Com a minha sobrinha de 5 anos numa destas tardes em que, para a entreteter resolvemos ir dar uma volta por Lisboa e arredores...
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Cena 1 - No parque da Serafina...
A rapariga lá faz o esforço de escorregar uma ou duas vezes e andar num baloiço mais uma ou duas vezes. Lá a levo a visitar outras distracções e os primos acompanham-me. Pouco a entusiasma à excepção do barco... Ainda assim, parece que nada a anima verdadeiramente...
A uma sombra a tia percebe que a rapariga queria era estar a fazer pinturas com batons e tintas para tatuagens no corpo em casa...
Mudamos-nos para o museu dos brinquedos em Sintra....
Cena 2 - No museu do brinquedo em Sintra em que na bilheteira lhe é dado um desenho para colorir no fim da visita...
Sobe-se de elevador para o piso 3, a rapariga pergunta:
- Oh tia, onde é que se pinta o desenho?
A tia responde:
- É no fim, olha agora os brinquedos
A rapariga responde:
- São velhos! onde é que se pinta o desenho?
Faz-se um esforço para mostrar mais brinquedos... Pára-se num conjunto de Barbies...
-Oh sobrinha, qual a Barbie que preferes?
A rapariga aponta para uma qualquer
- É esta! quando é que se vai pintar o desenho?
Desce-se meio à pressa...
Já a pintar o desenho, depara-se com outra família com o mesmo problema. A petiz também só quer pintar o desenho, sendo que pai e avós vão ver o resto do museu e a pequena fica com a mãe sendo que também não à forma de a fazer sair dali... Mais tarde, responde ela, quando a mãe lhe pergunta quando quer ver o resto do museu...
Cena 3 - À saída do museu
A sobrinha larga a mão e dirige-se para a bilheteira. Pergunta muito despachada:
- Tens rifas?
A funcionária responde:
- Era só mesmo isso que me faltava!
E assim se passa uma tarde bem divertida! É o caso para se dizer que assim são as novas gerações ou que se tem uma sobrinha cheia de personalidade!
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
1520 - Relatos de férias II
Bom, já que me decidi em fazer o relato das férias do fim para o princípio, não posso deixar de referir o regresso a casa.
O jardim parecia uma selva! como as árvores, arbustos, relva crescem em tão pouco tempo. Já nos levou 3 dias a tratá-lo e a pô-lo como deve ser e ainda já se encheu um contentor e meio (da Câmara) com as podas/cortes e limpezas. Uff... hoje fiquei de rastos com as roseiras que, para ainda terem nova floração antes do inverno necessitavam mesmo de serem tratadas... muitos picos e arranhões custam uma rosa!
Fiquei maravilhado com a minha macieira! nem consegui contar as maçãs que já colhi... muito mais de 50 sem contar com as que ainda ficam na árvore a amadurecer um pouco mais. E se elas são deliciosas. Valeu bem a pena o trabalho que tive com ela no Inverno a tratá-la e a podá-la. As árvores são como as pessoas: têm fases, também sofrem e têm momentos muito felizes!
Já a jovem amendoeira me deu a sua primeira amêndoa que guardarei para recordação. Para o ano que vem a história já será outra. Que grande que ela já está ao fim de dois anos!
Confesso que a vida do agricultor me fascina: conhecer os ritmos da natureza, entendê-los, perceber que o corte é necessário e é inerente ao crescimento!
Bucólica
A vida é feita de nadas
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.
Miguel Torga
S. Martinho de Anta, 30 de Abril de 1937
O jardim parecia uma selva! como as árvores, arbustos, relva crescem em tão pouco tempo. Já nos levou 3 dias a tratá-lo e a pô-lo como deve ser e ainda já se encheu um contentor e meio (da Câmara) com as podas/cortes e limpezas. Uff... hoje fiquei de rastos com as roseiras que, para ainda terem nova floração antes do inverno necessitavam mesmo de serem tratadas... muitos picos e arranhões custam uma rosa!
Fiquei maravilhado com a minha macieira! nem consegui contar as maçãs que já colhi... muito mais de 50 sem contar com as que ainda ficam na árvore a amadurecer um pouco mais. E se elas são deliciosas. Valeu bem a pena o trabalho que tive com ela no Inverno a tratá-la e a podá-la. As árvores são como as pessoas: têm fases, também sofrem e têm momentos muito felizes!
Já a jovem amendoeira me deu a sua primeira amêndoa que guardarei para recordação. Para o ano que vem a história já será outra. Que grande que ela já está ao fim de dois anos!
Confesso que a vida do agricultor me fascina: conhecer os ritmos da natureza, entendê-los, perceber que o corte é necessário e é inerente ao crescimento!
Bucólica
A vida é feita de nadas
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.
Miguel Torga
S. Martinho de Anta, 30 de Abril de 1937
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Creio que já publiquei "isto" aqui. Não interessa! Hoje, dei de novo de caras com o vídeo e, novamente, me deliciei a vê-lo. Claro...


