre, meu amor
Se no céu também és feliz
Leva-me e eu cuido, sempre, ao teu redor

São as flores, o meu lugar
Agora que não estás rego eu o teu jardim
São as flores, o meu lugar
Agora que não estás rego eu o teu jardim

Eu já prometi que um dia mudo ou tento ser maior
Se do céu também és feliz
Leva-me e eu juro, sempre, pelo teu valor

São as flores, o meu lugar
Agora que não estás rego eu o teu jardim
São as flores, o meu lugar
Agora que não estás rego eu o teu jardim

Agora que não estás rego eu o teu jardim
Agora que não estás rego eu o teu jardim
Agora que não estás
Agora que não estás rego eu o teu jardim

domingo, 25 de fevereiro de 2018

1862 (Das palavras) - Criar histórias na cabeça das pessoas



















Criar histórias na cabeça das pessoas? Mas como o fazer? Que desafio me foi criado! Que história criar? E o microfone aqui em frente… falar de mim? Contar de ti? E o tempo passa e a tensão continua…
Ah, a história chega enfim à minha cabeça. “Um jovem encontra-se à frente de um microfone, a audiência escuta-o… Ei-lo que começa! Relata o estranho encontro que teve numa manhã que parecia igual a tantas, tantas outras…"


(e tu, que história contarias?)

João P.    

domingo, 11 de dezembro de 2016

1825 (do íntimo e pessoal) - Aqui sou (ao pé do mar)

Aqui sou (ao pé do mar)

Aqui regresso ciclicamente,
ao pé do mar.

Aqui sou.

Revisito o passado,
sou o presente,
antecipo o futuro.

Aqui sou.

Vejo,
revejo,
encontro,
reencontro,
parto,
e chego para partir de novo.

Estou aqui
ao pé do mar
estou de chegada?
estou de partida?  

Aqui sou.

João P.
Dez 16

sábado, 26 de novembro de 2016

1820 (das palavras) - Quando, um dia

Quando, um dia.

Quando eu souber escrever,
Dir-te-ei dos meus silêncios.
Quando um dia souber calar,
Falar-te-ei dos meus diálogos.
Quando um dia souber dizer,
Calarei a minha voz.

O escrito,
O silenciado,
O não dito,
As palavras.

Quando um dia souber dizer,
Então dir-te-ei,
Quando um dia souber escrever,
Então falar-te-ei.  

E me compreenderás?
E me compreenderei?  

Usaremos as palavras,
Sem receios,
Isso me e nos bastará.

João P.

Nov 2016 

domingo, 25 de setembro de 2016

1335 (Do espanto) - Outono

Outono

Subitamente, acordas um dia e vais à janela,
Sentes algo diferente.
O necessário torna-se desnecessário.

Vais à janela, subitamente, sentes-te a acordar,
Sentes algo diferente
A cor, a luz, a temperatura já não são as mesmas.

Um dia acordas subitamente e vais à janela,
Sentes-te algo diferente
O importante torna-se relativo.

Sentes algo diferente,
Sentes-te diferente.

Vais à janela
Subitamente
Neste dia.

Perguntas-te e questionas-te

Vais a janela
Será que as andorinhas já partiram?

Que importância dás ao relativo que absolutizas?
Neste dia em que, subitamente, acordaste e foste à janela .
  
  
João P.

Set 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

1332 (do indizível) - à noite, num beco sem saída

Noturno

Eu sentado
...
Estou sentado à porta de casa
à noite
existe um beco sem saída.

Ouço
Observo

No beco sem saída
ladram cães,
camufla-se um gato nas roseiras.

No beco sem saída
e à noite
chegam carros.
A vizinha chegou tarde
saiu de novo
Irá aonde?

Existe um beco sem saída,
é noite,
estou sentado à porta de casa.

Passam carros
(não sabia que havia tanto movimento aqui)
Ouvem-se outros mais ao longe.

Passam quinze aviões,
a maioria vai para norte
(E que curvas apertadas fazem alguns!)
dois, certamente para sul,
Um para oeste, Espanha?
De um outro perdi-lhe o rasto.

É noite
Estou sentado à porta de casa
Existe um beco sem saída.

Um cão passeia o dono...

É noite  

...

João P
2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

57 - (Daquilo que fomos e somos) Houve um tempo

Houve um tempo

Houve um tempo em que cri
Houve um tempo em que cri profundamente.

Houve um tempo em que fui
Houve um tempo em que fui eu mesmo.

Houve um tempo em que vivi
Houve um tempo em que vivi como se não houvesse amanhã.

Houve um tempo em que acreditei
Houve um tempo em que acreditei no meu semelhante.

Houve um tempo em que os animais falavam
e eu cri, fui, vivi e acreditei.

Houve um tempo .

João P. 2016

domingo, 20 de janeiro de 2013

1553 - E de súbito

E de súbito...

E de súbido
sucedendo-se os dias em
que chove e faz vento.
Numa fria manhã de janeiro

abrimos a janela e
deparamos com o milagre da vida.


A amendoeira já despertou!

João P. jan 2013











quarta-feira, 19 de setembro de 2012

1530 - A pôr a escrita em dia

1- A minha gata voltou ao "normal" - A minha "Maria José" foi uma mãe extremosa. No entanto, uma casa com 4+1 gatos era uma loucura e, felizmente, fomos arranjando gente que foi ficando com os gatinhos. Na passada semana foram entregues os últimos dois. A "Maria José" andou doida! procurou-os por toda a casa e pelo jardim. Ia lá fora e procurava-os, depois pedia para entrar e procurava-os, depois pedia...
Agora voltou ao "normal" e exige a minha companhia! ela é-lhe dada!

2 - Ufff... Há dias em que mais valia não sair de casa ou não acordar. Ontem apanhei um engarrafamento à entrada da ponte que me fez perder 40 minutos; a seguir outro devido a obras na Avenida dos EUA. Mais 20 minutos... no regresso outro acedente à saída da ponte. Já não o apanhei quando, finalmente, passei mas entretanto já se tinha avariado outro carro com o pára-arranca. Depois paguei 20 (vinte) euros para afiar uma tesoura de poda. Eu bem perguntei ao tipo, antes de começar o trabalho, quanto é que ele me ia levar... Já tinha ficado banzado, mas aceitei. Depois pede-me 20 euros pois tinha tido muito trabalho! disse-lhe que só pagava o pré-estabelecido (10 euros). A pagar verifiquei que só tinha uma nota de vinte. Argumentou comigo que não tinha troco! expliquei-lhe que era a primeira e última vez que lhe dava trabalho. Assumiu! Senti-me roubado e danado com o tipo. Não vai longe assim! a crise é para todos e não é por ter um carro à porta que tenho mais dinheiro e possibilidade de o esbanjar... Olha quem!

3 - Ter 17 anos e pouca experiência de vida - Um deste dias o meu rapaz marcou um encontro com una amigos para lhes mostrar Lisboa. O problema é que este mal conhece a forma como chegar aos sítios e falta-lhe um mínimo de sentido de orientação. Combinaram em sete rios à frente do Jardim Zoológico. A ida de carro até lá foi digna de uma antologia... Explicar-lhe onde ficam os principais locais de Lisboa e como chegar lá:
Belém - elétrico 15; onde se apanha? no terreiro do Paço! onde é que isso fica? ali, estás a ver? ahhh
Castelo de S. Jorge - lá ao fundo estás a ver? ele aponta para o palácio das necessidades... Não, olha adiante!
A casa de gelados no Chiado onde costumamos ir em família - Apanhas a linha verde e... E como mudo de linha? não passas as cancelas... ahhhh...
- Os restauradores é o quê? ... aahhhh... mas isso é perto do Rossio?    
...
Olha que a estação do metro em sete rios é...
Olha... para vires para casa, apanhas o comboio AZUL que podes apanhar em sete rios ou entrecampos... Ok, está bem
...
Bom, se precisares de alguma coisa ligas...
...
Dei-lhe o meu cartão do metro
Tudo correu bem!  lá se entendeu!

(e pensar que eu com a idade dele já tinha palmilhado 1000 vezes Lisboa e já tinha ido para Portalegre sozinho (de comboio) para jogar num campeonato de Xadrez onde estive uma semana... Nem me foram levar ao comboio!)

4 - Do resto? o melhor é ter os antidepressivos à mão. Do governo nada de bom se espera... Daqueles para os quais somos transparentes uns para outros a coisa nunca irá mudar. Se nunca mudou até aqui! É a vida! Salvam-se uns momentos fantásticos. Por duas vezes tive o privilégio de preparar as minhas tarefas junto ao rio: Baía do Seixal e junto ao Sado! Isso vale muito e ajuda a carregar baterias!



  

sábado, 30 de junho de 2012

1510 - De facto, a vida tem coisas fantásticas

 A vida, de facto, tem coisas fantásticas! Para a semana irei defender a  minha dissertação de mestrado (tenho aproveitado todos os bocaditos disponíveis para reler a dissertação e conceber respostas a perguntas que me podem ser colocadas)

Bom, estando a defesa da dissertação já prestes a acontecer é uma etapa da vida que se completa e se fecha.

Eis senão quando, chegou hoje a casa e tenho na caixa do correio um postal de uma amiga com a qual já não falo presencialmente há uns dois anos e que acaba por saber de amigos de amigos da data da minha defesa da dissertação. Foi neste contexto que acontece o postal que hoje recebi!

Confesso que me soube muito, mas muito bem e que me valeu por todo o esforço que desenvolvi.

O postal é fabuloso: apenas me deseja toda a sorte do mundo e me diz que faz todo o sentido chegar onde cheguei e que mereço este passo! Se há justiça no mundo é dar a quem o merece!
 Que mais se pode querer em alturas singulares da vida? Que bom existirem amigos (todos os amigos) que vibram connosco e nos fazem sentir que estamos certos e que a nossa vida e opções não foram uma quimera sem nexo! e que a amizade fica e que fez sentido algum sofrimento para nos mantermos firmes nas nossas convições mesmo que fossem contra tudo e todos e que chegássemos a pensar que eram "eles" que estavam certos!!!!

A todos os meus amigos (que são muitos) dedico este poema!
A todos os meus amigos que mais de perto acompanharam o meu percurso profissional nos últimos anos dedico este poema

Queria nomeá-los mas se calhar alguns ficarão de fora por mero esquecimento e isso não quero que aconteça.

De qualquer forma, alguns deles acabam por estar nomeados na 1ª página da minha dissertação. A esses mais "especiais" e que mais me acompanharam no meu mestrado, o meu obrigado !    

 














Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill

segunda-feira, 4 de junho de 2012

1501 - Mais um ano passado!

Este blogue festejou mais um aniversário! Tem sido um fiel depositário de muitas emoções e poesias.

Se por estes dias nele tenho tido uma atividade mais reduzida não é por falta de temática, mas pelo estado de alma do seu proprietário. Novos desafios, outros ambientes mais abertos, a necessidade de "não entrar em parafuso" no respeitante ao buraco em que nos meteram (sanidade mental precisa-se!). 

Por agora sinto-me mais forte e mais entusiasmado com as propostas que me vão aparecendo e que, por pudor, delas não tenho feito relato aqui. Tenho visto trabalhos e iniciativas excelentes por parte de algumas escolas. Tenho visto esforço e dedicação por parte de muitos docentes. só não tenho visto é políticas e políticos à altura das gentes que por aqui vivem.

"Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura..." (Fernando Pessoa) Isto vale para o bem e para o mal. ao longo destes anos tenho visto mesmo muitos anões que não enxergam um palmo à frente e gente maravilhosa que tudo fazem florir à volta!

Quero continuar com o meu velho lema: "O melhor ainda está para vir!" e não começar a olhar para trás. Felizmente que neste ano de 2011/12 fui capaz de voltar a olhar para a frente! O caminho voltou a fazer-se!
não sei para onde vou, sei que já nunca mais irei por aí...

Que bela síntese de um ano que passou!

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro

quarta-feira, 23 de maio de 2012

1498 - Mais uma etapa concluída

Uffff. Acabei a tese e vou amanhã entregá-la na sua versão impressa. Depois só faltará a marcação da sua defesa!

Confesso que me deu muito gozo todo este processo e consegui (contra as minhas expetativas) conduzi-lo sem stresses (exceto neste último fim de semana).

Este acabou por ser um ano muito bom em que fui sendo capaz de superar-me e responder a inúmeros desafios. Relembro agora com muito prazer a revisão de capítulos da tese feitas em locais bem diversos: No Alfa, em aeroportos, no café... fez sentido sim e aprendi!

Sobrevivi também a um mês de maio em que tive inúmeras tarefas de responsabilidade para fazer! menos mal (um congresso para organizar, ser júri de um concurso com a inevitável leitura de trabalhos que levam  o seu tempo).

Deve ser por gostar mesmo de desafios que hoje (sem que inicialmente fosse intencional a escolha) acabei por ouvir três vezes seguidas, no carro, o lindíssimo poema da Natália Correia!    

É isso mesmo: nem anjinho, nem morto! aqui estou eu, vivinho da silva e com a esperança de que o melhor da vida ainda estará para vir!

Sem pecado e sem inocência? nem pensar!
De uma história sem enredo não quero fazer parte! 


sexta-feira, 27 de abril de 2012

1492 - Apesar de tudo

Apesar do
que nos querem fazer crer
que nos querem fazer crer
que nos querem fazer crer
estamos vivos
e o espírito de abril não morreu.

Ficam desde já a saber
ficámos um pouco mais fortes

joão p
abril 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

1489 - ele há dias assim

Alhada
Bofetada
Carneirada
Derrocada
Embrulhada
Fachada
Golpada

Intrigalhada
Jogada
Limonada
Mentirada
Navalhada

Palhaçada
Quebrada
Rabecada
Salsada
Tourada

Vassourada
Xaropada

(vá lá, vá lá... podia ser pior! ainda há letras livres!)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

1455 - sempre a ter que provar não sei o quê a não sei quem...

Por vezes sinto-me mesmo cansado de estar sempre envolvido em eternas batalhas para mostrar, não sei a quem, não sei o quê... Terei já alguma necessidade disso? deve mesmo ser tara minha esta ideia de procurar que tudo corra bem e sentir-me sempre constantemente em cheque perante algo que possa não funcionar bem!

Que se lixe! é que já cansa esta coisa de andar de "avaliação" em "avaliação"

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

1453 - Notas breves ou apontamentos sobre os dias que correm















1 - A crise a troika ou lá o que seja -Há algo no meio disto tudo que gostava que os sindicatos fizessem passar para as opiniões públicas ou aprendessem para  futuras negociações. Refiro-me aos dias de férias ou determinados subsídios. Muitas vezes, nas negociações sobre aumentos salariais o governo ou patrões argumentam que não podem aumentar salários por este ou aquele motivo e propõem aos sindicatos a existência de um ou outro subsídio complementar que não faz aumentar a rubrica salarial mas que faz aumentar o que se recebe ao fim do mês. Creio que foi isso que aconteceu com os maquinistas da CP. Deram-lhes um subsídio ao qual atribuíram um qualquer nome infeliz como seja o de "subsídio de deslocação" ou similar.
Ora o que sucede é que tudo isto visto uns anos depois, sem o necessário contexto, cheira a ridículo. Onde é que já se viu que os maquinistas da CP tenham direito a um subsídio de deslocação se é inerente ao seu trabalho a deslocação. Pois... é pena é que esta tivesse sido até uma ideia da entidade patronal a fim de evitar aumentos salariais!
O mesmo se passa com os 25 dias úteis de férias. Olhados agora a frio, parecem excessivos. é pena é que tenham sido dados em alternativa aos aumentos salariais. Agora... nem férias, nem salário!  Boa!!!! sendo que afinal a tal ideia de premiar o mérito já deu aquilo que tinha a dar...

2 - Felizmente que ontem me lembrei da velha máxima:  "Nunca discutas com um imbecil: Ele arrasta-te para o seu nível e depois ganha-te em experiência"
Estive quase, quase... bendita experiência de vida! 
Tenho de colar esta máxima em postit
Trabalho, trabalho, puxa que puxa! é assim a vida. Pena que haja sempre gente que gosta de ir pelo caminho do problema e não o da solução o que acaba por tornar o trabalho mais difícil.
   
3 - A tese tem-me ocupado todo o meu tempo livre e orientado todos os meus pensamentos. um destes dias consegui até escrever 14 páginas num só dia. Na 6ª feira  não me saia da cabeça esta fabulosa composição de Vivaldi! felizmente que há génios para nos iluminar o espírito


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

1446 - Viagem a Ítaca

Já partilhei este poema, na sua versão texto. Não podia deixar de o fazer de novo ao ter descoberto esta fabulosa versão vídeo.




Sempre tive pressa de chegar ao meu destino, quis sempre que o longe fosse aqui e já. Começo a compreender que a pressa de chegar nos impede de saborear as paragens nos "portos" que vão surgindo no nosso caminho de modo a podermos saborear as paisagens e descobrir todos os usos e costumes dessas terras onde aportamos.
De facto, começo a perceber que tendo Ítaca no meu horizonte não devo passar em branco a beleza da jornada e o valor de toda a carga que passaremos a levar connosco para a cidade que sempre desejámos.

Desejar que o caminho seja longo... por acaso já senti esse desejo em paragens em alguns "portos" onde desejei eternizar o momento.

Neste viagem que já levo de à muito, gabo-me é de uma coisa: nunca tive medo de monstros e como tal nunca os encontrei! desconheço o seu ar aterrorizador. Pelo sim e pelo não, talvez seja bom amarrar-me ao mastro do navio! estarei mais seguro assim!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

1416 - Autocomiseração

Não, não me apetece a autocomiseração! o coitadinho dele...

Não me apetece, pronto!
A situação deste país é tão inacreditável que entrar nessa espiral  de passa-culpas; reclamar, espernear, só leva à depressão.

Não dá! é mesmo preciso algo que nos ponha para cima.


Da minha parte redobrei o afinco fazendo aquilo que me dá prazer! tudo o resto tem que ser levado na lógica de não deixes que isso te deite abaixo e te arrumem contigo!

Por agora, gozo cada momento de ar livre, preparo as aulas com afinco, ... Um destes dias, numa visita a uma escola, fiquei maravilhado com um grupo de alunos que aprendia, com a sua professora, a tratar de um aquário e outro que, na biblioteca, se encantava vendo um ovo numa incubadora. O pintaínho vinha ai e já se mexia!

(Se desisti de lutar? não! como podia? pode alguém ser quem não é?
mudei apenas de estratégia e um passo atrás nem sempre é um retrocesso )

1905 - (da consciência de existir) O uso do telemóvel e a perda da experiência ao vivo

  Há u m gesto que se tornou quase inevitável em qualquer espetáculo ao vivo: o erguer do telemóvel. No caso de um concerto em sala de espet...