A poesia não vai à missa,
não obedece ao sino da paróquia,
prefere atiçar os seus cães
às pernas de deus e dos cobradores
de impostos.
Língua de fogo do não,
caminho estreito
e surdo da abdicação, a poesia
é uma espécie de animal
no escuro recusando a mão
que o chama.
Animal solitário, às vezes
irónico, às vezes amável,
quase sempre paciente e sem piedade.
A poesia adora
andar descalça nas areias do Verão.
Eugénio de Andrade
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1905 - (da consciência de existir) O uso do telemóvel e a perda da experiência ao vivo
Há u m gesto que se tornou quase inevitável em qualquer espetáculo ao vivo: o erguer do telemóvel. No caso de um concerto em sala de espet...
-
Sempre que acabo as aulas e chego a Julho (embora ainda me faltem uns dias cheios de trabalho antes de entrar de férias), dá-me uma vontade ...
-
Por estes dias estou envolvido em altas obras de engenharia no jardim... Meti-me a fazer uma parede de tijolo de vidro, de há uns meses prom...
-
Hoje foi finalmente o dia das arrumações de papéis que há tanto estava a protelar e que ficou inacabada pois deu-me a neura... Para além dos...
Sem comentários:
Enviar um comentário