quarta-feira, 30 de setembro de 2009

904 - Não faço por menos

Bom, já que assim é e está escrito...

Programa de governo do partido socialista

Então

I want it all I want it all I want it all and I want it now
I want it all I want it all I want it all and I want it now

Ou será melhor aquela versão?

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo
Calai-vos que pode o povo
Querer um mundo novo a sério

sábado, 26 de setembro de 2009

903 - Mas eu sempre fui assim!

Finalmente tenho um tempinho entre dois momentos de trabalho intenso pois aproxima-se uma semana cheia para olhar um pouco para trás

Comentando o post 898 - Ah bom! menos mal A Clotilde diz-me para deixar o rapaz ir atrás do sonho

Mais à frente a propósito do post 900 - Não, não quero carregar o mundo a Maria diz-me que: "Não aceleres já, João, qu'isto ainda agora começou..."

E os dois post acabam por estar ligados. Olhando para o rapaz, revejo-me em absoluto.
Sempre fui inquieto. Lembro-me bem de ter uns 14 / 15 anos e de a mãe de uma amiga da altura me dizer: " Voa alto, João!, não ligues à mediocridade"

Como isso me marcou!

Ora isso quer dizer que já voava nessa altura! foram os campeonatos de Xadrez, foram as aprendizagens com esse mundo de adultos que me fizeram crescer, foram os idos de 75/76/77 onde bebi tudo feito uma esponja...

Sempre fui inquieto e insaciável... Sei bem que isso é qualidade e defeito. A Maria escreve o que muitos já me disseram em ocasiões em que me acharam ver mais stressado e "atirado de cabeça para os cornos do touro"

Sei bem que dizer: "sempre fui assim, não posso mudar" pode ser alibi para não fazer o esforço de me temperar mas, custa tanto "ficar parado à espera de acontecer"

Foi por isso que decidi registar o diálogo com o meu rapaz a propósito da banda. Não é que me preocupe a banda! eu até acho e me queixo que os meus filhotes são uns "atados" comparando com o que eu já fazia na idade deles

(pausa para escrever que nem sei como reagiria se eles me pedissem para fazer o que fiz quando tinha a sua idade)

O que me faz pensar é como a história se repete
O que me faz pensar é as quedas que os rapazes terão que fazer
O que me faz pensar é as desilusões que terão que passar
O que me faz pensar é o nº de adultos que lhes irão cortar as asas
O que me faz pensar é o nº de adultos que lhes dirão aguenta aí
O que me faz pensar é que se calhar...

Sei lá o que me faz pensar...
Sei que, para mim, crescer e voar nem sempre foi fácil
O que será para eles? não posso voar por eles, nem posso beber o seu cálice.

Tenho que fazer como na canção:
"that's what friends are for"

Eu deixo-o ir atrás do sonho. Serei eu capaz de continuar a ir atrás dos meus? e será que estes valem a pena e fazem sentido?

(Ah, bom! afinal ainda não há baterista - Que pena...)

902 - Não, não esqueço!





















Ía dar ao post o título: "Que bem me faz agora o mal que (nos)me fizeste"

Mas o facto é que ainda não esqueçemos
Não estamos tão mais fortes que nos seja agora indiferente

Aprendemos muito. Isso sim. E isso agradeço!
Sei agora que faz sentido lutar por causas

A razão mesmo vencida não deixa de ser razão

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

901 - Quando faltam as palavras



Enfim...
Pois, parece um lugar comum...
E o que tem de extraordinário pequenos (enormes) gestos de amizade que tornam menos duro o viver quotidiano ou até os pequenos dramas quecada um vive?

Para outros, talvez nada... para os visados tudo! e também chorei ao saber que o e-mail que mandei com isto tinha calado fundo a quem dele precisava.
Claro que o mundo continuará a girar mas talvez alguém vá esta noite deitar-se um "niquito" mais leve. Valeu a pema pois

Não concebo o viver humano sem este olhos nos olhos e mãos nas mãos. Para o bem e para o mal.

And I never thought I'd feel this way
And as far as I'm concerned
I'm glad I got the chance to say
That I do believe I love you

And if I should ever go away
Well, then close your eyes and try to feel
The way we do today
And then if you can remember

Keep smilin', keep shinin'
Knowin' you can always count on me, for sure
That's what friends are for
For good times and bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for

Well, you came and opened me
And now there's so much more I see
And so by the way I thank you

Whoa, and then for the times when we're apart
Well, then close your eyes and know
These words are comin' from my heart
And then if you can remember, oh

Keep smiling, keep shining
Knowing you can always count on me, for sure
That's what friends are for
In good times, in bad times
I'll be on your side forever more
Oh, that's what friends are for

Whoa... oh... oh... keep smilin', keep shinin'
Knowin' you can always count on me, for sure
That's what friends are for
For good times and bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for

Keep smilin', keep shinin'
Knowin' you can always count on me, oh, for sure
'Cause I tell you that's what friends are for
For good times and for bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for (That's what friends are for)

On me, for sure
That's what friends are for
Keep smilin', keep shinin'

900 - Não, não quero carregar o mundo



Não tenho a pretensão de ser um novo Atlas ou de imaginar que posso mudar ou carregar o mundo sozinho.
O facto é que ando numa azáfama tremenda que nem me dá tempo para escrever neste meu "díario". (como se antes não andasse também! enfim...)

Bom, o interessante é que um destes dias a esposa queixava-se que já estava estourada e que precisava de descansar. Rematou o diálogo com um: "pensas que eu tenho o teu ritmo de trabalho?"

Tomei a frase como um elogio!

No entanto, há que saber dosear o esforço. Num dos post abaixo escrevi sobre uma bela lição de vida.

Deitar cedo e cedo erguer
dásaúde e faz crescer...
Diz o gigante contente!

Mas cedo se deita e levanta
muita gente.

A razão para ser GIGANTE
deve ser bem diferente

Teresa Marques

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

899 - Poetas



À procura de milhentas coisas e desbravando milhentos papeis descubro isto.

Fiquei parado a lê-lo durante uns bons minutos:


Poetas

Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!


Florbela Espanca

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

898 - Ah bom! menos mal



Contexto:
Cena familiar entre um pai, uma mãe e um filho de 14 anos

Acto 1:
A mãe: O rapaz já falou contigo?
O pai: ...
A mãe: É que o rapaz que usar a garagem para fazer uma banda!
O pai: Ah?!
A mãe: sim, uma banda... Vai pôr lá uma bateria e as violas. Esteve a falar comigo... Disse-lhe para falar contigo.

Acto 2:
O pai: então queres fazer uma banda?
O rapaz: Sim!
O pai: hum... e já tens o grupo?
O rapaz: quer dizer... somos só dois... Eu toco viola e o ... também. Falta arranjar alguém que toque bateria. Não conhecemos ninguém
O pai: Ah!

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E eis que o pai não morreu de susto e sobreviveu. Afinal o grupo são só dois que mal sabem tocar viola (o rapaz começou a aprender em Abril...)

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E pronto! cumpre-se a canção do Rui Veloso. Embora pessoalmente não guarde gratas recordações dos meus 14 anos. Ou melhor, de algumas vivências sim, das dúvidas e indecisões e da incerteza do futuro nadinha mesmo. não havia mesmo esterelas no céu e não me revejo na canção do "ai quem me dera ter outra vez vinte anos!"

Nao há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?

A primavera da vida bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

Vou por ai às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se nao fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

Nao há estrelas no céu...

Carlos Tê

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...