Enfim... Pois, parece um lugar comum... E o que tem de extraordinário pequenos (enormes) gestos de amizade que tornam menos duro o viver quotidiano ou até os pequenos dramas quecada um vive?
Para outros, talvez nada... para os visados tudo! e também chorei ao saber que o e-mail que mandei com isto tinha calado fundo a quem dele precisava. Claro que o mundo continuará a girar mas talvez alguém vá esta noite deitar-se um "niquito" mais leve. Valeu a pema pois
Não concebo o viver humano sem este olhos nos olhos e mãos nas mãos. Para o bem e para o mal.
And I never thought I'd feel this way And as far as I'm concerned I'm glad I got the chance to say That I do believe I love you
And if I should ever go away Well, then close your eyes and try to feel The way we do today And then if you can remember
Keep smilin', keep shinin' Knowin' you can always count on me, for sure That's what friends are for For good times and bad times I'll be on your side forever more That's what friends are for
Well, you came and opened me And now there's so much more I see And so by the way I thank you
Whoa, and then for the times when we're apart Well, then close your eyes and know These words are comin' from my heart And then if you can remember, oh
Keep smiling, keep shining Knowing you can always count on me, for sure That's what friends are for In good times, in bad times I'll be on your side forever more Oh, that's what friends are for
Whoa... oh... oh... keep smilin', keep shinin' Knowin' you can always count on me, for sure That's what friends are for For good times and bad times I'll be on your side forever more That's what friends are for
Keep smilin', keep shinin' Knowin' you can always count on me, oh, for sure 'Cause I tell you that's what friends are for For good times and for bad times I'll be on your side forever more That's what friends are for (That's what friends are for)
On me, for sure That's what friends are for Keep smilin', keep shinin'
Hoje assisti a uma sessão com o autor e ilustrador Miguel Horta. Os destinatários foram alunos do 6º e 7º ano. Confesso que me entusiasmei pela comunicação que se estabeleceu e por ter visto, pela primeira vez, alguém reflectir com miúdos as três formas distintas de trabalhar com livros: Lê-los, ouvi-los e escrevê-los. Cada uma destas dimensões é, de facto, diferente e complementar. O Miguel leu-lhes alguns poemas (uns dele outros não) mas o curioso foi perceber que os poemas dele foram escritos para serem ditos (ou foram ditos e só depois escritos) dado que a musicalidade e fonética era trabalhada e funcionava. Isso não acontece em muitos poemas escritos que ao serem ditos perdem alguma da beleza por não terem uma métrica e estrutura adequada... (isto a musicalidade do poema fazem muito bem os rapers). A leitura expressiva cativou os miudos e não deixou de ter sentido ouvir Luís de Camões ou António Gedeão numa versão hip-hop. Poema colectivo de feito na aula de português por alunos do 6ª ano a partir da sinopse do livro de Miguel Horta
Na ilha de Tamarindo Vivia um rapaz Contava tudo mentira Que é coisa que não se faz.
Um dia conheceu uma baleia De seu nome baleote Apesar de "más sementes" Era um rapaz com sorte.
Mas ser mentiroso Não é coisa que se faça. Isso ficou provado Quando baleote o avisou da desgraça.
Tentou avisar os seus Mas ninguém acreditou. O que ele tinha semeado Para ele voltou.
Da segunda, pensou ele Que nele iriam acreditar. Mas a semente estava funda E voltaram a duvidar.
Foi avisado de uma erupção vulcânica E o pai dele acreditou. Contou aos amigos E assim a ilha se salvou.
Mas há sempre uma volta Na hora de provar valores. Era a hora do rapaz salvar baleias Salvá-las dos caçadores.
E tentaram esclarecê-los Mas isso não resultou. Tiveram de levá-los para as rochas Onde o barco deles se afundou.
E a natureza ao acertar as contas Iam ser mortos pelo tubarão. Mas foram salvos belas baleias Que mostraram o seu grande coração.
E na ilha da baleia Ficou um pacto no mar. Está escrito para quem leia "aqui é proibido caçar".
Num dia de Inverno muito frio o menino e seu pai iam buscar lenha. O menino levava as luvas no bolso das calças...
Ao pular por cima de um tronco caído no caminho uma das luvas caiu na neve...
Passou por ali um ratito e, ao ver a luva, entrou dento dela para se aquecer...
... Mais tarde,passou uma lebre e ao ver o rato dentro da luva perguntou: - Há aí lugar para mim? está tanto frio... - Sim, sim desse o ratito. Entra e aconchegou-se para que a lebre entrasse na luva.
...Passou por ali um esquilo e ao ver a lebre e o ratito dentro da luva perguntou: - Há aí lugar para mim? está tanto frio... - Sim - disse o ratito - Entra - Sim- disse a lebre - Entra E aconchegaram-se para que o esquilo entrasse na luva.
... Passou por ali um javali e e ao ver o esquilo, a lebre e o ritito dentro da luva perguntou: - Há aí lugar para mim? está tanto frio... - Sim - disse o ratito - Entra - Sim- disse a lebre - Entra - Sim - disse o esquilo- Entra E aconchegaram-se para que o Javali entrasse na luva.
... O menino deu por falta da luva e decidiu voltar para trás. andou, andou e quando se aproximava do tronco que se lembrava de ter saltado, os animais ouviram os passos do menino e o javali, o esquilo, a lebre e o ratito fugiram com medo do menino.
O menino apanhou a luva, calçou-a e ficou muito feliz porque ela estava muito quentinha...
---- (Não fui à manifestação porque não pude estar em Lisboa há hora marcada. De outro modo teria ido! mas teria mesmo. Não foi praia, nem campo, nem cansaço, nem descrédito, nem achar que não valeria a pena... Foi não poder somente! A razão mesmo vencida(?) não deixa de ser razão)
"Escrever não é um processo límpido. A maior parte das vezes tenho a sensação de entrar num labirinto levado por um ritmo, de perseguir qualquer coisa que me foge e amo desesperadamente, e desesperadamente quero possuir, numa luta corpo a corpo, em que o ser se joga inteiro... Vou às cegas para o poema, como certos animais por instinto caminham para a morte. As palavras aí estão, amorfas, ainda. A mão, com infinita paciência, vai-as aproximando, criam-se tensões entre algumas, outras fundem-se para a eternidade, e assim vai nascendo o poema. Ritmo, palavras, imagens, e a ordem dos factores não é arbitrária. Um pequeno organismo começa por respirar, a exigir atenção."
"sim. Conheço as palavras. Tenho um vocabulário próprio... A minha vida passou para o dicionário que sou... Algúem que me procure tem de começar - e de se ficar pelas palavras"
“Conheço as palavras pelo dorso. Outro, no meu lugar, diria que eu sou um domador de palavras. Mas só eu - eu e os meus irmãos - sei em que medida sou eu que sou domado por elas. A iniciativa pertence-lhes. São elas que conduzem o meu trenó sem chicote, nem rédeas, nem caminho determinado antes da grande aventura. Sim. Conheço as palavras. Tenho um vocabulário próprio. O que sofri, o que vim a saber com muito esforço fez inchar, rolar umas sobre as outras as palavras. As palavras são seixos que rolo na boca antes de as soletrar. São pesadas e caem. São o contrário dos pássaros, embora “pássaro” seja uma das palavras. A minha vida passou para o dicionário que sou. A vida não interessa. Alguém que me procure tem de começar - e de se ficar pelas palavras. Através das várias relações de vizinhança, entre elas estabelecidas no poema, talvez venha a saber alguma coisa. Até não saber nada, como eu não sei.”
As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam: são como carraças: vêm nos livros, nos jornais, nos “slogans” publicitários, nas legendas dos filmes, nas cartas e nos cartazes. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem.
"Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas."