quinta-feira, 30 de novembro de 2006

120 - Auto - retrato V


Pois... Será bom manter este optimismo e idealismo!
Voar, mesmo contra toda a lógica e, se não der, a culpa é da "kriptonite"
É esta lógica inocente contra toda a lógica que faz sentido
Up, Up and Away

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

119 - Suave Tristeza ou Tristeza Suave?




















Suave tristeza - Madredeus
Letra e música de Carlos Maria Trindade



Que suave é a tristeza
que sai desse teu olhar
desse rosto de Princesa
cansado de olhar o mar
Dão as ondas a certeza
de a maré nunca acabar
fica-te uma esperança acesa
a de ver o amor voltar
a de ver o amor voltar
Lá ao longe que beleza
põe-se o sol nasce o luar
mas nem por isso a Princesa
deixa de olhar o mar
Amanhece um céu turquesa
as estrelas vão descansar
só não repousa a Princesa
escrava deste seu amar
na esperança de o amor voltar
escrava deste seu amar
na esperança de o amor voltar


"Sweet Sadness" - Madredeus
Lyrics and music by Carlos Maria Trinidade


How soft is the sadness
coming from your regard
from that Princess’s face
tired of staring at the sea
Waves give a certainty
of a never ending tide
you keep a lightened hope
of seeing love return
of seeing love return
Far off yonder what beauty
makes the sun give birth to the moon
Still the Princess doesn’t stop
staring at the sea
Dawns a turquoise sky
the stars are going to rest
only the Princess doesn’t
slave to this loving of her’s
hoping that love returns
slave to this loving of her’s
hoping that love returns

terça-feira, 28 de novembro de 2006

118 -La chanson des vieux amants

























Bien sûr, nous eûmes des orages
Vingt ans d’amour, c’est l’amour fol
Mille fois tu pris ton bagage
Mille fois je pris mon envol
Et chaque meuble se souvient
Dans cette chambre sans berceau
Des éclats des vieilles tempêtes
Plus rien ne ressemblait à rien
Tu avais perdu le goût de l’eau
Et moi celui de la conquête

Mais mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l’aube claire jusqu’à la fin du jour
Je t’aime encore tu sais je t’aime

Moi, je sais tous tes sortilèges
Tu sais tous mes envoûtements
Tu m’as gardé de pièges en pièges
Je t’ai perdue de temps en temps
Bien sûr tu pris quelques amants
Il fallait bien passer le temps
Il faut bien que le corps exulte
Finalement finalement
Il nous fallut bien du talent
Pour être vieux sans être adultes

Oh, mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l’aube claire jusqu’à la fin du jour
Je t’aime encore, tu sais, je t’aime

Et plus le temps nous fait cortège
Et plus le temps nous fait tourment
Mais n’est-ce pas le pire piège
Que vivre en paix pour des amants
Bien sûr tu pleures un peu moins tôt
Je me déchire un peu plus tard
Nous protégeons moins nos mystères
On laisse moins faire le hasard
On se méfie du fil de l’eau
Mais c’est toujours la tendre guerre

Oh, mon amour…
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l’aube claire jusqu’à la fin du jour
Je t’aime encore tu sais je t’aime.

Brel

Imagem retirada daqui

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

117 - Viva o poeta

Algumas efemérides:

a 24 de Novembro, se fosse vivo, António Gedeão, teria feito 100 anos

a 26 de Novembro, morreu Mário Cesariny

Como disse alguém:

Morreu o corpo do poeta, fica a poesia e o poeta.

sábado, 18 de novembro de 2006

116 - Fado Português















O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

115 - Quem te criou, sagrou-te Português



O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Deus quis que a Terra fosse toda uma
Que o mar unisse, já não separasse
Sagrou-te e foste desvendando a espuma

E a orla branca foi
De ilha em continente
Clareou correndo até ao fim do mundo
E viu-se a terra inteira, de repente
Surgiu redonda do azul profundo

Quem te sagrou, criou-te português
Do mar e nós em ti nos deu sinal
Cumpriu-se o mar e o império se desfez
Senhor, falta cumprir-se Portugal

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

114 - Quando a realidade ultrapassa o imaginado

http://www.desaparecidos.org/arg/victimas/

Sólo le pido a dios
Que el dolor no me sea indiferente
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacía y sola sin haber hecho lo suficiente

Sólo le pido a dios
Que lo injusto no me sea indiferente
Que no me abofeteen la otra mejilla
Después de que una garra me arañó la suerte

Sólo le pido a dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente

Sólo le pido a dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede más que unos cuantos
Esos cuantos no lo olviden fácilmente

Sólo le pido a dios
Que el futuro no me sea indiferente
Desahuciado esta el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente

Sólo le pido a dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente

(León Gieco)

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...