Pois é, afastada por uns tempos deste cantinho, regresso para uma partilha que se prende com o meu novo estado... de graça.:)
Recebi na semana passada no meu Agrupamento a visita da Dulce Gonçalves que veio orientar a formação "O doce sal da língua" (excelente!). Recomendo vivamente e, embora tenha sido uma versão mais curta, os participantes renderam-se.
Partilho com a Dulce a mesma formação académica de base, na mesma universidade (sem praxes, mas com laços de cumplicidade que se urdem por si, nas referências comuns...) e há um carinho "latente" que permanece desde um reencontro no ano transato. No meio dos preparativos da sua vinda, partilhei com ela a notícia da minha gravidez. Falou-me de um livro que tinha escrito - Entre barrigas (editora Contra Margem) - aquando da sua gravidez, em parceria com a sua obstetra. Confesso que, no meio das minhas agitações, não consegui procurá-lo...
Gentilmente, na semana passada, presenteou-me com o livro.
Face ao que em relatou, não resisti e no próprio dia em que o recebi, apesar de extenuada após ter chegado da escola pelas 21h, encetei a leitura... Dei por mim, rapidamente, na página 50!
O livro resulta de uma curiosa experiência de escrita a 2 (ou será a 4...?:) mãos que acompanha a gravidez da Dulce e da sua obstetra - Marcela Ruela Forjaz - que engravidou aproximadamente ao mesmo tempo.
O texto tece-se em torno de mails trocados entre as 2 (que, em boa hora, decidiram publicar) e de uma amizade que vai crescendo, representativa de um grande humanismo por parte desta profissional de saúde.
Uma escrita que envolve dúvidas esclarecidas com correção científica, mas embrulhadas no grande sentido de humor da Dulce e num português escorreito. Um ritmo alucinante que nos prende e nos faz ter vontade de acompanhar o desfecho desta história, com 2 magníficos rapazes, o Tomaz (da Dulce) e o Pedro (da Dra. Marcela). Revi-me nas dúvidas e em alguma "resistência" inicial a estereótipos que apenas a vivência na 1.ª pessoa desta experiência (quase milagrosa) permite contornar.
Dicas excelentes e acompanhadas de realidade, não deixando a imagem totalmente cor-de-rosa de um período que também tem os seus percalços, porém sem alarmismos!
A não perder!
(Parece-me que assim se prova que a leitura não engorda, mas pode ajudar algumas barrigas a crescerem mais felizes!:)
segunda-feira, 3 de março de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
A importância da leitura
Atividade trabalhada na Biblioteca Leitura, Arte e Poesia com alunos do 2º Ciclo da E. M. Florestan Fernandes, de Betim/MG.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
O último nº da revista Blimunda inclui uma entrevista a Teresa Calçada
O último número da revista Blimunda inclui uma entrevista a Teresa Calçada
Fonte: Blogue RBE
A revista Blimunda, da Fundação José Saramago. O número deste mês de fevereiro tem um significado especial para a Rede de Bibliotecas Escolares, pois inclui uma entrevista com Teresa Calçada.
Esta foi uma leitura que me deu mesmo um grande prazer de a fazer
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Alexandre
Antes de ter de devolver o livro à Biblioteca, apetece-me partilhar outro dos belos poemas de O'Neill
Alexandre
Alexandre, meu projeto,
estás a bater errado ou certo?
Errado ou certo, ainda bates!
Será viver disparate?
Esse coração que pulsa
é apenas literatura?
Esse amuo e essa ânsia,
disparates de criança?
E o A que tens bordado
no coração? Só vaidade?
E ofilho qinda de bolso?
Será pouco?
Alexandre meu projecto,
bate, bate, errado ou certo!
Alexandre O'Neill
Alexandre
Alexandre, meu projeto,
estás a bater errado ou certo?
Errado ou certo, ainda bates!
Será viver disparate?
Esse coração que pulsa
é apenas literatura?
Esse amuo e essa ânsia,
disparates de criança?
E o A que tens bordado
no coração? Só vaidade?
E ofilho qinda de bolso?
Será pouco?
Alexandre meu projecto,
bate, bate, errado ou certo!
Alexandre O'Neill
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Alexandre ONeil
Sabe tão bem visita uma biblioteca escolar e descobrir lá uma pérola: As poesias completas de Alexandre O'Neil.
Claro que requisitei o livro, pelo puro prazer de fruir da poesia de algúem que pensava diferente e tinha um sentido de humor (e ironia) fantástico.
Sá de Miranda Carneiro
comigo me desavim
eu não sou eu nem sou o outro
sou posto em todo perigo
sou qualquer coisa de intermédio
não posso viver comigo
pilar de ponte de tédio
não posso viver sem mim
que vai de mim para o Outro
Claro que requisitei o livro, pelo puro prazer de fruir da poesia de algúem que pensava diferente e tinha um sentido de humor (e ironia) fantástico.
Sá de Miranda Carneiro
comigo me desavim
eu não sou eu nem sou o outro
sou posto em todo perigo
sou qualquer coisa de intermédio
não posso viver comigo
pilar de ponte de tédio
não posso viver sem mim
que vai de mim para o Outro
domingo, 9 de fevereiro de 2014
A visita do escritor David Machado
Sabemos que os miúdos lêem pouco e também sabemos que "fazer" um leitor é um projeto para vários anos, é uma sementeira que se vai fazendo.
E por isso que aqui partilho a visita do escritor David Machado à EB1 do alto do Moinho em Vale de Milhaços. Este é um agrupamento que tem uma política continuada de promoção e de estímulo à leitura. A visita do escritor inseriu-se dentro deste lógica.
Os miúdos leram previamente algumas das obras dele, recontaram-nas, ilustraram-nas, viveram-nas, prepararam entrevistas e prepararam a visita que acaba por ser algo de mágico para eles.
À parte da visita gostei particularmente da ligação interdisciplinar que foi dada à leitura dos livros de David Machado. Um deles, o Tubarão na Banheira, foi ocasião de ida ao laboratório (da EB1, sim, não é engano!) de modo a se fazer o estudo dos espelhos e suas propriedades. Ah, que grandes cientistas (e leitores) se criam assim!
E por isso que aqui partilho a visita do escritor David Machado à EB1 do alto do Moinho em Vale de Milhaços. Este é um agrupamento que tem uma política continuada de promoção e de estímulo à leitura. A visita do escritor inseriu-se dentro deste lógica.
Os miúdos leram previamente algumas das obras dele, recontaram-nas, ilustraram-nas, viveram-nas, prepararam entrevistas e prepararam a visita que acaba por ser algo de mágico para eles.
À parte da visita gostei particularmente da ligação interdisciplinar que foi dada à leitura dos livros de David Machado. Um deles, o Tubarão na Banheira, foi ocasião de ida ao laboratório (da EB1, sim, não é engano!) de modo a se fazer o estudo dos espelhos e suas propriedades. Ah, que grandes cientistas (e leitores) se criam assim!
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