quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

1469 - Coisas desta vida

É como diz o outro: Está tudo lá, para quê mais palavras? as palavras devem ser usadas com parcimónia.

(isto ontem não me saía da cabeça)



Caxangá
Milton Nascimento


Sempre no coração, haja o que houver
A fome de um dia poder
Morder a carne desta mulher

Veja bem meu patrão como pode ser bom
Você trabalharia no sol
E eu tomando banho de mar
Luto para viver, vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem

Eu vivo de brigar contra o rei
Em volta do fogo todo mundo abrindo o jogo
Conta o que tem pra contar
Casos e desejos, coisas dessa vida e da outra
Mas nada de assustar

Quem não é sincero sai da brincadeira correndo
Pois pode se queimar
Saio do trabalho, ei
Volto para casa, ei
Não lembro de canseira maior
Em tudo é o mesmo suor

2 comentários:

  1. Acreditas que não conhecia esta cantiga?
    Imperdoável...
    Obrigada, João.

    Beijinho.

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  2. E é mesmo Maria:

    E esta interpretação é mesmo única. A alegria da Elis é contagiante (na altura estava grávida da Maria Rita...)

    Beijo

    João

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