Um destes dias, o meu neto mais velho, que tem três anos, disse à avó que tínhamos de comprar mais livros porque já conhecia todas as histórias dos que temos em casa.
Claro que achei graça. E, como avô, confesso que fiquei todo babado
. Mas depois fiquei a pensar nisto.
O gosto pelos livros começa muito cedo. Muito antes de uma criança aprender a ler. Começa, sempre, ao colo dos pais e dos avós. Começa quando alguém pega num livro, abre as páginas e conta uma história e/ou o deixa folhear um livro ao ritmo dele e lhe chama a atenção para pormenores . Quando há tempo para ouvir, para perguntar, para rir, para repetir — outra vez e outra vez — a mesma história (e o que eles adoram esta repetição!).
Um leitor não nasce no dia em que aprende a juntar letras.
Um leitor começa a fazer-se ao colo de alguém.
É em casa que acontece, tantas vezes, esse primeiro encontro com os livros. E não é preciso uma grande biblioteca, nem comprar livros todas as semanas. Basta que os livros façam parte da vida das crianças. Que estejam por perto. Que sejam mexidos, folheados, escolhidos. Que as histórias tenham lugar no dia a dia.
Depois, claro, há outros espaços que têm de continuar esse caminho: as creches, os jardins de infância, as bibliotecas e as escolas. E é importante que tenham bons livros, muitos livros e livros novos. Porque nem todas as crianças têm as mesmas oportunidades de contacto com a leitura em casa e também se dá o caso que haver miúdos que acabam por dizer que já leram todos os livros da biblioteca escolar do 1º ciclo pois a coleção nunca é renovada.
É aí que podemos ajudar a diminuir algumas diferenças.
Mas aquele primeiro momento, talvez o mais importante, é muitas vezes muito simples: uma criança ao colo e alguém a abrir um livro.
Por isso, quando o meu neto diz que já conhece todas as histórias e que é preciso comprar mais livros, não posso deixar de sorrir.
Aparentemente, temos um pequeno leitor exigente cá em casa.
. Era tão bom que houvesse todo um conjunto de pequenos leitores a “exigir” o mesmo!
Nota: Bom, claro que já fomos comprar outro novo
O gosto pelos livros começa muito cedo. Muito antes de uma criança aprender a ler. Começa, sempre, ao colo dos pais e dos avós. Começa quando alguém pega num livro, abre as páginas e conta uma história e/ou o deixa folhear um livro ao ritmo dele e lhe chama a atenção para pormenores . Quando há tempo para ouvir, para perguntar, para rir, para repetir — outra vez e outra vez — a mesma história (e o que eles adoram esta repetição!).
Um leitor não nasce no dia em que aprende a juntar letras.
Um leitor começa a fazer-se ao colo de alguém.
É em casa que acontece, tantas vezes, esse primeiro encontro com os livros. E não é preciso uma grande biblioteca, nem comprar livros todas as semanas. Basta que os livros façam parte da vida das crianças. Que estejam por perto. Que sejam mexidos, folheados, escolhidos. Que as histórias tenham lugar no dia a dia.
Depois, claro, há outros espaços que têm de continuar esse caminho: as creches, os jardins de infância, as bibliotecas e as escolas. E é importante que tenham bons livros, muitos livros e livros novos. Porque nem todas as crianças têm as mesmas oportunidades de contacto com a leitura em casa e também se dá o caso que haver miúdos que acabam por dizer que já leram todos os livros da biblioteca escolar do 1º ciclo pois a coleção nunca é renovada.
É aí que podemos ajudar a diminuir algumas diferenças.
Mas aquele primeiro momento, talvez o mais importante, é muitas vezes muito simples: uma criança ao colo e alguém a abrir um livro.
Por isso, quando o meu neto diz que já conhece todas as histórias e que é preciso comprar mais livros, não posso deixar de sorrir.
Aparentemente, temos um pequeno leitor exigente cá em casa.

. Era tão bom que houvesse todo um conjunto de pequenos leitores a “exigir” o mesmo!Nota: Bom, claro que já fomos comprar outro novo


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