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terça-feira, 21 de agosto de 2012

1518 - Um maravilhoso dia de férias

 Desta vez começo o relato das férias ao contrário (começando do fim para o princípio).

(Pausa para referir que me custou imenso retomar a vinda ao computador após uns dias em que o ritmo e rotinas foram absolutamente outros e que só hoje me apeteceu partilhar um momento tão extraordinário).

Após o regresso a casa já há dois ou três dias, apeteceu-nos voltar à praia. A ida ao Portinho da Arrábida revelou-se fenomenal!

Uma tarde de calor e uma água quente como acho que nunca tive no Portinho. Nadar, ler, conversar, nadar, ...  Assim se passou das 15h às 20h... que dia! que pôr-do-sol.  

Recordo ainda o banho já às oito, a partir da esplanada do café onde se bebia uma imperial!

Pudessem todas as férias de toda a gente, mais do que ter mais ou menos dias, terem dias qualitativamente bons e relaxantes.

Se não há felicidade, há dias felizes!

E o que mais se podia pedir que não ouvir o Jorge Palma e o "encosta-te a mim" na RFM de regresso a casa?


quinta-feira, 26 de julho de 2012

1517 - nunca mais acabam as tarefas...

Mais um ano em que a transição entre o trabalho e o desligar o computador de vez não se está a fazer de forma fácil. De momento ainda tenho 3 tarefas por concluir... Relatórios para acabar...
Há então um, o relatório de auto-avaliação que só deverá ter três páginas que está a demorar tempos infinitos para acabar...

Nem as idas à natação, nem os gatitos que crescem a olhos vistos fazem com que a inspiração surja.

Para agravar a situação, tenho em frente a mim o mais novo que desarruma o quarto de modo a que este seja pintado a partir de amanhã. Já estou a imaginar as visitas a aparecerem!

Ah, férias, férias...


BREVE CANÇÃO DO VENTO OESTE

Ele há-de vir o vento oeste
ele há-de vir e há-de levar
as vãs palavras que escreveste.
Ele há-de vir com seu presságio
e os címbalos que já trazem o som do inverno
ele há-de vir o vento oeste e há-de apagar
o verão que parecia ser eterno.

Ele há-de vir com seu adágio
suas orquestras em convés que vão ao fundo
ele há-de vir e há-de apagar
a escrita a jura as ilusões do mundo.

Em cada verso há um naufrágio
não sei de poema que não seja mar

Foz do Arelho, 30-8-2003

Manuel Alegre


quarta-feira, 25 de julho de 2012

1516 - Início de férias

1- Por aqui, o início do tempo de férias é marcado, tal como na escola,com a "publicação" do trabalho de férias. É necessário pintar uma ou outra divisão, tratar disto e daquilo, reparar aqueloutro... DE tal modo que, em minutos de desespero chego a suspirar pelo ritmo organizado e previsível do trabalho...
As pinturas têm então uma rotina e peculiaridades próprias. É começar a por os protetores nas madeiras e começar a desarredar tudo e logo aparecem as visitas ou a necessidade de retirar isto ou aquilo, por exemplo  de um roupeiro. Conclusão: volta a ser necessário proteger tudo de novo. Depois, quando as pinturas vão a meio e estamos já todos pintalgados é sempre o comentário de que faz falta um pintor assim na casa da visita que entretanto apareceu! (é nessa altura que contamos até 10 para não largar tudo e ir dar uma volta até à praia!)
Seguem-se pequenas reparações algumas das quais não saem bem à primeira, etc, tratar do jardim que es´ta mesmo a precisar de um olhar, etc, etc...
Tudo isto faz já parte do ritual do início de férias e as idas para a cama ao fim do dia são "tiro e queda".

2 - Concomitantemente com o "trabalho de férias" são as arrumações no "meu" espaço de trabalho. Freud deve explicar isto muito bem logo nas primeiras linhas dos seus primeiros livros. A necessidade de arrumar as coisas muito bem e de deitar outras fora. Tenho, neste momento, o escritório num caos: os papéis da tese, planificações, livros por arrumar, milhares de outros papéis... uff! o que se produz num ano letivo e que é necessário arrumar ou deitar fora. Já vai na 3ª caixa de arrumação que compro.

3 - A Maria José teve ontem a ninhada: 4 lindos gatinhos(as?). É magnífico o instinto animal! pura e simplesmente magnífico. Ela sabia que os ia ter e recusou-se a ir à rua; ela escolheu o local onde os queria ter; ela com a língua executou na perfeição todo o trabalho de parto e cuida da sua limpeza e da deles. Passou todo o dia de ontem a amamentá-los e a tratá-los. Pelas 8 da noite, pela primeira vez foi comer e avaliou com o olhar, durante uns bons 10 minutos, o estado da ninhada. Ficam bem? estão bem? até chegou a ralhar com eles! Magnífico!

4 - Numa das noites desta semana, uma saída à noite para descontrair. Numa loja de música, escuto "isto". Que génio, que génio! é fechar os olhos e deixar os sentidos atuarem!
       

domingo, 28 de agosto de 2011

1393- Férias II

Aproveitando os últimos dias de férias:
- Tratar do jardim: retirar os bolbos, cortar a relva, tratar das roseiras, varrer o lixo;
- comprar lenha para o inverno;
- Ler o semanário com calma às voltas com um café;
- aproveitar a praia e andar à beira mar da fonte da Telha à Costa da Caparica (e que bem que soube!)









sábado, 27 de agosto de 2011

1392- Férias

Finalmente com disposição para escrever...

Foram umas férias atribuladas e que terminaram abruptamente devido ao facto de um familiar ter partido o colo do fémur.

De positivo das férias ficam:
- Algum tempo de verdadeiro descanso em que foi possível esquecer o trabalho;
- O espectáculo dos "oquestrada" - magnífico;
- A macieira que teve uma produção muito melhor do que a do ano anterior. E que boas maçãs são elas (na foto só estão as última que colhi);
- o facto de já ter conseguido retomar algum domínio da situação e já fui capaz de retomar a tese (menos mal)

Enfim...

Vale a pena chorar pelo leite derramado?

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A capacidade de não se deixar abater totalmente pela adversidade e fazer de cada contrariedade algo que se pode vencer será uma conquista que a vida nos vai ensinando a fazer. Haja ânimo!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

1158- momento de paragem II






































































Hoje foi finalmente o dia das arrumações de papéis que há tanto estava a protelar e que ficou inacabada pois deu-me a neura...

Para além dos muitos papéis que foram fora senti que terminou um mais um ciclo sem que isso fosse por mim desejado.

Sacanices... e logo eu que procurei dar o meu melhor! Terminar porque fizemos um mau trabalho é mais que justo. Levar um pontapé no rabo por politiquices, jogos de poder e não dizer amén, yes sir! all right sir! bata mais que a gente deixa e implora é que não faz muito sentido.

O mundo está feito para carneiros e acomodados é o que é.
Tudo se há-de compor e, como costumo dizer, o melhor está para vir e alguma janela se abrirá após se ter fechado esta porta.

Partirei...


Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

1157 - Gosto/Não gosto




















Gosto de praia
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de ler na praia
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de tomar banho ao fim da tarde já com o luar
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de um belo por do sol
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de saber que não há felicidade mas há momentos felizes
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de sentir que todos os dias são sábado
Não gosto das pessoas que deixam lixo na praia e que não têm um mínimo respeito pelos outros nem pela Natureza
Gosto de grandes caminhadas à noite
Não gosto de certos filhos da p... nem de chico espertismo
Não gosto de certos golpes baixos e que nem fazem sentido neste contexto mas têm que ser ditos

1155- momento de paragem I


















Senti necessidade de parar!
Senti necessidade de desligar o PC que em momento de férias me fazia lembrar... Trabalho

Do blogue senti falta mas foi mesmo uma decisão racional e definitiva. Cortar com a NET, cortar com o quotidiano, mudar de ritmos e rotinas até ficar na dúvida se era hora de almoço ou de jantar.

Retomo hoje o quotidiano

(Confesso que não me senti nada bem em voltar a ligar o PC - ao ver os mails constato que já se aproxima o trabalho e acho que ainda não estou preparado! por agora volto às minhas leituras! já faltam só 100 páginas para terminar a leitura de "A servidão humana"- Falarei de livros mais tarde)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

1154 - Altas obras de engenharia


Por estes dias estou envolvido em altas obras de engenharia no jardim...

Meti-me a fazer uma parede de tijolo de vidro, de há uns meses prometida!

Escusado será dizer que esta obra não foi isenta de peripécias. O jeito já não é muito e como a prática não é constante, o pouco jeito que se ganhou em anos anteriores, já voou como uma folha de Outono.

(Pausa para deixar bem claro que ainda não me encontro naquelas crises de início de férias em que algumas pessoas stressam por parar de repente o ritmo dos seus empregos ou que me "passei", como no ano passado, quando me decidi pintar o hall e foi nessa altura que todos decidiram visitar-nos e obrigar-nos a um café... Então isso foi coisa de tira protecções das portas, põe protecções nas madeiras; lava todos os pincéis quanto se acabou de começar, patinha toda a casa com o pó, põe protecções nas madeiras de novo, depois os filhos deixam de colaborar e vão para a wii... Irra!!! quem nos manda meter-nos nestes assados? nem como os Doors em alta voz me passou a neura)

Dizia então que se ergue um parede de tijolo de vidro... Põe cruzetas, faz massa, coloca os vidros, inventa uma solução para o remate dos vidros pois a parede não pode acabar em vidro e o jeito para o cimento é de ver os outros...

Bom, já vão 3 dias disto e já está quase. No entretanto foi preciso partir a pequena parede de argamassa que se estava a construir, para remate, pois estava uma miséria.. Inventar uma cofragem, limpar e voltar a limpar, voltar a refazer a parede de cimento pois a 3/4 retirei a cofragem cedo de mais para passar na parede com uma esponja e a tornar mais lisinha

O mais novo entusiasmou-se e ajudou intermitentemente... O mais velho, tal qual um "engenheiro", só apareceu para fazer ais e uis quando algo corria mal e para dizer que a parede de tijolos de vidro lhe parecia torta... (e depois, digo eu? o que quer que eu faça?)

Faltam chegar mais dois "engenheiros" do núcleo familiar que farão os seus comentários... Haja pachorra pois fui eu que dei o corpo ao manifesto e que suei em bica... Imagino os comentários... está torto, porque não fizeste assim ou assado?

Para mim, não está perfeito, mas também não me envergonho. A parede de cimento está direita e certinha (milagre), os tijolos estão sólidos sendo que o conceito de linha recta é uma abstracção matemática ...

Olha, tentei dar o meu melhor e o mais novo sempre aprendeu mais qualquer coisa. Afinal se querem saber a utilidade de um prego ou parafuso já não é na escola que o aprendem. Quem lhes ensina?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

1153 - Malditos !

Esta ideia da baixa produtividade e de que já nascemos culpados de todos os males deste mundo que nos passam desde que nascemos é tramada!

Não é que gozei um fim de semana pela primeira vez em alguns meses e dei por mim a pensar que assim é que devia de ser...

Claro que assim é que devia de ser! 35 horas semanais e 2 dias de descanso! Qual é o problema?
Se o país está mal a principal causa não é decerto os trabalhadores quererem 35 horas e direito a descanso...
O que está mal e que leva o país ao fundo são:
- Os desmandos e gastos inúteis
- As contradições, hesitações e gastos desnecessários com estudos e mais estudos
- Investimentos que não o são mas apenas dar a ganhar a amigalhaços e compagnons de route!
- As negociatas e as luvas
- ...

Arrumei, comecei a construir uma parede em tijolo de vidro, acabei o último relatório, conversei, ... e gozei o fim de semana

Malditos todos aqueles que nos "chupam até ao tutano" e nos querem convencer que é justo e ainda deveria ser pior! A escravatura acabou e o trabalho das fábricas do séc XIX também. Não quero voltar a isto!!!
Imaginação fértil não é com certeza. Veja-se o prolongamento da idade da reforma, o autoritarismo das hierarquias a apelarem ao não gozo de férias se necessário, ...

Eu quero deixar uma sociedade melhor para os meus filhos e não um mundo pior do que eu tive!

domingo, 25 de julho de 2010

1152 - Limpezas...


No domingo passado tinha feito nova lista e o papel estava todo bonitinho.
Chego ao fim da semana e consegui riscar bastantes tarefas. Sobraram-me umas menores e fáceis de riscar, sendo que, as do papelinho da esquerda (novas) já estão feitas.

Menos mal. Resta perguntar como aguentei um mês e meio de alta pressão sem falhas!

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Ontem foi dia lazer e de arrumos! é impressionante a quantidade de lixo, papéis, pó que se juntam num só espaço.
Fez-se uma primeira geral, como se nos lavássemos a nós próprios e quiséssemos exorcizar o trabalho.
Já se pode transitar por aqui

Um destes dias irá ser dedicado a uma malha mais fina nas prateleiras e gavetas e outros quilos de papel desaparecerão.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

885 - Memória de férias II

Posted by Picasa


Amanhã (hoje) retomo o trabalho...
O tal post sobre as férias não podia ser adiado mais. No fim de contas será preciso guardar os bons momentos na memória de modo a puder suportar os aus momentos que possam acontecer.

Confesso que iniciei o Agosto de rastos... Não conseguia parar e o "bad mood" era cada vez maior. Precisava mesmo de mudar de ares e ritmos.

As férias foram tempo de:

- retomar as relações familiares num clima de despreocupação e sem "stresses" porque é preciso fazer isto ou aquilo. Os primeiros dias não foram fáceis, depois... foram tempos fantásticos em que tudo fluia expontâneamente e serenamente. Foi bom ouvir e falar. Redescobrir que tenho gente fantástica (e boa) que vive a meu lado! Tempo para ouvir e sobretudo rir (afinal não me esqueci como é que se faz!)

- Quebrar todos as rotinas, horários e qualquer trabalho intelectual excepto ler. Não peguei numa folha de papel ou esferográfica (até alguns poemas que fiz, os esqueci por não os ter registado). Para o ano nem chegarei a levar papéis para organizar. Decididamente é pura perca de tempo. Nem abro a mala!

- Praia (muita), leitura (muita), noites de cinema (em casa graças ao DVD) e refeições, se as houve, foram as estritamente necessárias e sem horas marcadas.

- Ver e Ouvir: Deolinda (que noite!) Daniela Mercury (que noite!)

- Disfrutar do sol até ao tutano (entardecer)

- esquecer que há uma tutela que continua muito activa... Que se Lixe! não quero saber! nem tenho pachorra para os ouvir! (até me põe de mau humor)
Dia 27 darei a minha opinião muito sincera!

A recordar: "os da minha rua de Ondjaki" fez-me recordar os tempos da minha infância e de escola. O meu Avô (que tanto me ensinou e que, na altura, tão distante me parecia quando queria silêncio para ouvir o fado ou as notícias na Emissora); as leituas em voz alta na escola, uma infância despreocupada e tanta coisa mais (o galinheiro da minha tia e as obras que lá ía fazer a casa com o meu avô)

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Para que conste que as férias são mesmo necessárias. Desde que regressei já me aconteceu:

a) uma reunião para preparar um projecto internacional/curso a acontecer em Setembro/Outubro
b) bateram-me no carro duas vezes (no mesmo local do carro!!! - Tenho que ir à bruxa!)
c) ter que arrumar a grande dessarumação que as pinturas do início de agosto trouxeram a esta casa e não houve paciência de as fazer
d) tratar do jardim que tinha uma relva tão alta que mais parecia uma savana
e) ter uma lista de tarefas a fazer antes de começar a trabalhar tão grande que hoje nem deu para almoçar!

Ah, as férias!


sábado, 25 de julho de 2009

871 - Confuso demais para ter título decente

É o que dá juntar num mesmo post temas que dariam para vários. Não sei se ficará bem, mas é assim que me apetece...

Coisas boas

1 - Iniciei férias logo com uma ida à baixa.

Tinha o meu pessoal à minha espera na baixa, assim logo que terminei o dia de trabalho fui ter com eles. Foi excelente andar pela rua do Carmo, Rua Garret, Rossio,...
Gostei sobre maneira de ir explicando aos miúdos o que se passou no Largo do Carmo no dia 25 (como é que eu nunca tinha ido lá com eles (?) - para ser sincero acho é que eles são de outra geração que só se movimenta de carro! Eu com 19 anos as vezes que já tinha ido à baixa sozinho ou em grupo... centenas! - para eles é sempre a primeira vez e o mesmo deslumbramento) e ver as vistas do elevador de Santa Justa!
Que bem que soube uma cerveja numa esplanada ao fim da tarde.

2 - A ida, na 5ª feira, ao Museu da Arte Antiga ver a exposição temporária.

A mulher ainda não estava de férias... aproveitei o facto de estar uns dias com os miúdos para lhes falar de pintura e do Museu de Arte Antiga. Era a sua primeira vez lá. Eles e eu adorámos. O final da manhã foi passado a ver o piso 0 e na nossa atenção centrou-se nas tentações de Sto Antão e no quadro de S. Jerónimo. Discutimos imenso as duas obras e a temática tão fora de comum (parece surrealismo) nas tentações. Foi giríssima a discussão à volta da pintura flamenga.
Almoço no restaurante do museu, no Jardim. Tarde lindíssima e sem neblina alguma
O resto da tarde foi passado no 2º piso - na exposição temporária sobre Portugal e os descobrimentos. Vale(u) a pena a ida. Ver a custódia de Belém, os painéis, os biombos Nanbam, as cartografias da época, as peças vindas de fora: Brasil, China, Japão, África... A globalização e a inculturação... Os anacronismos tão giros de ver nas pinturas... Nª Senhora a casar na... Igreja! etc, etc, etc...

3- O rapaz do pijama às riscas
Li-o num só fôlego durante um dia! É um texto curioso, apresentado uma perspectiva diferente do acontecimento. Não sei se as crianças de 9 anos podem ser tão ingénuas mas sei que só há uma raça: a raça humana em que todos têm a mesma dignidade e estão todos do mesmo lado do arame farpado, para o bem e para o mal e isso o livro trata muito bem. É essa a nossa comum condição humana.

4 - Os livros para ler
Deliciei-me por encontrar e organizar a minha literatura de verão. Isto promete

5 - os gatos
Para que tem a pachorra de me ler já deve estar confuso com a gataria!
A ver se faço a síntese...
a) Há uma gata preta
b) desde que anda por estas zonas (de caça) teve três ninhadas
b1) da primeira só sobrou um gato. O qual me divertiu imenso num fim de tarde ao vê-lo brincar numa casa em frente (em construção na altura) com o seu rabo. Caiu de umas escadas. Não tenho visto esse gato (há por aqui um post com esta cena...)
b2) da segunda ninhada sobraram duas gatas. Uma delas ronda agora o meu jardim e dela falarei a seguir. Acho que se sente segura aqui. No fim de contas, em Janeiro, ela e a irmã, pequenotas, e a mãe, no meio das geadas, abrigavam-se do frio debaixo do telheiro...
b3) a terceira ninhada foi no fim da primavera e eram os tais gatos brancos e pretos. Não os tenho visto.

d) Então uma das gatas referidas em b2 anda esfomeada. Decidiu perder o orgulho e aparece ao final da tarde no jardim. Dei-lhe restos durante duas tardes e agora comprei granulado. Lá lhe vou dando de comer com a condição de deixar que me aproxime.
Ontem, miava como que a agradecer-me e a dizer que fome que tinha
Hoje, fez um esforço enorme para quebrar as distâncias. Eu estava perto demais. Fingiu que não queria nada, afastava-se, cedia à fome e aproximava-se... Isto durou 5minutos. Afastei-me um passo e ela lá veio. Depois de comer avidamente decidiu-se a ficar (guardando as devidas distâncias) a fazer-me companhia. Lavou-se, dormitou...
Ah...
E neste entretanto, atreveu-se a entrar pela porta da cozinha e fez a sua exploração... Se a minha mulher imaginasse, dava-lhe uma coisinha má. Logo uma gata de rua...


Coisas assim, assim

1 - Esta fez-me rir, embora reconheça que fazer humor é muito difícil e há fronteiras muito ténues entre o humor e a "falta absoluta de chá"/ofensa profunda/ falta de sensibilidade.
Neste caso, gostei (e muito). Também eu: Quero dinheiro para comprar um carro novo, pá!
Ah pois quero, pá"


Coisas não e que me tiraram do sério (sinceramente)

1 - Algumas arrumações
Falta-me espaço e há coisas que mando para o sótão e depois não sei onde as meti e fazem-me falta. Mais depressa as arrumasse, mais depressa me fazem falta. Depois é um desespero. Que porra, por quê e para quê arrumar as coisas?
É uma sensação de tempo perdido!!!!
Mas que preciso de o fazer preciso

2 - Preciso de mudar de ares.Já não há pachorra para a casa e nunca mais desligo

3 - O Sócrates e este governo que nunca mais desaparece de vez

3.1. - Então "está para nascer o primeiro-ministro que tenha feito tanto pelo deficit como ele próprio?"
Tenha vergonha! Os jornais estão cheios de primeiras páginas sobre o descontrole das contas públicas e ao que parece o descalabro das contas até nem é com as medidas para combater a crise...

Leia-se o público on-line:
"Só foram gastos 125 milhões dos 980 milhões de euros disponibilizados
Governo executou apenas 13 por cento da despesa prevista no plano anticrise
24.07.2009 - 08h04
Por Sérgio Aníbal

Passados seis meses desde o seu anúncio e três meses desde a sua entrada em vigor, o plano do Governo para combater crise levou à realização de despesa de 125,1 milhões de euros, dos quais 60 milhões em investimento. O total previsto era de 980 milhões.

No total, a despesa que o Governo já realizou para combater a contracção da economia e a subida do desemprego corresponde a uma taxa de execução de 12,8 por cento. Este valor não inclui, no entanto, as medidas que provocam reduções de receita nem as despesas com financiamento comunitário.

Os números foram apresentados no último boletim de execução orçamental
"

Então se os 5, 9 ou 6,1 do deficit não foram gastos nas ajudas, onde pára o dinheiro e onde é que ele foi gasto?
Onde pára o dinheiro que eu deixei de ganhar com a minha progressão na carreira e com os entraves que me colocaram?

Haja vergonha e respeito!

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...