terça-feira, 18 de janeiro de 2011

1260 - A selva



Acabei na 6ª feira de o ler (também só demorei uma semana para o devorar!)

É uma obra magnífica que retrata a vida dos seringueiros que retiravam a borracha das árvores na Selva Amazónica.
É um retrato de vidas que partiam à procura de riquezas e que acabavam na maior das explorações e sacrifícios às mãos de um qualquer fazendeiro.

É uma obra com alguns pontos de contacto com o "levantado do chão" de José Saramago (que relata a vida dos camponeses no Alentejo na luta pelo trabalho e sustento) mas com um estilo de escrita completamente diferente.

Chega a comover a história do Alberto, português, que vai para a Amazónia e lá passa toda uma experiência de solidariedade, desespero, solidão, prisão...

O desenrolar da trama também não deixa de nos fascinar pela surpresa dos desenvolvimentos e pelos riscos que o personagem central vai correndo querendo o leitor que este possa enfim se libertar daquela vida de semi-escravatura.

É um livro que ficará nas minhas escolhas referente aos livros da minha vida

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"Ferreira de Castro é um dos mais significativos romancistas portugueses do século XX, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala língua portuguesa. Publicado em 1930, este é um documento com um fundo estético sobre a vida dos seringueiros na floresta amazónica, presenciada pelo autor que, na condição de 'exilado', foi 'aprisionado' na selva para a extracção do látex, durante o período de 1910 a 1914, quando o primeiro grande ciclo da borracha entrava em crise.
"A Selva" é um documentário cativante que, segundo o crítico Massaud Moisés, é considerado o melhor dos romances de aventura que contribui como reafirmação dos laços entre brasileiros e portugueses."

2 comentários:

  1. Faz anos que o li. Nem sei quantos. Está na altura de o reler...

    Um beijo, João.

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  2. E vale bem a pena Maria!

    À semelhança do levantado do chão, Adorei

    beijo

    João

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