segunda-feira, 21 de setembro de 2009

899 - Poetas



À procura de milhentas coisas e desbravando milhentos papeis descubro isto.

Fiquei parado a lê-lo durante uns bons minutos:


Poetas

Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!


Florbela Espanca

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