Tenho um "fraquinho" por História e não há verão em que não aproveite para ler algo relacionado com a temática.
Uma das obras que li foi esta e de acordo com a sinopse do livro "As Invasões Francesas e a Corte no Brasil é uma obra de divulgação sobre o período da História em que Portugal foi invadido pelos exércitos de Napoleão e a corte portuguesa retirou para o Brasil por ser a única maneira de assegurar a independência do país. Aliando rigor científico e clareza de exposição, os autores colocam à disposição do público uma síntese sobre os principais acontecimentos dos reinados de D. Maria I e D. João VI, que é também uma chave para entender este período da nossa História."
Confesso que gostei bastante e imagino que se fosse professor de História haveria de usar muito estas obras da Isabel Alçada e da Ana Maria Magalhães. Estou mesmo convencido que, quando a poeira politica e algumas invejas caseiras assentarem muito se valorizará todo o excelente trabalho de divulgação da nossa História que estas autoras fazem (lembremo-nos que a geração dos alunos pós 25 de Abril teve (tem) algumas lacunas que as contingências políticas assim obrigaram. Estes livros já são capazes de nos oferecer um olhar mais desapaixonado sobre os temas da nossa História.
Deste livro gostei especialmente do relato da viagem e estadia do nosso D. João VI e família real no Brasil. Imagine-se o espanto no mundo Europeu ao ver um monarca a viver, pela primeira vez na história da humanidade, noutro continente. Imagine-se o que sentiram os portugueses e espanhóis que por lá viviam a mudar de estatuto e a ter um corte residente!
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domingo, 2 de setembro de 2012
terça-feira, 24 de maio de 2011
"Uma aventura em Timor" ou de como se criam leitores
Tive hoje o grato prazer (e um enorme privilégio) de participar, no espaço por Timor no lançamento oficial do livro de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada uma Aventura em Timor.
Neste post não quero entrar na qualidade ou enredo da história que se conta (quem sou eu, até, para entrar nesse campo) mas sim na questão da criação de leitores.
Confesso que foi belo demais e que me comovi ao ver um grupo de alunos da minha Escola (EBI da Charneca de Caparica) a dialogar através de video-conferência com alunos da Escola Portuguesa de Dili. Via-se que os meninos vibravam ao perceberem que estavam em contacto com gente que falava a mesma língua e que estavam do "outro lado do mundo"
Houve ainda a possibilidade de ouvir questões colocadas por jovens dos quatro cantos do mundo que assistiam ao evento online através do site da Leya e que, deste modo, também puderam participar
Confesso que foi belo demais ver as autoras a assumirem um papel extremamente informal mostrando como se constrói um livro: a ideia de base, a escrita em comum, o surgimento das ideias, a ilustração, a forma como foi vivida a experiência de estar em Timor, o medo de voar, a beleza da ilha, ...
Para os miúdos terá sido uma experiência para a vida, ver as autoras à sua frente sendo que uma até é Ministra, a explicar-lhes como se escreve um livro, estando disponíveis para responder a todas as suas questões, usando uma linguagem comum que os faz sentir estar perante gente de carne e osso
Estou certo que são este tipo de iniciativas que criam e fidelizam leitores. Estou seguro que os miúdos chegaram a casa e releram novamente o livro!
Gostei ainda de ouvir os meninos da minha escola a dizer o poema "um minuto de silêncio" dedicando-o aos alunos da Escola Portuguesa de Dili.
UM MINUTO DE SILÊNCIO
Calai
Montes
Vales e fontes
Regatos e ribeiros
Pedras dos caminhos
E ervas do chão,
Calai
Calai
Pássaros do ar
E ondas do mar
Ventos que sopram
Nas praias que sobram
De terras de ninguém,
Calai
Calai
Canas e bambus
Árvores e "ai-rús"
Palmeiras e capim
Na verdura sem fim
Do pequeno Timor,
Calai
Calai
Calai-vos e calemo-nos
POR UM MINUTO
É tempo de silêncio
No silêncio do tempo
Ao tempo de vida
Dos que perderam a vida
Pela Pátria
Pela Nação
Pelo Povo
Pela Nossa
Libertação
Calai - um minuto de silêncio...
Francisco Borja da Costa
(1946, Manatuto, Timor Português - 7 de Dezembro de 1975, Díli, Timor-Leste) foi poeta e também o compositor de Pátria, tendo escrito a maior parte da sua obra em língua tétum. Morreu no dia 7 de dezembro de 1975, no mesmo dia da invasão de Timor-Leste pela Indonésia. Além do hino timorense, seu trabalho mais conhecido talvez seja o poema Um Minuto de Silêncio:
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O 5 de Outubro e a primeira República

Ainda nem li uma linha, mas como ontem fui assistir ao seu lançamento público no Salão nobre da C.M.L. com a janela aberta para a varanda da proclamação da República, não poderia deixar de recomendar a sua leitura.
Claro que se podem lançar algumas críticas à obra por uma certa falta de dados ou simplificação de factos (os próprios autores não escamoteiam isso)
mas...
O que é isso comparado com a divulgação da História de Portugal com o rigor necessário à população escolar (e não só)?
É fantástica a dedicação e trabalho realizado ao longo de quase duas décadas.
É uma obra essencial nas nossas escolas e em casa
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