segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

1547 - Mensagem de ano novo

Assim como a minha laranjeira que esteve 3 anos sem nada produzir e que estive quase para arrancar, sendo que o ano passado já deu frutos e que, este ano, está carregadinha de laranjas, também não desanimarei ao longo deste ano que amanhã começará!

Estou certo que se conseguirá sobreviver a quem nos quer derrubar e colocar fora!

Sobrevivemos!

Haja muita paciência










Desesperar Jamais

Ivan Lins

Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo

Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer

No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais

1546 - Não nos podem cortar o verão, nem o azul que mora aqui em 2013



domingo, 9 de dezembro de 2012

Ler é sonhar acordado

“Ler é sonhar acordado. O simples ato de virar uma página abre mil portas de um universo fantástico, povoado de sonhos, mistérios, fantasias, desafios…”
R. Murray
“Ler é sonhar acordado. O simples ato de virar uma página abre mil portas de um universo fantástico, povoado de sonhos, mistérios, fantasias, desafios…” R. Murray

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Concurso literário O LIVRO DA MINHA VIDA

Uma boa ideia a repetir pelas nossas escolas.

Concurso literário O LIVRO DA MINHA VIDA
Concurso Literário
O LIVRO DA MINHA VIDA

Uma iniciativa da biblioteca escolar do Agrupamento de escolas de Mora, aberto a todos os alunos, podendo concorrer até ao dia 25 de Fevereiro de 2013.

Via O Piparote - Ler mais » »

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Um livro como pagamento

Apanhado no facebook...

Absolutamente fantástico! confesso que eu também era capaz de abrir uma banca assim. não resistiria ;-)
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Enquanto isso nas ruas de Curitiba, me deparo com esta cena...
Perguntei ao simpático vendedor de brincos:
-Prefere que te paguem com livro ou dinheiro?
Ele sorrindo me respondeu:
-Com livro, pois ele alimenta minha alma!
Eu sorri junto e dei a ele o livro que estava lendo :)
"Os livros não mudam o mundo. Os livros mudam as pessoas, as pessoas mudam o mundo." (Mário Quintana)

Foto: Enquanto isso nas ruas de Curitiba, me deparo com esta cena... Perguntei ao simpático vendedor de brincos: -Prefere que te paguem com livro ou dinheiro? Ele sorrindo me respondeu: -Com livro, pois ele alimenta minha alma!  Eu sorri junto e dei a ele o livro que estava lendo :) "Os livros não mudam o mundo. Os livros mudam as pessoas, as pessoas mudam o mundo." (Mário Quintana)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Pausa para almoço

Escultura de J. Seward Johnson Jr. intitulada "Out to Lunch" 
Em Palmer Square, Princeton, New Jersey - USA.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O conto tradicional

Eu estive lá e adorei! assim se promove a leitura a partir da mais tenra idade

O António Fontinha é um contador de histórias e tem feito um trabalho notável junto das crianças e adultos, recolhendo a nossa tradição oral e transmitindo-a às novas gerações. Eis o relato da sua ida à EB1 do Alto do Índio (concelho do Seixal) 

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texto daqui

Estação do Livro - António Fontinha

Hoje no âmbito da Estação do Livro realizou-se a atividade Conto tradicional, sessão de contos tradicionais portugueses com António Fontinha.
Os alunos do 2ºC e do 2ºD e as crianças do JI da sala B, adoraram a sessão, e os adultos presentes deliciaram-se com este contador tão especial que vai preservando e divulgando pelo país inteiro, a nossa cultura oral.
Pelas aldeias, junto da população mais envelhecida, vai enriquecendo o seu reportório, contribuindo para que estas memórias não se percam. 
As nossas ORIGENS na tradição oral.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta foi mais uma atividade com muita qualidade que foi patrocinada pela Biblioteca Escolar que como disse António Fontinha é amiga desta Biblioteca...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A frase da semana

“Mis dos cosas favoritas en esta vida son las bibliotecas y las bicicletas. Ambos llevan a la gente adelante sin gasto alguno. El día perfecto consiste en ir paseando en bicicleta hasta la biblioteca.
Peter Golkin

a partir daqui

terça-feira, 13 de novembro de 2012

1545 - Tempo de pausa!

Decidi fechar este blogue por uns tempos! Tudo tem o seu tempo e acho que superei uma etapa.
O blogue, foi mesmo muito importante numa determinada etapa da minha vida.
Hoje estou noutra onda (boa ou má, não interessa). Apenas acho que deixou de fazer sentido!

Talvez volte! quem sabe?

Ao longo destes anos este poema tornou-se verdade! Ainda bem!

É possível falar sem um nó na garganta.
É possível amar sem que venham proibir.
É possível correr sem que seja a fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão.
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros.
Se te apetece dizer não, grita comigo: não!

É possível viver de outro modo.
É possível transformar em arma a tua mão.
É possível viver o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre, livre, livre.

Poema de Manuel Alegre


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Outras formas de leitura

Também é leitura aquela que se faz a partir de imagens Este vídeo foi feito a partir de centenas de fotos de família e demorou cerca de 2 meses para ser concluído.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

1543 - Ma liberté


 

 

 

Ma Liberté

Ma liberté
Longtemps je t'ai gardée
Comme une perle rare
Ma liberté
C'est toi qui m'as aidé
A larguer les amarres
Pour aller n'importe où
Pour aller jusqu'au bout
Des chemins de fortune
Pour cueillir en rêvant
Une rose des vents
Sur un rayon de lune
Ma liberté
Devant tes volontés
Mon âme était soumise
Ma liberté
Je t'avais tout donné
Ma dernière chemise
Et combien j'ai souffert
Pour pouvoir satisfaire
Toutes tes exigences (ou: Tes moindres exigences)
J'ai changé de pays
J'ai perdu mes amis
Pour gagner ta confiance
Ma liberté
Tu as su désarmer
Toutes mes habitudes
Ma liberté
Toi qui m'a fait aimer
Même la solitude
Toi qui m'as fait sourire
Quand je voyais finir
Une belle aventure
Toi qui m'as protégé
Quand j'allais me cacher
Pour soigner mes blessures
Ma liberté
Pourtant je t'ai quittée
Une nuit de décembre
J'ai déserté
Les chemins écartés
Que nous suivions ensemble
Lorsque sans me méfier
Les pieds et poings liés
Je me suis laissé faire
Et je t'ai trahi pour
Une prison d'amour
Et sa belle geôlière

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Porque a leitura também é desinquietação



Ultimatum- Álvaro de Campos

Mandato de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu,
eles,
snob,
plebeu,
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade
e tu, da juba socialista, e tu, qualquer outro
Ultimatum a todos eles
E a todos que sejam como eles
Todos!

Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
Que nem te queria descobrir

Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo
Vós, anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores
Para quererem deixar de trabalhar

Sim, todos vós que representais o mundo
Homens altos
Passai por baixo do meu desprezo
Passai, aristocratas de tanga de ouro
Passai, frouxos
Passai, radicais do pouco

Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa
Descascar batatas simbólicas
Fechem-me tudo isso a chave
E deitem a chave fora
Sufoco de ter só isso a minha volta
Deixem-me respirar
Abram todas as janelas
Abram mais janelas
Do que todas as janelas que há no mundo

Nenhuma ideia grande
Nenhuma corrente política
Que soe a uma ideia grão
E o mundo quer a inteligência nova
A sensibilidade nova
O mundo tem sede de que se crie
Porque aí está apodrecer a vida
Quando muito é estrume para o futuro
O que aí está não pode durar
Porque não é nada

Eu da raça dos navegadores
Afirmo que não pode durar
Eu da raça dos descobridores
Desprezo o que seja menos
Que descobrir um novo mundo
Proclamo isso bem alto
Braços erguidos
Fitando o Atlântico
E saudando abstractamente o infinito.

(Álvaro de Campos, em 1917)

sábado, 20 de outubro de 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A ilustração


O que acontece aos pares das meias depois de lavadas?  (inspiração deste post a partir daqui)
 
 
Num blogue sobre leituras, faz muito sentido escrever sobre a ilustração e os ilustradores. Quantos e quantos livros ganham novo(s) sentido(s) através da  ilustração e da criatividade do ilustrador?
Veja-se o pormenor das meias  que este infeliz tem calçadas...
 
Faz todo o sentido convidar o ilustrador a falar das histórias e como as vê e lê!
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(Ah, a propósito, aqui por casa também mora o mesmo demónio das meias)
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

1541 - Memórias de Adriano

Soube ontem pela Maria que fez "30 anos que Adriano nos deixou fisicamente.
Ficou a sua voz, a voz da ternura, para o sentirmos por perto..."


Passaram já 30 anos!!!
Lembro-me bem do dia em que a anunciaram. Era estudante universitário em Coimbra e estava no 1º Ano. Até essa altura, ouvia o Adriano mas não lhe dava especial atenção. Com Coimbra e ao ouvir o fado comecei a ouvi-lo com mais e mais atenção, tendo ainda o privilégio de o ouvir às refeições através da rádio Universidade (era mesmo um privilégio e eram bons tempos aqueles, os do associativismo). Arranjei ainda umas cassetes com a música dele. Por uns tempos tive um pseudónimo chamado "Adriano" que usava para escrever uns textos sobre determinadas temáticas.

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Passaram-se 30 anos. Dos meus sonhos de universitário, penso que não cumpri nenhum! (daqueles que me lembro), nasceram outros. Como dizia uma canção do Lennon "A vida é tudo o que te acontece apesar de poderes ter outros projetos"

Não faz mal! penso que mantive aquela ideia de acertar, de viver uma vida cheia, de procurar realizar-me. Tem sido difícil, mas tenho que reconhecer que fiz caminho.

30 Anos!

Top dos 10 livros mais lidos no mundo



Não sei quem o fez.

Pergunto:

1-  Já leste algum/todos?
2 - Qual o que, na tua opinião faltará neste lote?
3 - Qual(is) o que deveria(m) estar aqui?

1540 - outono

Pablo Neruda - Amantes

Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.

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Confesso que adoro as chuvadas de outono.
Confesso que a minha romanzeira me deu umas belíssimas romãs (umas 12) e que foi o tempo que levei a cuidar dela no inverno passado que a fez ser tão importante. 

O outono não traz nem o fim nem morte mas a eternidade da natureza!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Voluntários de leitura

Voluntários de Leitura

Gostas de ler?
Gostavas de ler para outros?
Queres ser voluntário de leitura?
A tua escola precisa de voluntários de leitura?
Queres ter um voluntário de leitura que te acompanhe?

Este projeto destina-se a ti!


Nasceu com o objetivo de potenciar o desenvolvimento de uma rede nacional de voluntariado na área de promoção da leitura, o projeto “Voluntários de Leitura”, e foi criado pelo Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas (CITI), Unidade de Investigação da FCSH/NOVA, é coordenado por Isabel Alçada, atualmente investigadora do centro, e conta com os seguintes apoios: 
- Fundação Calouste Gulbenkian; 
- Rede Aga Khan para o Desenvolvimento; 
- Montepio Geral.

domingo, 14 de outubro de 2012

1539 - Presente e futuro

 

 

 

 

 

Soneto presente

Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.

Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.

José Carlos Ary dos Santos

É preciso ler

É preciso ler, é preciso ler...

E se em vez de exigir leitura o professor decidisse de repente partilhar o seu prazer de ler?

Daniel Pennac, in Como um romance