domingo, 25 de setembro de 2011

1405 - Outra margem / primeiros dias de aulas













E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem
Vinham do campo e da cidade
Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p’rá escola. Que desejavam?
De face suja, iluminada?
Traziam sonhos e pesadelos.
Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.
Ali chegavam. Ali estavam.
Eram já velhos? Eram meninos?
Vinham p’rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sozinhos.
Lá da planície. Lá da cidade.
Das casas pobres. Dos bairros tristes.
Vinham p’rá escola: a novidade.

E com uma estrela na mão direita
E os olhos grandes e voz macia
Ali chegaram para aprender
O sonho a vida a poesia.

Maria Rosa Colaço

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

1404 - Um dia intenso

Hoje tive um dia bem cheio com duas reuniões, uma de manhã e outra de tarde.

Felizmente que vivo num país lindíssimo, com sol quase todo o ano, o que permitiu ter uma hora de almoço ao ar livre e com vista para o rio lá para as bandas do Seixal.

Que bem que soube! Quem dera que os dias pudessem ter todos um momento Zen!


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

1403 - primeira aula do ano

Primeira aula deste ano lectivo...

Uma turma de 7º ano com um grande grupo de rapazes... Os putos estão agitados e há umas conversas paralelas...

Vi aquilo mal parado para lhes falar um pouco de mim e do que vão aprender...

Lembrei-me de lhes falar de que podíamos fazer um blogue e começámos logo a pensar num primeiro texto. Passados poucos minutos os putos estavam conquistados e a trabalhar no primeiro post!

Bendita experiência de já 24 anos de ensino que nos permite ter estratégias que motivam e controlam uma aula sem que seja necessário algum autoritarismo que não leva a nada e que eles estão à espera

Vamos ao trabalho. Não há uma segunda oportunidade para uma primeira impressão
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Texto retirado daqui:

Faz a diferença!

Era uma vez um escritor que morava numa tranquila praia, próxima de uma colónia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa a escrever.
Certo dia, caminhando pela praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto do vulto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta na água.
– Porque fazes isso? – perguntou o escritor.
– Não está a ver? – explicou o jovem – A maré está baixa e o Sol está muito quente. Elas vão secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se:
– Meu jovem, existem milhares de quilómetros de praias por todo o mundo e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Jogas umas poucas no mar. A maioria vai morrer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta na água e olhou para o escritor.
– Sim, mas para esta eu fiz a diferença.
Naquela noite o escritor não conseguiu dormir, nem sequer conseguiu escrever. Pela manhã, voltou à praia, uniu-se ao jovem e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

Rangel, Alexandre (Org.) (2002). As mais belas parábolas de todos os tempos, vol.1, pág.97. Editora Leitura.


Tal como nesta estória, faço votos que cada um dos professores consiga fazer a diferença na vida dos seus alunos.
Desejo-vos um excelente ano letivo, repleto de realizações pessoais e profissionais.
Faz a diferença!

Maneras de leer - Encuentros de buenas práticas lectoras

Decorreu em Madrid entre os dias 20 e 21 de Setembro um encontro de boas práticas leitoras.
Vale a pena consultar o web site. Ideias não faltam
 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

1402 - o que por aqui se ouve

Quanto mais ouço a sua obra, mais percebo que Mozart era, de facto, um génio, um predestinado. Por vezes infantil, por vezes brincando, por vezes sério, mas sempre brilhante.

1908 (da consciência da existir) - 25 anos de trabalho em bibliotecas

Faz hoje, dia 1 de setembro, 25 anos que comecei a trabalhar no mundo das bibliotecas escolares. Tudo começou a 1 de setembro de 2001, por a...