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terça-feira, 10 de novembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

901 - Quando faltam as palavras



Enfim...
Pois, parece um lugar comum...
E o que tem de extraordinário pequenos (enormes) gestos de amizade que tornam menos duro o viver quotidiano ou até os pequenos dramas quecada um vive?

Para outros, talvez nada... para os visados tudo! e também chorei ao saber que o e-mail que mandei com isto tinha calado fundo a quem dele precisava.
Claro que o mundo continuará a girar mas talvez alguém vá esta noite deitar-se um "niquito" mais leve. Valeu a pema pois

Não concebo o viver humano sem este olhos nos olhos e mãos nas mãos. Para o bem e para o mal.

And I never thought I'd feel this way
And as far as I'm concerned
I'm glad I got the chance to say
That I do believe I love you

And if I should ever go away
Well, then close your eyes and try to feel
The way we do today
And then if you can remember

Keep smilin', keep shinin'
Knowin' you can always count on me, for sure
That's what friends are for
For good times and bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for

Well, you came and opened me
And now there's so much more I see
And so by the way I thank you

Whoa, and then for the times when we're apart
Well, then close your eyes and know
These words are comin' from my heart
And then if you can remember, oh

Keep smiling, keep shining
Knowing you can always count on me, for sure
That's what friends are for
In good times, in bad times
I'll be on your side forever more
Oh, that's what friends are for

Whoa... oh... oh... keep smilin', keep shinin'
Knowin' you can always count on me, for sure
That's what friends are for
For good times and bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for

Keep smilin', keep shinin'
Knowin' you can always count on me, oh, for sure
'Cause I tell you that's what friends are for
For good times and for bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for (That's what friends are for)

On me, for sure
That's what friends are for
Keep smilin', keep shinin'

domingo, 2 de agosto de 2009

875 - Emigrante de mim



(Obs: Adaptação muito pessoal do texto de José Mário Branco - Emigrantes de quarta dimensão - truncado. Música de fundo também de José Mário Branco)


Emigrantes de quarta dimensão

Dá-me uma ajuda, ó médico das almas
para escolher em que combate combater
Quem condeno eu à vida
Quem condeno eu à morte
Que me podes tu dizer

Encostado à árvore do tempo
Folhas mortas, folhas vivas, estações
Nada disto faz sentido
E o sentido do sentido
Não paga as refeições

Este torpor só tem uma solução
Sejamos deuses, é meter as mãos à obra
E no fazendo acontecendo
Deixar ir o coração
Que é o que nos sobra

[...]

Fecha a porta que vem frio lá de fora
Diz o coxo aos despernado, e eu aqui
Fui à procura de mim
Encontrei-me mesmo agora
E ainda não fugi

O tempo corre por entre pívias e manhas
E tudo fica cada vez mais como está
Mas ao correr desta pena
Não fico à espera que venhas
Eu já sou o que virá

José Mário Branco

quinta-feira, 4 de junho de 2009

826 - Miguel Horta


Hoje assisti a uma sessão com o autor e ilustrador Miguel Horta. Os destinatários foram alunos do 6º e 7º ano.
Confesso que me entusiasmei pela comunicação que se estabeleceu e por ter visto, pela primeira vez, alguém reflectir com miúdos as três formas distintas de trabalhar com livros: Lê-los, ouvi-los e escrevê-los. Cada uma destas dimensões é, de facto, diferente e complementar.
O Miguel leu-lhes alguns poemas (uns dele outros não) mas o curioso foi perceber que os poemas dele foram escritos para serem ditos (ou foram ditos e só depois escritos) dado que a musicalidade e fonética era trabalhada e funcionava. Isso não acontece em muitos poemas escritos que ao serem ditos perdem alguma da beleza por não terem uma métrica e estrutura adequada... (isto a musicalidade do poema fazem muito bem os rapers). A leitura expressiva cativou os miudos e não deixou de ter sentido ouvir Luís de Camões ou António Gedeão numa versão hip-hop.

Poema colectivo de feito na aula de português por alunos do 6ª ano a partir da sinopse do livro de Miguel Horta

Na ilha de Tamarindo
Vivia um rapaz
Contava tudo mentira
Que é coisa que não se faz.

Um dia conheceu uma baleia
De seu nome baleote
Apesar de "más sementes"
Era um rapaz com sorte.

Mas ser mentiroso
Não é coisa que se faça.
Isso ficou provado
Quando baleote o avisou da desgraça.

Tentou avisar os seus
Mas ninguém acreditou.
O que ele tinha semeado
Para ele voltou.

Da segunda, pensou ele
Que nele iriam acreditar.
Mas a semente estava funda
E voltaram a duvidar.

Foi avisado de uma erupção vulcânica
E o pai dele acreditou.
Contou aos amigos
E assim a ilha se salvou.

Mas há sempre uma volta
Na hora de provar valores.
Era a hora do rapaz salvar baleias
Salvá-las dos caçadores.

E tentaram esclarecê-los
Mas isso não resultou.
Tiveram de levá-los para as rochas
Onde o barco deles se afundou.

E a natureza ao acertar as contas
Iam ser mortos pelo tubarão.
Mas foram salvos belas baleias
Que mostraram o seu grande coração.

E na ilha da baleia
Ficou um pacto no mar.
Está escrito para quem leia
"aqui é proibido caçar".

A turma do 6º...

domingo, 31 de maio de 2009

823 - O valor de uma luva



















Num dia de Inverno muito frio o menino e seu pai iam buscar lenha. O menino levava as luvas no bolso das calças...

Ao pular por cima de um tronco caído no caminho uma das luvas caiu na neve...

Passou por ali um ratito e, ao ver a luva, entrou dento dela para se aquecer...

... Mais tarde,passou uma lebre e ao ver o rato dentro da luva perguntou:
- Há aí lugar para mim? está tanto frio...
- Sim, sim desse o ratito. Entra e aconchegou-se para que a lebre entrasse na luva.

...Passou por ali um esquilo e ao ver a lebre e o ratito dentro da luva perguntou:
- Há aí lugar para mim? está tanto frio...
- Sim - disse o ratito - Entra
- Sim- disse a lebre - Entra
E aconchegaram-se para que o esquilo entrasse na luva.

... Passou por ali um javali e e ao ver o esquilo, a lebre e o ritito dentro da luva perguntou:
- Há aí lugar para mim? está tanto frio...
- Sim - disse o ratito - Entra
- Sim- disse a lebre - Entra
- Sim - disse o esquilo- Entra
E aconchegaram-se para que o Javali entrasse na luva.

... O menino deu por falta da luva e decidiu voltar para trás.
andou, andou e quando se aproximava do tronco que se lembrava de ter saltado, os animais ouviram os passos do menino e o javali, o esquilo, a lebre e o ratito fugiram com medo do menino.

O menino apanhou a luva, calçou-a e ficou muito feliz porque ela estava muito quentinha...

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(Não fui à manifestação porque não pude estar em Lisboa há hora marcada. De outro modo teria ido! mas teria mesmo. Não foi praia, nem campo, nem cansaço, nem descrédito, nem achar que não valeria a pena...
Foi não poder somente!
A razão mesmo vencida(?) não deixa de ser razão)

domingo, 8 de março de 2009

731 - A magia das palavras
























HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

313 - As palavras V


















"Escrever não é um processo límpido. A maior parte das vezes tenho a sensação de entrar num labirinto levado por um ritmo, de perseguir qualquer coisa que me foge e amo desesperadamente, e desesperadamente quero possuir, numa luta corpo a corpo, em que o ser se joga inteiro... Vou às cegas para o poema, como certos animais por instinto caminham para a morte. As palavras aí estão, amorfas, ainda. A mão, com infinita paciência, vai-as aproximando, criam-se tensões entre algumas, outras fundem-se para a eternidade, e assim vai nascendo o poema. Ritmo, palavras, imagens, e a ordem dos factores não é arbitrária. Um pequeno organismo começa por respirar, a exigir atenção."


In "do silêncio à palavra" Eugénio de Andrade

domingo, 13 de janeiro de 2008

311- As palavras IV














"sim. Conheço as palavras. Tenho um vocabulário próprio... A minha vida passou para o dicionário que sou... Algúem que me procure tem de começar - e de se ficar pelas palavras"

sábado, 12 de janeiro de 2008

310 - As palavras III
















“Conheço as palavras pelo dorso. Outro, no meu lugar, diria que eu sou um domador de palavras. Mas só eu - eu e os meus irmãos - sei em que medida sou eu que sou domado por elas. A iniciativa pertence-lhes. São elas que conduzem o meu trenó sem chicote, nem rédeas, nem caminho determinado antes da grande aventura.
Sim. Conheço as palavras. Tenho um vocabulário próprio. O que sofri, o que vim a saber com muito esforço fez inchar, rolar umas sobre as outras as palavras. As palavras são seixos que rolo na boca antes de as soletrar. São pesadas e caem. São o contrário dos pássaros, embora “pássaro” seja uma das palavras. A minha vida passou para o dicionário que sou. A vida não interessa. Alguém que me procure tem de começar - e de se ficar pelas palavras. Através das várias relações de vizinhança, entre elas estabelecidas no poema, talvez venha a saber alguma coisa. Até não saber nada, como eu não sei.”

Ruy Belo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

309 - As palavras II















As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam: são como carraças: vêm nos livros, nos jornais,
nos “slogans” publicitários, nas legendas dos filmes, nas cartas e nos cartazes. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem.

In Deste mundo e o outro
José Saramago

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

308 - As Palavras I











Por que palavra começar, por que desordem?...


Nunca sei o que me trazem as palavras, elas gostam tanto de me surpreender...

segunda-feira, 30 de julho de 2007

244- a propósito de uma muito pedagógica visita ao Louvre














"Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas.
Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas."

José de Almada Negreiros

1905 - (da consciência de existir) O uso do telemóvel e a perda da experiência ao vivo

  Há u m gesto que se tornou quase inevitável em qualquer espetáculo ao vivo: o erguer do telemóvel. No caso de um concerto em sala de espet...