domingo, 25 de outubro de 2009

930- que caminho tão longo (três cantos) II



Memórias de uma 6ª feira:

1 - Alinhamento do concerto - Três cantos

Do José Mário Branco:
1 - Inquitação
2 - Eu vi este povo a lutar (confederação)
3 - Ser solidário
4 - Onofre
5 - Canção dos torna viagem
6 - Mariazinha
7 - Mudam-se os tempos mudam-se as vontades
8 - Travessia do deserto
9 - Emigrantes de 4ª dimensão

Do Fausto:
10 - Foi por ela
11 - Rosalinda
12 - Como um sonho acordado
13 - Lembra-me um sonho lindo
14 - Quando às vezes ponho diante dos olhos
15 - ???
16 - ???
17 - ???


Do Sérgio Godinho:
18 - Cuidado com as imitações
19 - A barca dos amantes
20 - O primeiro dia
21 - A liberdade está a passar por aqui
22 - Que forma é essa?
23 - Quatro quadras soltas
24 - Era uma vez um rapaz
25 - ???

Comum:
26 - Charlatão

Inédito:
27 - Tem que ser...

Faltam-me aqui umas músicas. Quem me ajuda?

Já quanto ao alinhamento, consegui reconstruir:

23, 8, 11?, 9, 4, 23,... ... 11, 5, 6, 19, 18, 25, 20, 26, ... 22, 3, 1, 2, 7, 25 - Quem me ajuda?

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2 - Ainda na 6ª, no metro, tive oportunidade de continuar a leitura de: "O ano da morte de Ricardo Reis" de José Saramago... ainda vou muito no início mas confesso que me está a encher as medidas... Aquela descrição da arrumaçãodas bagagens no quarto de Hotel em que se alinham os poemas do Ricardo Reis está cinco estrelas:

Vivem em nós inúmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa.

Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.

Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu 'screvo.


Continua Saramago: "e, não acabando aqui, é como se acabasse, uma vez que para além de pensar e sentir não há mais nada. Se somente isto sou, pensa Ricardo Reis depois de ler, estará pensando agora o que eu penso, ou penso que estou pensando no lugar que sou de pensar, quem estará sentindo o que sinto, ou sinto que estou sentindo no lugar que sou de sentir, quem se serve de mim para sentir e pensar, e, de quantos inúmeros que em mim vivem, eu sou qual [...] Juntou os papéis, vinte anos dia sobre dia, folha após folha, guardou-os numa gaveta da pequena secretária, fechou as janelas..."

3 - Já fiz as pazes com ela...

Vem agora todas as tardes e, guardando as distâncias (como lhe convém a ela mas não a mim) por aqui se detém até ao entardecer, altura em que se some para dormir não sei onde...
É tão insegura e desconfiada... coisas da vida. Não é a única nem será a última decerto.

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