sexta-feira, 15 de abril de 2011

1322 - A modos que ... II



Mais umas notas soltas pois o tempo "espiritual" não dá para mais

1 - Maldito computador que nunca mais está em condições e me faz perder tempo precioso. Já percebi que deve ser um vírus que anda na rede... Já estamos há quase um mês nisto...

2 - Aqui ficam as fotos desta Primavera maravilhosa que descubro espantado no meu jardim! é o que dá encafuar-me no escritório a compor o pc

3 - O Estado Português é um modelo a seguir. Há uns anos os clubes de futebol tomaram a iniciativa de não pagar os impostos referentes aos ordenados ao estado e/ou não entregar os descontos da segurança social de modo a pagar os ordenados aos jogadores. Os clubes, foram, e bem criticados por isso. Mais tarde foram as empresas a adoptar o mesmo porcedimento e o Estado, para cortar este mal pela raiz, legislou no sentido de considerar crime este tipo de atitudes! Certo!
Então o que se dirá agora quando é o próprio estado via Ministério da Defesa a fazer este tipo de práticas?  Loucura total

4 - Felizmente que, para compensar alguma desconsideação com que me vou habituando a conviver, surgiram hoje dois convites: um para uma conferência e outro para uma entrevista num jornal!
Escrever direito por linhas tortas?

5-
Direi de meu tempo que havia um S

havia uma sombra e um silêncio
havia um S de sigla e de suspeita
com suas seitas e seus sicários.

Não sei se signo não sei se sina
não sei se simplesmente sujo.

Ou só servil. Ou só sevícia.

Havia um S de Saturno
havia um susto
havia um S de soturno
sobre um S de sol.

De meu tempo direi
que havia um S
de sepulcro.

Sentinela. Sentinelas.

Ou talvez selva. Talvez serpente.
S de sebo e de sebenta: seco seco.

E também senão. E também senil.

De meu tempo direi
que havia um S
sem sentido.

E também Setembro. E também solstício.
Saga e safra.
Ou talvez semente. Ou talvez segredo.

Havia um S de sal e sílex
havia um silvo
Havia uma sílaba ciciada.

E também o sonho: entre suar e ser.
(Como um soluço como um soluço.)

De meu tempo direi
que havia um S
de sol e som.
Havia Setembro e um assobio
contra um S de sombra e de silêncio.

Manuel Alegre, 18 de Janeiro de 74

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