quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

1271 - Pátria minha


































Tal como escrevi há dias atrás, à hora em que passo na ponte o sol já bate nas fachadas pois anoitece cada vez mais tarde.
É fantástico como em poucos dias as cores mudam tanto...
Estas são fotos de hoje

Ver Lisboa desta perspectiva faz-me sempre lembrar regressos de qualquer lugar ou de alguma coisa, saudades e gosto do reencontro

(que fazer? sou assim)

De pensamento em pensamento chego a uma das músicas que constariam da minha playlist- "Uma flor de verde pino"

A noção de Pátria e de amor por ela
uma vaga sensação nostálgica (talvez dada pelo amor que se tornou impossível)
Um rio sem leito e uma taça sem vinho
Um país adiado mas muito amado
Um amor louco e insaciável por uma Lisboa que todos os dias muda e em que todos os dias se descobrem novas facetas tal como numa paixão avassaladora

Amor, saudade, pátria, desejo, impossíbilidade. Deve ser por isso que me apaixonei por esta música desde o primeiro dia (e logo eu que na altura em que foi cantada pela primeira vez era adolescente e o que se ouvia eram ainda os Beatles, os Queen e Rolling Stones...)




Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarra nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.

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