sábado, 26 de setembro de 2009

903 - Mas eu sempre fui assim!

Finalmente tenho um tempinho entre dois momentos de trabalho intenso pois aproxima-se uma semana cheia para olhar um pouco para trás

Comentando o post 898 - Ah bom! menos mal A Clotilde diz-me para deixar o rapaz ir atrás do sonho

Mais à frente a propósito do post 900 - Não, não quero carregar o mundo a Maria diz-me que: "Não aceleres já, João, qu'isto ainda agora começou..."

E os dois post acabam por estar ligados. Olhando para o rapaz, revejo-me em absoluto.
Sempre fui inquieto. Lembro-me bem de ter uns 14 / 15 anos e de a mãe de uma amiga da altura me dizer: " Voa alto, João!, não ligues à mediocridade"

Como isso me marcou!

Ora isso quer dizer que já voava nessa altura! foram os campeonatos de Xadrez, foram as aprendizagens com esse mundo de adultos que me fizeram crescer, foram os idos de 75/76/77 onde bebi tudo feito uma esponja...

Sempre fui inquieto e insaciável... Sei bem que isso é qualidade e defeito. A Maria escreve o que muitos já me disseram em ocasiões em que me acharam ver mais stressado e "atirado de cabeça para os cornos do touro"

Sei bem que dizer: "sempre fui assim, não posso mudar" pode ser alibi para não fazer o esforço de me temperar mas, custa tanto "ficar parado à espera de acontecer"

Foi por isso que decidi registar o diálogo com o meu rapaz a propósito da banda. Não é que me preocupe a banda! eu até acho e me queixo que os meus filhotes são uns "atados" comparando com o que eu já fazia na idade deles

(pausa para escrever que nem sei como reagiria se eles me pedissem para fazer o que fiz quando tinha a sua idade)

O que me faz pensar é como a história se repete
O que me faz pensar é as quedas que os rapazes terão que fazer
O que me faz pensar é as desilusões que terão que passar
O que me faz pensar é o nº de adultos que lhes irão cortar as asas
O que me faz pensar é o nº de adultos que lhes dirão aguenta aí
O que me faz pensar é que se calhar...

Sei lá o que me faz pensar...
Sei que, para mim, crescer e voar nem sempre foi fácil
O que será para eles? não posso voar por eles, nem posso beber o seu cálice.

Tenho que fazer como na canção:
"that's what friends are for"

Eu deixo-o ir atrás do sonho. Serei eu capaz de continuar a ir atrás dos meus? e será que estes valem a pena e fazem sentido?

(Ah, bom! afinal ainda não há baterista - Que pena...)

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