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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ínclita Geração de Isabel Stilwell

Acabei de o ler há poucos dias! Sei que se trata de um romance histórico e de que, neste género, o autor pode tomar certas liberdades que um historiador não pode tomar, existindo sempre alguma criatividade, imaginação e fição pelo meio do enredo. 
Confesso no entanto que gosto do género e que este tipo de livros me faz arranjar tempo para ler, mesmo sabendo que tenho milhentas de outras  coisas para fazer! 

Trata-se de um romance que procura em traços largos acompanhar a vida de Isabel de Borgonha (a única filha sobreviva de D. João I e Filipa de Lencastre), que assumiu com inteligência e determinação o seu papel no governo de Borgonha urdindo alianças com França e Inglaterra, que procurou salvar Joana d' Arc da morte, abriu os braços aos sobrinhos fugidos de Portugal, num período de tumultos e divisões. Foi aliada das descobertas do seu irmão, infante D. Henrique, assistindo impotente à morte do seu querido irmão D. Fernando às mãos dos infiéis… Uma mulher que nunca esqueceu que era filha de Filipa de Lencastre e princesa de Portugal.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Leituras de férias IV - D. Amélia

Esta foi uma das minhas leituras de verão:
 
 
Isabel Stilwell apresenta-nos num romance histórico uma biografia de Amélia (aquela que viria a ser a última rainha de Portugal) filha de Luís Filipe conde de Paris e de Maria Isabel de Montpensier. 
 
Desde cedo, Amélia foi educada de forma muito diferente dos seus irmãos, uma educação exigente, digna de uma futura rainha. Não uma futura rainha deslumbrada com jóias e poder, mas preocupada com algo realmente importante – o povo! Neste aspecto da sua educação, o seu pai teve um papel muito importante, pois sempre a alertou para as necessidades do povo e para o poder que conseguem ter quando se juntam em prol de um objectivo.
 
Logo desde a sua infância, Amélia viu a sua família sofrer com o exílio, compreendeu as causas que lhe foram explicadas pelo seu pai, com o qual tinha uma relação muito próxima. 
 
Como todas as mulheres, sonhava casar por amor e assim acontece quando conhece Carlos (futuro rei de Portugal). Porém, muitas divergências haviam de surgir nesta vida a dois, pois Carlos fora educado de forma diferente, era cómodo e apreciava o poder e o luxo, chegando a deixar para segundo plano os problemas do reino.
Desde cedo que Amélia se apercebe que Carlos não tinha sensibilidade para detetar e entender os perigos à sua volta e a mudança dos tempos em que se vivia.

Amélia foi uma mãe extremosa, educou o filho mais velho, tal como o seu pai a educou - uma mente aberta que procurava avaliar os acontecimentos à sua volta, tendo sempre em atenção as necessidades do povo. O seu principal objectivo na educação de Luís Filipe, foi fazer com que o filho fosse um rei mais atento e interactivo do que Carlos! Porém, o destino não deixou que o seu primeiro filho reinasse…
Sem nunca esquecer de que se trata de um romance histórico e que a figura de D. Amélia é nos é apresentada como sendo quase imaculada e perfeita, vale a pena ler a obra de modo a se poder entender melhor uma fase problemática da pátria portuguesa

quinta-feira, 11 de março de 2010

Hora do conto

Ah, se todos os dias fossem tão fantásticos como este? (vá lá, uma vez por quinzena!)

Que momento fabuloso!

Graças ao muito que tenho aprendido com a Júlia e a Margarida sobre literatura infantil (com uma ida a Salamanca pelo meio), já há uns tempos que me tinha oferecido para dinamizar uma ou outra hora do conto lá na minha escola (coisa que não caísse também muito na rotina)

Bom, foi hoje o dia

à hora marcada lá me dirigi à sala por havia actividades na biblioteca e fiz-me portador de 6 ou 7 opções conforme fosse vendo como os alunos eram (agitados, interessados, calmos...)
De uma coisa tinha a certeza, não queria desenhos a seguir ao conto. Queria expressão corporal e verbal...

Como eram do 4º ano e a Alice anda nas bocas do mundo, comecei com este



Fui fazendo uma leitura muito pausada, mostrando as ilustrações e fazendo-os falar dos seus "monstros"...

A certa altura percebi que os miúdos estavam conquistados (e a professora gostava também)

O que eles gostavam da história e como iam concebendo finais...



















Depois, decidi-me a avançar com uma história da Isabel Stilwell com a mesma temática (O mata-pesadelos) mas que era extremamente bem humorada. Aproveitei para falar-lhes dos mata-monstros que cada um podia inventar só para si...
O que eles se riram e se envolveram...
Perguntaram mesmo se o mata-pesadelos era mesmo verdadeiro. Claro que disse que sim!

Houve um deles que nos disse qualquer coisa de profundo e intenso mas não me recordo. Só sei que até perdi a fluência por momentos tal a dimensão da coisa...




















Depois, para terminar, uma história de afectos, com muito de realidade à mistura (a inspiração do André Sardet para compor a sua música a partir do conto)
Fiz-lhes ver que também eles podiam ser compositores ou escritores

Terminámos com a audição da música que o André Sardet compôs a partir do you tube. A foto é dessa altura. Claro que eles e eu a cantámos


Guardo também na memória as palmas que ouvi no fim de canta conto. Comovi-me umas três ou quatro vezes...

Que bom que foi para todos. Eu fui o que gostei mais...

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...