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domingo, 16 de junho de 2013

Nativos, imigrantes e... "desorientados digitais"?

Após uma ausência prolongada, regresso a este forum para uma partilha "aberta ao mundo" com o meu amigo João Proença. Como sabemos a leitura de ensaios pode ser um bom exemplo de "leituras que apetecem"... Por estes dias tenho-me deliciado com os ensinamentos magnificamente estruturados por José Afonso Furtado no seu livro Uma cultura da informação para o universo digital
A clarificação de conceitos e estudos, a revisão de literatura que realiza ajudam-nos a delinear caminhos e a enquadrar práticas.
Curiosamente, há alguns anos atrás tive a oportunidade de conhecer o mestre em Biblioteconomia escolar   Ross Todd, num evento no qual também participou o João. 
De uma humildade enorme, "bebi" diversos ensinamentos deste professor. Na altura estava em voga a distinção de Prenski entre "nativos" e "imigrantes digitais". O João comentou comigo que o Ross Todd não  considerava esta distinção muito correta... Questionei-o e o Ross explicitou as suas razões, incluindo, entre outras (facto que revelou muito da sua formação como ser humano), que poderia não ser um termo muito correto à luz do multiculturalismo... 
Confesso que passei a hesitar face ao recurso a essa oposição, tão em moda. Passados estes anos, relembro esse momento porque também José Afonso Furtado dedica um dos capítulos do seu livro ao esclarecimento do conceito que, afinal, não é tão linear como muitas vezes o seu uso pretende evidenciar...
Apenas reforço o que já sabia - Ross Todd é, sem dúvida, um mestre na área da "cultura da informação digital".
Quanto ao livro, a não perder, especialmente para todos aqueles com responsabilidades que tocam este domínio, onde saliento a ação das Bibliotecas Escolares. 
João, há "leituras e pessoas que apetecem", não é?:)

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