quinta-feira, 20 de setembro de 2007

258 - regresso à sala de aula

Após mais de um ano voltei a uma sala de aula para estar com os alunos. Confesso que gostei. Fez-me falta ensinar. Fez-me falta a inocência (!) dos meninos.
Neste ano que passou sem dar aulas, senti-me sem rodagem quando em Março fui dar formação a professores. Foi estranho voltar a habituar-me ao "palco".
Hoje não, tudo foi natural e aproveitei para "puxar" por eles. Pareceram-me tão interessados e inocentes. De facto a experiência e a idade ajudam muito na gestão da sala de aula...

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No entanto neste regresso à escola deu para perceber por experiência própria que tudo o que me tinham dito é verdade. Os professores perdem HORAS a fazer "trabalho da treta" em vez de trabalharem para fazerem melhor na sala de aula. E isso de ter de trabalhar mais horas na escola é perverso. Uma coisa é estar num escritório e ter uma secretária com as nossas coisas e materiais, outra é ter de estar na sala de professores e só aí e ter e querer trabalhar! só acha que é possível quem nunca esteve numa!

Resultado: traz-se trabalho para fazer à noite, coisa que um vulgar trabalhador não faz!
Há de facto uma falta de lógica quando se procura tornar igual o que é diferente

”Ser professor é ser artista, malabarista, pintor,
escultor, doutor, músico, psicólogo…
É ser mãe, pai, irmã, avó…
É ser palhaço, espantalho, estilhaço!
É ser criança… É ser informação… É ser acaso…
É ser bússola, é ser farol,
É ser luz, é ser o Sol.

Incompreendido? Sim! Muito.
Defendido? Não! Nunca.
O seu filho passou?
Claro é um génio!
Não passou?
Não. O professor não o ensinou.

Ser professor
Não é ter um vazio ou vocação!
É ter outra coisa!
É ter nas mãos o mundo de amanhã!

Amanhã!
Os alunos vão-se!
E ele, o mestre,
De mãos vazias,
Fica com o coração partido.
Recebe novas turmas,
Novos olhos ávidos de cultura.
Fica a saudade e a amizade.

O pagamento real?
Só talvez a eternidade!!!”

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