quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Alimente a cultura

Alimente a cultura... não as traças, é uma campanha que decorre no Brasil e que solicita a doação de livros paras as bibliotecas comunitárias e instituições de solidariedade social.

De facto, ter livros em casa para serem devorados pelas traças não cabe na cabeça de ninguém e ainda por cims, há aqueles livris de capa dura que dão um trabalhão às traças...


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PARA ONDE VAMOS QUANDO DESAPARECEMOS?

Para provar que não desapareci, partilho aqui uma das minhas últimas aquisições... Se calhar nem desapareci porque como explica o livro, e muito bem, 

Se desaparecemos sem ninguém dar conta, 
não chegamos a desaparecer.
Porque, para alguma coisa desaparecer,
 é preciso que alguém a tenha visto primeiro
e dado pela sua falta depois.
Para que alguma coisa desapareça
são precisos sempre dois. 
(Um que fica e um que desaparece.)

 Mais um texto brilhante de Isabel Minhós Martins, sempre muito bem ilustrado pela Madalena Matoso e que nos ajuda a refletir, desdramatizando, sobre este tema da ausência, do desaparecimento e da morte. Não trazendo respostas definitivas, abre as portas à imaginação, tornando o tema (mesmo que por breves instantes) um pouco mais leve.

À parte algumas exceções, ninguém consegue responder com certeza absoluta à pergunta que dá título a este livro.
"Para onde vamos quando desaparecemos?" aproveita a ausência de respostas “preto no branco” para lançar novas hipóteses – mais coloridas e poéticas, mais sérias ou disparatadas, conforme o caso... – e assim iluminar um tema inevitavelmente sombrio.

Felizmente (ou infelizmente sei lá) não somos os únicos a desaparecer.
Com todas as outras coisas do mundo, acontece o mesmo.
O sol, as nuvens, as folhas e até as férias
Estão sempre
A começar e a acabar,
A aparecer e a desaparecer.

O que propõe este livro?
Observar as coisas do mundo e nelas procurar novas pistas e possibilidades (que nos sirvam a nós e àqueles de quem mais gostamos).
Atenção: nesta procura, nada deve ser ignorado – das meias que se evaporam misteriosamente ao sol que todos os dias se vai embora – em tudo pode haver ideias interessantes que ajudem a preencher o espaço deixado em aberto por esta grande interrogação.

48 páginas · 195 x 220 mm · ISBN: 9789898145352

1430 - Luzes e sombras

1 - Os feriados - Por vezes parece que damos tiros nos pés... Reclamamos porque nos tiram os feriados e ainda por cima sem que haja uma reflexão profunda sobre o assunto a nível do país. Tira-se um ou outro porque... sim.
Sabendo que a questão é complexa e sabendo que quem faz ponte se limita a meter um dia de férias que teria gozado noutra altura, não deixa de fazer pensar que na 6ª feira fosse facílimo entrar em Lisboa!
Será que se gozam os últimos cartuchos? será que está tudo já tão em baixo que se precisa mesmo de desligar por uns tempos?

Não deixa de ser interessante neste contexto, ver como estão as iluminações natalícias das casas este ano. Onde estão as iluminações de Natal? a malta anda mesmo deprimida!

2 - Os concursos televisivos/mediatismo - Também achei paradigmático de um tipo de sociedade que se hiper-valorize a presença em televisão. Quem nela aparece, existe! que não aparece está voltado a um anonimato. A ideia de ter um "segredo" tão bom que daria acesso garantido a um programa de TV, nem que para isso se denuncie o próprio pai dá mesmo que pensar! Que valores são estes da sociedade portuguesa!
Estamos mesmo muito longe dos ideais da paz, pão, saúde, educação, liberdade de pensamento, justiça, emprego...

3 - Luzes? - por agora não as deslumbro

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ora aqui estão duas boas ideias para uma campanha de promoção da leitura


Nesta primeira a ideia seria: E tu, lês em qualquer lugar?


Nesta segunda a ideia seria: Se até eles lêem, porque não tu também?

1428 - Fado - sei de um rio

ainda não tinha tido tempo para escrever sobre o assunto: Fado herança imaterial da humanidade. Não sei o que pensam/sentem os outros povos sobre o assunto, até lhe deve "passar ao lado", mas o facto é que o fado me marca/marcou Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Lembro-me, como se fosse hoje, de ver o eu avô, operário, de ouvido pregado ao velho rádio a ouvir a emissora nacional e a pedir-nos silêncio enquanto se ouvia o fado. Lembro-me de, em Coimbra, de este ter ganho umas nova dimensão em mim. Aquela nostalgia, aquele tom/afinação em que é tocado Depois a descoberta do Carlos Paredes Depois... Depois, no estrangeiro, ouvir uma música portuguesa é sentirmos-nos enraizados no meio de tanto desenraizamento Sei de um rio que vem de muito longe, sei de um rio que continuará e pedurará

Sei de um rio… Sei de um rio Em que as únicas estrelas Nele, sempre debruçadas São as luzes da cidade Sei de um rio… Sei de um rio Rio onde a própria mentira Tem o sabor da verdade Sei de um rio Meu amor, dá-me os teus lábios! Dá-me os lábios desse rio Que nasceu na minha sede! Mas o sonho continua… E a minha boca (até quando?) Ao separar-se da tua Vai repetindo e lembrando "- Sei de um rio… Sei de um rio…" Sei de um rio… Ai! Até quando?

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...