terça-feira, 18 de setembro de 2007

256 - Perplexidades II


Nem de propósito...


Segundo o "Notícias da Manhã" de 19 de Setembro:

"10% dos alunos de sete anos reprovam

A ministra da Educação aumentou na passada sexta-feira, que no Algarve 10% dos alunos de sete anos reprovem o ano e apelou às escolas e professores para que trabalhem no sentido de integrar os estudantes e não de chumbá-los." A reprovação é, por vezes, o caminho mais simples, temos de dizê-lo com toda a franqueza", observou a responsável, pedindo aos docentes para que trabalhem mais com as crianças. Na opinião pessoal da ministra da Educação, a reprovação é desajustada. Não se pode reprovar uma criança com sete anos, aquilo que se deve fazer é trabalhar com ela para que laqueie ano atinja os objectivos", aconselhou."

Ora aqui é que está o "busilis". Até acredito que fosse possível aos professores baixar esta estatística. É sempre possível fazer mais e melhor, mas o cerne da questão é: Caberá apenas aos professores a assumpção de todo e qualquer insucesso. Não é verdade que os miúdos chegam diferentes à escola e que é nos primeiros anos de vida que se faz a história da criança e que a escola acaba por só poder remendar? Então não fazem falta os psicólogos, assistentes sociais e outrso técnicos que ajudem os professores? o que se faz a um menino que não aprende a ler na altura devida? não necessitaria ele de algumas medidas de apoio? e a valorização da escola que não é feita em casa? e os pais que se demitem das suas funções? Estes 10% seráo todos culpa dos professores?

E será que é o Inglês e a música que vão resolver os problemas destes meninos?

Aqui é que eu me bato. Algumas das medidas postas em prática nos últimos tempos em nada têm contribuído para que se possam baixar estas médias e taxas.

"Mas cabe perguntar: Como é que aqui chegámos?"

Ah: E não se me venha dizer que baixo os braços e que aceito uma escola reprodutora. Essas teorias foram e são bastante interessantes e têm algum carácter explicativo mas já têm 50 anos

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