quinta-feira, 17 de setembro de 2009

897 - Que porra de feitio



Os anos vão passando e já começo a conhecer a minha impressão digital. Esta identifica-me, seguramente, e dela não posso fugir.

Por vezes, minudências doem-me... só percebo isso algumas horas depois (embora já comece a ter crítica e a perceber o que me pôs assim)

Quem me observa de fora poderá pensar: "O quê?" foi isso ou foi aquilo que te pôs assim? Oh... que sacana de feitio...

E se for? pode-se apagar a impressão digital?

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Não quero com isto escrever que não faço esforço por melhorar dia após dia. Que diabo! vivo em sociedade... No entanto, quando o nosso coração é feito de uma matéria sensível o que se pode fazer?

O que se pode fazer quando um coração procura a verdade, a sinceridade, a gratuidade, o dom e encontra tanta vez o calculismo e verdade conveniente?

Não, não sou perfeito! não julgo os outros por uma bitola diferente da minha, mas... quero e exijo reciprocidade e doação. Não faço por menos! é pegar ou largar!

Graças a Deus (ou ao demónio) que em alguns ambientes em que me movo encontro redes sociais calorosas e em todos eles há um ou outro que posso considerar amigo e que me surpreende com a sua dádiva pessoal e a capacidade de caminhar com... De outra forma, não sei o que seria de mim

(Como diz o outro: "Com maneiras até sou bem mandado, mas se me querem levar de outra maneira...)


Amar,ou odiar : ou tudo,ou nada.
O meio termo é que não pode ser.
A alma tem que estar sobressaltada
Para o nosso barro se sentir viver...

Não é uma cruz a que não for pesada,
Metade de de um prazer não é um prazer;
E quem quiser a alma sossegada,
Fuja do mundo e deixe-se morrer!

Vive-se tanto mais quando se sente:
Todo o valor está no que sofremos.
Que nenhum homem seja indiferente!


Amemos muito como odiamos já:
A verdade está sempre nos extremos
Porque é no sentimento que ela está!

( Fausto Guedes Teixeira )
(1871-1940 )

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