terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Para que serve ler (I)?

“Leer sirve para batallar verbalmente, para poder proferir algo más que juicios triviales; pero leer sirve también para prorrogarse, para darse experiencias que jamás se tendrán, para contener la finitud y el miedo”.
Justo Serna

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A promoção da leitura é possível!

É sempre bom visitar uma escola e ver algo a acontecer!
Numa altura em que se ouvem alguns professores bibliotecários a dizer que cada vez é mais difícil a articulação curricular e que ninguém está disposto a colaborar, sabe bem assistir à realização de uma atividade de parceria. Na Escola Básica de Pinhal de Frades no Seixal, o departamento de Língua Portuguesa e a Biblioteca Escolar organizam um concurso de leitura, bem à maneira da TV. Foi giro ver o entusiasmo dos meninos e foi ainda melhor ver que a articulação é bem possível. É só querer!
Destas atividades só podem sair mais e melhores leitores.

 


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Livro dos corações (apaixonados?)

Livro dos corações com origem na Dinamarca, cerca de 1550. Consta de 85 baladas de amor e é considerado como um dos livros antigos mais estranhos de gido à sua forma de coração. Já no referente às cantigas de amor, o nosso D. Dinis já as fazia!


Libro de los Corazones. Dinamarca, c. 1550. Consta de 85 baladas de amor y es considerado como uno de los libros antiguos más extraños por su original forma de corazón.


fonte: perfil facebook Biblioteca Universidad de Huelva
 

domingo, 8 de dezembro de 2013

A promoção da leitura nas bibliotecas escolares

Nestes quase três anos que levo como coordenador interconcelhio para as bibliotecas escolares nunca me tenho esquecido de perguntar, quando visito uma biblioteca escolar, sobre como está a escola no relativo aos empréstimos domiciliários: os alunos requisitam muito ou pouco, tem aumentanto, diminuído, que ações têm sido feitas tendo em vista a promoção da leitura? ...

Confesso que, por vezes, saio desiludido de algumas bibliotecas ao percecionar que alguns professores bibliotecários baixam os braços e acham que é uma inevitabilidade que os alunos não leiam.

Discordo deste ponto de vista. Tento argumentar e dar-lhes pistas...

Foi com muito agrado que vi na BE Carlos Ribeiro em Pinhal de Frades, concelho do Seixal, que uma das minhas sugestões tinha sido acolhida e que o fundo documental mais destinado aos alunos do 2º ciclo tinha sido reorganizado e lhe dada nova arrumação e organização. Pelos vistos esta estratégia tem dado bom resultado. Viva quem tenta!




domingo, 24 de novembro de 2013

E o que fazer quando estamos mesmo presos a um livro?

Há livros comuns, há outros que nos prendem tanto, tanto, que aproveitamos todo e qualquer momento para continuar a lê-lo com vista de chegar ao fim.

Da minha parte, gosto de prolongar o momento e evito acabá-lo tão cedo quanto possível, com medo da posterior sensação de vazio.No fim de contas os personagens da história tornaram-se familiares e custa vê-los partir... 

Como fazer para fazer leitores competentes que ganhem  o gosto pela leitura?

sábado, 23 de novembro de 2013

Palavras certeiras















Hoje apeteceu-me ler poesia, palavras bem escritas...

Palavras certeiras de José Fanha

Quero minhas palavras
necessárias como pão
ou como roupas.

Palavras duras
como pedras
como punhos
atirados
contra o esquecimento.

Palavras rápidas
e finas
que deixem
sulcos finos
tal como chicotes.

Palavras certeiras
como balas
que atinjam
cada um
extamente
entre os olhos.

Só estas palavras
nos ocnhecem a todos
só estas palavras
nos chamam ao passar
o resto são vazios
histórias para dormir
maneiras de calar.

Que palavras verdadeiras
essas
são para acordar.

São palavras certeiras
como balas
que atinjam
cada um
excatamente
entre os olhos.





sexta-feira, 22 de novembro de 2013

15 sugestões de livros para dar de presente de natal a um(a) bibliotecário(a)


Os Bibliotecária(o)s adoram receber livros e adoram ler livros sobre bibliotecas e bibliotecários. Se quiser dar um presente a um bibliotecário neste natal, sem errar, basta seguir o link abaixo que remete para um excelente posto do blogue: "Bibliotecários sem fronteiras" 

domingo, 17 de novembro de 2013

1586 - frutos de Outono

 Após a época das maçãs, tive em outubro Romás e pela primeira vez Kiwis.

Agora é altura da calda bordaleza.

Quantos mais terei para o ano?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Estratégias para conquistar leitores II

Eis outra das estraytégias de promoção de leitura que me farto de tentar fomentar nas Bibliotecas Escolares e que vi na Biblioteca Municipal de Oeiras. Estantes organizadas temáticamente. Esta é dedicada ao fantástico.

Estou certo que os amantes da área encontraram aquilo que gostam. Sei que não é fácil pôr adolescentes a ler, mas sem encontrar e pensar em novas estratégias a coisa ainda fica mais difícil. Nada fazer é que não resolve nada.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Estratégias para conquistar leitores

De visita à Biblioteca Pública de Oeiras dou de caras com este carrinho. confesso que me deu logo vontade de ver o que era lido pelos leitores!

Estou certo que esta estratégia tão simples é verdadeiramente eficaz!

Parabéns a quem teve a ideia!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ninguém nasce leitor!

Contexto: dia de reunião com uma professora bibliotecária.

Após uma visita à Escola e à biblioteca, sentamo-nos no gabinete de trabalho e fico de frente para o placard. Dou com o artigo publicado na Visão de há um ou dois anos at´ras: "ninguém nasce leitor" referia a Drª Teresa Calçada.

Confesso que não podia ser mais oportuno! Este´e um belíssimo programa de trabalho para uma biblioteca escolar e um lema a guardar bem vivo na memória.

Acrescentei eu, mais tarde, que ninguém nasce literato!

Será preciso mais para uma biblioteca se tornar naquilo que deve ser? 

sábado, 12 de outubro de 2013

1584 - Le plat pays

Depois de lá ter estado entende-se muito melhor!







Le Plat Pays :

Avec la mer du Nord pour dernier terrain vague
Et des vagues de dunes pour arrêter les vagues
Et de vagues rochers que les marées dépassent
Et qui ont à jamais le cœur à marée basse
Avec infiniment de brumes à venir
Avec le vent de l'est écoutez-le tenir
Le plat pays qui est le mien

Avec des cathédrales pour uniques montagnes
Et de noirs clochers comme mâts de cocagne
Où des diables en pierre décrochent les nuages
Avec le fil des jours pour unique voyage
Et des chemins de pluie pour unique bonsoir
Avec le vent d'ouest écoutez-le vouloir
Le plat pays qui est le mien

Avec un ciel si bas qu'un canal s'est perdu
Avec un ciel si bas qu'il fait l'humilité
Avec un ciel si gris qu'un canal s'est pendu
Avec un ciel si gris qu'il faut lui pardonner
Avec le vent du nord qui vient s'écarteler
Avec le vent du nord écoutez-le craquer
Le plat pays qui est le mien

Avec de l'Italie qui descendrait l'Escaut
Avec Frida la Blonde quand elle devient Margot
Quand les fils de novembre nous reviennent en mai
Quand la plaine est fumante et tremble sous juillet
Quand le vent est au rire quand le vent est au blé
Quand le vent est au sud écoutez-le chanter
Le plat pays qui est le mien

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Todo o ser vivo necessita de alimento

Todo o ser vivo necessita de alimento. No caso do ser humano, o seu cérebro necessita também de um alimento particular que o estimule, que o mantenha ativo, que favoreça as sinapses. Esse alimento pode ser diversificado. Um deles é a leitura!

domingo, 15 de setembro de 2013

No dia de Aniversário de Manuel Maria Barbosa du Bocage


Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage nasceu em setúbal a 15 de Setembro de 1765. Celebra hoje o seu aniversário (Obrigado Fernanda Ledesma).

Como forma de homenagem ao poeta e a um concelho que passo a servir este ano letivo, partilho um dos sonetos de Bocage de que me muito me lembro em determinados dias menos felizes.


Importuna Razão, não me persigas

Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas;

Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Importuna Razão, não me persigas.

É teu fim, teu projecto encher de pejo
Esta alma, frágil vítima daquela
Que, injusta e vária, noutros laços vejo.

Queres que fuja de Marília bela,
Que a maldiga, a desdenhe; e o meu desejo
É carpir, delirar, morrer por ela.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Leituras de férias - Gabeiela, Cravo e Canela

Esta também foi uma das minhas leituras de férias deste ano. confesso que foi um enorme prazer.
Uma das primeiras impressões que me ficou do livro é que este estava muito bem escrito e isto fez logo toda a diferença. Considero-me um bom leitor e, ao ler obras como esta, identificamosl ogo quem escreve muito bem e quem escreve medianamente. Definitivamente, Jorge Amado, pertence ao grupo daqueles que escrevem mesmo muito bem!
Há ainda a considerar o facto de um 10/15 página o autor faz o enquadramento do contexto onde se vai desenrolar a ação: ficamos ocnhecedores dos personagens principais, do seu carácter, da trama, do que está em jogo, na narrativa, e isso faz todo o sentido.
Perder-se-á afirmar que o enredo é sucesso garantido: uma cidade que oscila entre um passado que marcou e o confronto com a necessidade de uma certa modernidade e de novas respostas aos problemas. Parece fácil sim, mas quantos escritores o escreveram tão genialmente como Jorge Amado?

A Gabriela,  o seu perfume, o seu caráter, prendem o leitor do início ao fim do livro.

Foi mesmo um enorme prazer!

 
Porque fizeste sultão de mim, alegre menina

Palácio real lhe dei, um trono de pedraria
Sapato bordado a ouro, esmeraldas e rubis
Ametista para os dedos, vestidos de diamantes
Escravas para serví-la, um lugar no meu dossel
E a chamei de rainha, e a chamei de rainha

Porque fizeste sultão de mim, alegre menina

Só desejava à campina, colher as flores do mato
Só desejava um espelho de vidro prá se mirar
Só desejava do sol calor para bem viver
Só desejava o luar de prata prá repousar
Só desejava o amor dos homens prá bem amar (2x)
No baile real levei a tu, alegre menina
Vestida de realeza, com princesas conversou
Com doutores praticou, dançou a dança faceira
Bebeu o vinho mais caro, mordeu fruta estrangeira
Entrou nos braços do rei, rainha mas verdadeira

sábado, 7 de setembro de 2013

Isto da leitura digital....

Com um enorme abraço aos meus companheiros de blogue (que me mantém na lista porque são pessoas extraordinárias).

Eu leitora sem tempo me confesso :) fã deste blogue, como fã da leitura.

Deixo-vos um vídeo extraordinário, a fugir ao papel mas a questionar-nos com inteligência e humor sobre isto da leitura digital. Para os que são docentes, votos de um ótimo ano, cheio de desafios!

PS: e prometo vir falar-vos das minhas leituras de férias, um destes dias.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Leituras de férias

Mais umas férias passaram e tive a oportunidade de as aproveitar também para pôr algumas leituras em ordem.Partilho-as aqui

Umas das primeiras foi "o silêncio do mar", um  livro escrito no decurso da II Guerra Mundial por Vercors (pseudónimo de Jean Bruller), ilustrador e escritor francês, que integrou a Resistência gaulesa durante aquele conflito. 

Trata-se de um pequeno livro onde se narra a história dos longos meses de convívio do narrador e sua neta com um oficial das SS, Werner von Ebbrenec. O oficial é músico de formação e vai ocupar uma parte da casa dos franceses. Estes, não podendo resistir de forma activa, opõem-se-lhe como podem. Com o silêncio, com o qual procuram fazer-lhe sentir o protesto pelo modo como a sua casa e o seu país estão ocupados. No entanto, a delicadeza deste oficial alemão é de tal que o mesmo aceita a posição dos seus anfitriões, visitando-os noite após noite, lançando palavras que sabe não terão resposta.

Este livro apesar de pequeno é bastante profundo e vai-nos  envolvendo, cada vez mais, no drama que se  desenrola naquela casa, pois à medida que os dois franceses (tio e sobrinha) vão conhecendo  melhor o oficial, vamos  também conseguindo compreender, cada vez melhor, o título do livro, visto que o seu silêncio é apenas aparente, tal como o do mar, pois dentro dele convivem muitos sons, cores e emoções. 

Toda a acção se desenrola num pequeno espaço e estuda o comportamento humano - e funcionaria lindamente num palco. As duas personagens francesas existem na pequena sala central à história como se peças de mobiliário fossem, imóveis e indiferentes à presença do oficial , que longe de os acossar - mesmo estando no papel de conquistador - os tenta de todos os meios arrebatar...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

1583 - fotos de férias I

Com a minha sobrinha de 5 anos numa destas tardes em que, para a entreteter resolvemos ir dar uma volta por Lisboa e arredores...

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Cena 1 - No parque da Serafina...

A rapariga lá faz o esforço de escorregar uma ou duas vezes e andar num baloiço mais uma ou duas vezes. Lá a levo a visitar outras distracções e os primos acompanham-me. Pouco a entusiasma à excepção do barco... Ainda assim, parece que nada a anima verdadeiramente...
A uma sombra a tia percebe que a rapariga queria era estar a fazer pinturas com batons e tintas para tatuagens no corpo em casa...

Mudamos-nos para o museu dos brinquedos em Sintra....

Cena 2 - No museu do brinquedo em Sintra em que na bilheteira lhe é dado um desenho para colorir no fim da visita...

Sobe-se de elevador para o piso 3, a rapariga pergunta:
- Oh tia, onde é que se pinta o desenho?
A tia responde:
- É no fim, olha agora os brinquedos
A rapariga responde:
- São velhos! onde é que se pinta  o desenho?

Faz-se um esforço para mostrar mais brinquedos... Pára-se num conjunto de Barbies...
-Oh sobrinha, qual a Barbie que preferes?
A rapariga aponta para uma qualquer
- É esta! quando é que se vai pintar o desenho?

Desce-se meio à pressa...

Já a pintar o desenho, depara-se com outra família com o mesmo problema. A petiz também só quer pintar o desenho, sendo que pai e avós vão ver o resto do museu e a pequena fica com a mãe sendo que também não à forma de a fazer sair dali... Mais tarde, responde ela, quando a mãe lhe pergunta quando quer ver o resto do museu...

Cena 3 - À saída do museu

A sobrinha larga a mão e dirige-se para a bilheteira. Pergunta muito despachada:
- Tens rifas?
A funcionária responde:
- Era só mesmo isso que me faltava!

E assim se passa uma tarde bem divertida! É o caso para se dizer que assim são as novas gerações ou que se tem uma sobrinha cheia de personalidade!  





Era uma vez uma carochinha!













Em tarde de arrumações no escritório e entre milhares de papéis, deparo-me com este azulinho que tem lá escritas as seguintes palavras:

Os livros - José Jorge Letria


Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos
.
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Deve ser por isto que gosto de arrumações! 

domingo, 28 de julho de 2013

1582 - O ritmo da natureza

Pelo meu jardim não há excesso de trabalho ou falta dele. há um ritmo que se reula pela luz solar.

Agora é Verão e tempo de amadurecimento: Maças, Kiwis, Amêndoas; Laranjas!

(faltou-me fotografar a românzeira) 








As férias

Do mural do Facebook de Ana Maria Pedro

 


As férias
Hoje, venho falar das férias: é o tempo delas, como se diz que é o tempo das cerejas. Outra árvore dá estes frutos, e a mesma árvore os arranca: os dias as trazem até nós, os dias as levam. Neste escoar se vai o tempo, mas enquanto as férias se aproximam tudo é desejá-las, fazer projectos, embalar ilusões. Chegado o dia, temos diante de nós um espaço vazio à espera, como uma grande sala que é preciso habitar. Que vamos pôr lá dentro? (...) Seja como for, os dias de férias ganham de repente um valor que os outros não tiveram. São dias totalmente disponíveis, à mercê da imaginação e das posses de cada qual. O tempo desligou-se da mecânica do relógio, é uma dimensão não delimitada, um pedaço de barro diante das mãos que o vão modelar.
As férias são também uma obra de criação. (...)
José Saramago, "Deste Mundo e do Outro".
A imagem pertence à pintora norte-americana Peggi Kroll-Roberts e trouxe-a do Clube de Leitores.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Bibliotecas Escolares - Incentivo à leitura


Bibliotecas Escolares - Incentivo à leitura from Guilherme Vila on Vimeo.
Curta-metragem documentário realizado em 2013 como trabalho de encerramento da disciplina de Fundamentos em Biblioteconomia e Ciência da Informação no curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Direção, Filmagem e Edição: Guilherme Leone Vila
Produção: André Luís Felipin, Vinícius Gianeis de Souza, Guilherme Leone Vila, Marciel Henrique Draghetta
Roteiro: André Luís Felipin, Vinícius Gianeis de Souza, Marciel Henrique Draghetta, Guilherme Leone Vila, Carlos Eduardo Barcella Ferrari
Bibliotecária Entrevistada: Silvana Bezerra da Silva
Agradecimento: Prof. Ms. Hélio Márcio Pajeú

Músicas: "Higher and Higher" by Learning Music (http://www.learningmusicmonthly.com/)
"Vow" by Learning Music (http://www.learningmusicmonthly.com/)
"Tell Old Bill" by Learning Music (http://www.learningmusicmonthly.com/)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Epígrafe














(Que prazer dá a leitura de um bom poema!)


De palavras não sei. Apenas tento
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pre-feitos de cimento.
.De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso a consistência
e com elas erguer a fogo e ferro
um palácio de força e resistência.
.
De palavras não sei. Por isso canto
em cada uma apenas outro tanto
do que sinto por dentro quando as digo.

.Palavra que me lavra. Alfaia escrava.
De mim próprio matéria bruta e brava
- expressão da multidão que está comigo.


José Carlos Ary dos Santos

sábado, 29 de junho de 2013

Só um bom leitor entende...

Só um bom leitor entenderá o texto da imagem. De facto, há infinitos com diferentes matizes. Esta constatação só se consegure fazer após uma grande vivência pessoal e/ou através de múltiplas e diversificadas leituras que nos vão abrindo a mente para outras realidades, outras mentalidades, outros leitores e escritores.

Há mesmo "estrelas" que nos iluminam  o caminho até ao infinito!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

1581 - Dia de greve geral






















Cada qual sua função

O presidente preside,
o juís julga,
o ministro ministra,
o general generaliza,
o deputado deputa ...

E a gente,
cada dia,
trabalha, sofre,
e luta.

José Fanha

Quando lemos um livro

Não há nadacomo a simplicidade e a objetividade de um texto.


Ler é saber contar uma história seja em que suporte for

Após ter sido juri, tive a felicidade e o privilégio de participar hoje na entrega dos prémios aos grupos vencedores do concurso "conta-me uma história" Promovido pela ERTE, Microsoft, PNL e Rede de Bibliotecas Escolares, cerimónia esta que decorreu nas instalações da microsoft.

link de acesso às histórias premiadas:   http://www.crie.min-edu.pt/index.php?section=422

Estes miúdos estão mesmo de parabéns! não só por terem sido premiados mas por todo o processo que levou à construção da história que levaram a concurso.

Se lhes tivesse dirigido a palavra esta tarde, ter-lhes-ia dito qualquer coisa como isto:


1 - Quero dar-vos os parabéns por terem participado neste concurso e pelo esforço e empenho que demonstraram, pois sabemos bem que para apresentarem o trabalho final houve que passar por momentos mais “chatos” a gravação que não ficou boa, o meminho que se enganou, …. A vida é assim, Para se “ganhar”, para se alcançar os objetivos a que no propusemos, é necessário, dedicação, esforço, repetição. Dá trabalho, mas os resultados só podem vir a ser como estes. São vencedores

2 – Também vos quero dar os parabéns e a todos os meninos deste pais que participaram no concurso porque leram muitas histórias, escolheram a que mais gostavam e tiveram o gosto de a recontar a todos os meninos que falam e escrevem português. É tão bom ler, é tão bom sentir a nossa imaginação a voar, é tão bom aprender, é tão bom partilhar com os outros as coisas de que gostamos mesmo. Eu também gostei muito de ouvir e ver todas as histórias (mesmo aquelas que não ganharam nenhum prémio pois sei que da parta da escola houve meninos quiseram participar e partilhar os livros e as histórias de que gostaram s)

3 – Espero que tenham gostado de aprender a fazer podcast! Esta é uma ferramenta que vos pode ajudar a fazer trabalhos muito bonitos e apelativos. Imaginem-se a apresentar trabalhos aos vossos colegas e professores desta forma! Ficam apelativos não ficam? Para além disso, usando este tipo de ferramentas cada um de vós também aprende a trabalhar com a informação: terá que aprender a selecionar a que lhe interessa, a trabalha-la e a transformá-la, a construir um guião sobre essa mesma informação de modo a que possa “caber” no tempo que lhe foi dado para a apresentar.

4 – Termino convidando-os a não abandonarem o caminho já percorrido e a continuarem a ser bons leitores: usem as vossas bibliotecas, descubram outras histórias, contem-nas aos vossos colegas da forma que souberem, divirtam-se, aprendam, partilhem, cresçam!

Aos srs professores e srs diretores quero deixar também uma palavra de apreço. Fazer parte do júri de um concurso como este é um privilégio pois, deste lado, temos a noção de que há centenas de escolas deste pais que leram, produziram podcast e fizeram, refizeram, tentaram produzir o melhor dos trabalhos possíveis dentro das condições humanas e técnicas que lhes foram postas à disposição.

Parabéns aos professores por não desistirem, parabéns às direções por criarem nas suas escolas condições para que este tipo de trabalho se realize. A escola são as aulas, mas não podem ser só as aulas. O currículo é um conceito muito mais vasto que o programa de uma disciplina.

Termino com votos para que alunos, professores e diretores não deixem de acarinhar a biblioteca escolar como espaço privilegiado para a aprendizagem.

 .
---
No relativo à participação dos miúdos no dia de hoje, retenho a participação dos alunos do colégio Monte Flor de Carnaxide que dramatizaram a história  com que participaram... Que belo!


Veja-se a arte desde pequeno que no computador gere a entrada dos sons adequados à dramatização que está em cena. Quem disse que os miúdos não participam e não aprendem com o concurso? Dá mesmo gosto perceber que há mesmo competências na área técnica que estão a ser aprendidas e mobilizadas através desde concurso. Estou certo que este aluno, ao longo do seu percurso escolar, se irá desembaraçar melhor quando tiver que lidar e gerir informação e/ou de realizar um trabalho no computador .











domingo, 23 de junho de 2013

1580 - Notas sobre os dias que correm

1-Por estes dias um pássaro fora do comum nestes sitios (para mim, claro e para além dos pardais e melros  - dizem que é um canário da Madeira) resolveu fazer ninho nas roseiras à frente da casa. O tipo zanga-se com a gente quando lá vamos espreitar e decidimos deixá-lo em paz! Lá que ele canta bem, canta! e parece ser um pai estremoso, sempre a tomar conta de quem se aproxima do ninho.  

















2 - Sempre na lógica de olhar sempre em frente e nunca se deixar ficar no marasmo!

Acedi em participar no Duatlo organizado pelas Piscinas municipais do meu concelho. Já o tinha feito no ano passado ao participar no 1º Duatlo. Nessa altura fiquei de rastos, tal o cansaço que a participação nesta prova  me causou. Parei de correr a meio e só não fiquei em último porque alguém desistiu
Este ano achei que não devia desistir de participar (apesar de já saber ao que ia). Quando vi os participantes, confesso que desanimei! ao invés de haver um grupo de gente da minha idade, como houve no ano passado, só havia um adulto como eu e todos os restantes eram jovens como os seus 14, 15, 20 , vinte e tal anos. Imaginei-me a ficar em último!
Tal não aconteceu e fiquei em antepenúltimo! Melhorei muito o meu tempo do ano passado e nunca parei de correr apesar do calor e da vontade de parar ao fim da primeira volta!

É bom nuna desistirmos de nós próprios e de nos projetarmos sempre para novos desafios!

 (não é que me queira comparar com a malta de 20 anos. Nunca lá chegarei, mas foi bom vencer-me a mim mesmo!)

  

Desesperar Jamais

Ivan Lins

Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer
No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais

sábado, 22 de junho de 2013

O que é ler? (I)


1579 - Em poucas palavras (vagueiam proscritos os mitos)





Murmuram os ventos
nas folhas
breves do meu diário
vagueiam proscritos
os mitos
do imaginário
segredam os dias
das utopias
sonhadas
na noite em que foste
a minha namorada
e demos forma ao mundo
na arte dos magos
num toque de artistas
já transformámos
a vida em ouro
como alquimistas
pelos sete mares enluaradados
rios e areais
vou coroar-te no trono
doido dos vendavais
ao chegar de mansinho
como um bandoleiro
conquistar o teu corpo
como guerrilheiro
apaixonadamente teu
render-me, enfim
nos teus matagais
amar-te toda
como as pedras
e os animais

mas depois do teu adeus
do teu último beijo
leva contigo a lembrança
a paixão, o desejo
ai de mim, o rancor
que ainda guardo e não quero
se um dia voltares
(francamente eu sei)
eu já não te espero
será que ando forte
e que te esqueci
será que ando fraco
e que me perdi
mas em poucas palavras
ficam belas e doces
saudades de ti

Fausto Bordalo Dias

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dez motivos pelos quais você deveria ler todos os dias

Post retirado daqui 

Uma das práticas que os jovens consideram mais entediantes é a leitura. Não é raro ouvir reclamações sobre a obrigatoriedade da leitura, mesmo que algumas histórias surpreendam por atrair o interesse. Contudo, estabelecer o hábito da leitura pode trazer diversos benefícios para a vida, tanto no mundo acadêmico quanto na carreira. Confira a seguir 10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias:

1. Estímulo mental
O cérebro necessita treinamento para se manter forte e saudável e a leitura é uma ótima maneira de estimular a mente e mantê-la ativa. Além disso, estudos mostram que os estímulos mentais desaceleram o progresso de doenças como demência e Alzheimer.

2. Redução do estresse
Quando você se insere em uma nova história diferente da sua, os níveis de estresse que você viveu no dia são diminuídos radicalmente. Uma história bem escrita pode transportá-lo para uma nova realidade, o que vai distraí-lo dos problemas do momento.

3. Aumento do conhecimento
Tudo o que você lê é enviado para o seu cérebro com uma etiqueta de “novas informações”. Mesmo que elas não pareçam tão essenciais para você agora, em algum momento elas podem ajudá-lo, como em uma entrevista de emprego ou mesmo durante um debate em sala de aula.

4. Expansão de vocabulário
A leitura expõe você a novas palavras que inevitavelmente elas serão incluídas no seu vocabulário. Conhecer um número grande de palavras é importante porque permite que você seja mais articulado em seus discursos, de maneira que até mesmo a sua confiança será impulsionada.

5. Desenvolvimento da memória
Quando você lê um livro (especialmente os grandes) precisa se lembrar de todos os personagens, seus pontos de vista, o contexto em que cada um está inserido e todos os desvios que a história sofreu. A boa notícia é que você pode utilizar isso a seu favor, fazendo dos livros um treino para a sua memória. Guardar essa quantidade de informações faz com que você esteja mais apto para se lembrar de eventos cotidianos.

6. Habilidade de pensamento crítico
Já leu um livro que prometia um mistério confuso e acabou por desvendá-lo antes mesmo do meio da história? Isso mostra a sua agilidade de pensamento e suas habilidades de pensamento crítico. Esse tipo de talento também é desenvolvido por meio da leitura. Portanto, quanto mais você lê, mais aumenta sua habilidade de estabelecer conexões.

7. Aumento de foco e concentração
O mundo agitado de hoje faz com que sua atenção seja dividida em várias partes, de modo que manter-se concentrado em apenas uma tarefa torna-se um desafio. Contudo, livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama. Embora você não perceba, esse tipo de exercício ajuda você a se concentrar em outras ocasiões, como quando precisa finalizar um projeto urgente.

8. Habilidades de escrita
Esse tipo de habilidade anda lado a lado com a expansão do seu vocabulário. Assim como a leitura permite a você ser alguém mais articulado na fala, também vai ajuda-lo a colocar com mais clareza os seus pensamentos no papel. Isso vai dar a você a chance de produzir textos com mais qualidade, não apenas de vocabulário, como também correção gramatical e ideias mais ricas.

9. Tranquilidade
O fato de envolver você em uma história e livrá-lo do estresse cotidiano faz do livro uma ótima ferramenta para alcançar a paz interior. Nos momentos de estresse, procure se distrair do que acontece com uma história que atrai seu interesse. Isso vai acalmá-lo e ajudá-lo a melhorar seu humor.

10. Entretenimento a baixo custo
Muitas pessoas acreditam que o conceito de diversão está diretamente ligado aos altos custos de uma viagem ou mesmo de uma festa. Contudo, se você encontrar um livro que chame a sua atenção, poderá viajar sem sair da sua casa.

domingo, 16 de junho de 2013

Nativos, imigrantes e... "desorientados digitais"?

Após uma ausência prolongada, regresso a este forum para uma partilha "aberta ao mundo" com o meu amigo João Proença. Como sabemos a leitura de ensaios pode ser um bom exemplo de "leituras que apetecem"... Por estes dias tenho-me deliciado com os ensinamentos magnificamente estruturados por José Afonso Furtado no seu livro Uma cultura da informação para o universo digital
A clarificação de conceitos e estudos, a revisão de literatura que realiza ajudam-nos a delinear caminhos e a enquadrar práticas.
Curiosamente, há alguns anos atrás tive a oportunidade de conhecer o mestre em Biblioteconomia escolar   Ross Todd, num evento no qual também participou o João. 
De uma humildade enorme, "bebi" diversos ensinamentos deste professor. Na altura estava em voga a distinção de Prenski entre "nativos" e "imigrantes digitais". O João comentou comigo que o Ross Todd não  considerava esta distinção muito correta... Questionei-o e o Ross explicitou as suas razões, incluindo, entre outras (facto que revelou muito da sua formação como ser humano), que poderia não ser um termo muito correto à luz do multiculturalismo... 
Confesso que passei a hesitar face ao recurso a essa oposição, tão em moda. Passados estes anos, relembro esse momento porque também José Afonso Furtado dedica um dos capítulos do seu livro ao esclarecimento do conceito que, afinal, não é tão linear como muitas vezes o seu uso pretende evidenciar...
Apenas reforço o que já sabia - Ross Todd é, sem dúvida, um mestre na área da "cultura da informação digital".
Quanto ao livro, a não perder, especialmente para todos aqueles com responsabilidades que tocam este domínio, onde saliento a ação das Bibliotecas Escolares. 
João, há "leituras e pessoas que apetecem", não é?:)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

cartoon de Francesco Tonucci
 
Confesso que tenha da leitura uma ideia de fruição e de um ato mais ou menos livre e espontânea e que, portanto, me há que dar um certo desconto.
De qualquer forma, na minha vida de professor, nas minhas andanças pelas escolas e nalgumas situações que assistir, já observei muitas situações com a descrita no cartton sendo que, eu próprio, pensei de mim para mim: eu se fosse o puto já tinha desanimado de ter falado ou se soubesse que dava tanto trabalho teria desistido logo à partida...
 
Fomentar o prazer da leitura é difícil, reconheço, mas há caminhos que seguramente não levam lá.