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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

1290 - Dia(s) de sol II
































Cena 1 - Como em cerca de três semanas as cores da minha Lisboa mudaram tanto. Um dia concretizarei o sonho de ser pintor de palavras/momentos/cores. No fim de contas, escritor e pintor são duas formas de expressão similares. Cada um retrata o vivido da sua forma.

Cena 2 - (Ao acordar) - A laranjeira tem flores!!! finalmente!!! já tive quase para a arrancar pois, ao fim de três anos em que nada acontecia mantendo-se a árvore quase do mesmo tamanho minorca, já me estava a fartar...
Bendito borda d'agua que me mandou "botar" calda bordalesa para além do adubo que lhe fui dando ao longo de todo o ano passado a acrescer alguns tratamentos contra algumas pragas...

Cena 3 - À saída para o almoço deparei com alunos de uma escola, a desenhar fachadas à vista! só não os fotografei por vergonha! Cada um deles dava o seu melhor: Olhavam, interiorizavam, expressavam-se... a maior parte deles concentrados na tarefa.

Cena 4 - Passava na rádio e não pude deixar de cantarolar

quinta-feira, 11 de março de 2010

Hora do conto

Ah, se todos os dias fossem tão fantásticos como este? (vá lá, uma vez por quinzena!)

Que momento fabuloso!

Graças ao muito que tenho aprendido com a Júlia e a Margarida sobre literatura infantil (com uma ida a Salamanca pelo meio), já há uns tempos que me tinha oferecido para dinamizar uma ou outra hora do conto lá na minha escola (coisa que não caísse também muito na rotina)

Bom, foi hoje o dia

à hora marcada lá me dirigi à sala por havia actividades na biblioteca e fiz-me portador de 6 ou 7 opções conforme fosse vendo como os alunos eram (agitados, interessados, calmos...)
De uma coisa tinha a certeza, não queria desenhos a seguir ao conto. Queria expressão corporal e verbal...

Como eram do 4º ano e a Alice anda nas bocas do mundo, comecei com este



Fui fazendo uma leitura muito pausada, mostrando as ilustrações e fazendo-os falar dos seus "monstros"...

A certa altura percebi que os miúdos estavam conquistados (e a professora gostava também)

O que eles gostavam da história e como iam concebendo finais...



















Depois, decidi-me a avançar com uma história da Isabel Stilwell com a mesma temática (O mata-pesadelos) mas que era extremamente bem humorada. Aproveitei para falar-lhes dos mata-monstros que cada um podia inventar só para si...
O que eles se riram e se envolveram...
Perguntaram mesmo se o mata-pesadelos era mesmo verdadeiro. Claro que disse que sim!

Houve um deles que nos disse qualquer coisa de profundo e intenso mas não me recordo. Só sei que até perdi a fluência por momentos tal a dimensão da coisa...




















Depois, para terminar, uma história de afectos, com muito de realidade à mistura (a inspiração do André Sardet para compor a sua música a partir do conto)
Fiz-lhes ver que também eles podiam ser compositores ou escritores

Terminámos com a audição da música que o André Sardet compôs a partir do you tube. A foto é dessa altura. Claro que eles e eu a cantámos


Guardo também na memória as palmas que ouvi no fim de canta conto. Comovi-me umas três ou quatro vezes...

Que bom que foi para todos. Eu fui o que gostei mais...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Adivinha quanto gosto de ti

Ora aqui está um livro que nos põe com o astral em cima e nos permite ficar bem dispostos todo o dia!

É F A B U L O S O e fala de uma coisa extremamente simples e, ao mesmo tempo, tão complicada (por nossa culpa).
Felizmente que aqueles que sabem ser como crianças, compreendem e dizem isto tão bem:

Gosto de ti!


















Então, a pequena lebre olhou a grande noite escura por entre os arbustos. Nada poderia estar tão longe quanto o céu. “Gosto de ti até à Lua.”, disse, fechando os olhos. “Oh, isso é longe.”, disse a grande lebre cor de avelã. A grande lebre cor de avelã deitou a pequena lebre cor de avelã na sua cama de folhas. Inclinou-se sobre ela e deu-lhe um beijo de boas-noites. Então, deitou-se bem perto e sussurrou com um sorriso “Gosto de ti até à Lua… e de volta até à Terra.”

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...