quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

1469 - Coisas desta vida

É como diz o outro: Está tudo lá, para quê mais palavras? as palavras devem ser usadas com parcimónia.

(isto ontem não me saía da cabeça)



Caxangá
Milton Nascimento


Sempre no coração, haja o que houver
A fome de um dia poder
Morder a carne desta mulher

Veja bem meu patrão como pode ser bom
Você trabalharia no sol
E eu tomando banho de mar
Luto para viver, vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem

Eu vivo de brigar contra o rei
Em volta do fogo todo mundo abrindo o jogo
Conta o que tem pra contar
Casos e desejos, coisas dessa vida e da outra
Mas nada de assustar

Quem não é sincero sai da brincadeira correndo
Pois pode se queimar
Saio do trabalho, ei
Volto para casa, ei
Não lembro de canseira maior
Em tudo é o mesmo suor

A animação da leitura

De visita à biblioteca de uma EB1. A professora bibliotecária conta a história de "O tubarão na banheira" a uma turma. Os miúdos deliram com a história de  David Machado e com as ilustrações de Paulo Galindro.

Eu fiquei maravilhado com o poder de uma boa história e da forma como esta  motiva  e cativa os miúdos


Ver mais em http://otubaraonabanheira.blogspot.com/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

1468 - Cio da terra II

Eis as primeiras flores de 2012 do meu jardim! os narcisos, as frésias, as camélias (as rosas de inverno!)



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

1467 - Cio da terra

Nestes dias mágico em que tudo muda de dia para dia, só me apetece esta bela música



O Cio da Terra
Chico Buarque

Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

1460 - Notas soltas

1 - Visita do José Fanha a uma escola

Por ocasião da visita do José Fanha a uma escola, reabri um dos meus cadernos com alguns textos de que mais gosto e que, de alguns, também aqui vou dando conta, de modo a encontrar o texto: "eu sou português aqui" para ele me autografar. Confesso que esse poema me marcou profundamente e que me lembro, como se fosse hoje, a primeira vez que o ouvi, há já 35 anos, no programa: "A visita da cornélia"
.
Revi, em minutos, alguns dos meus últimos anos de vida. Pareceram-me duros... mas que se pode fazer? há opções que se tomam e que se têm que levar adiante. Poderia tudo ser mais facilitado? sim! mas... that's life!
Há que seguir em frente e aprender, aprender sempre!

Vivemos, aprendemos, sobrevivemos, temos a nossa idiossincrasia, seguimos... que quiser fazer caminho connosco é muito bem vindo quem não quiser, paciência!  
Há gente a quem apertamos a mão e nos perfuma as nossas mãos, há outros...  

nota 1 - de qualquer forma, espero que os próximos 5/6 anos sejam mais risonhos. também depende de mim
nota 2 - Ah, os miúdos adoraram e prepararam trabalhos giríssimos


2 - o meu jardim

Está mais bonito de dia para dia. O meu narciso de estimação, sempre fiel, já acordou para a sua frágil primavera de 15 dias. A poda das árvores de fruto já está quase. já só falta  cerejeira e a romãzeira. Ficará para sábado.

3 -  Por toda a minha vida (Exaltação ao amor) - Tom Jobim






Ah, meu bem amado
Quero fazer de um juramento uma canção
Eu prometo, por toda a minha vida
Ser somente tua e amar-te como nunca
Ninguém jamais amou, ninguém

Ah, meu bem amado
Estrela pura aparecida
Eu te amo e te proclamo
O meu amor
O meu amor
Maior que tudo quanto existe
Oh, meu amor

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

1459 - Sem dar por isso...

Sem dar por isso estamos quase, quase na Primavera.
A Amendoeira que substituiu o damasqueiro que se partiu há dois anos durante uma ventania, está quase em flor!
Felizmente que a natureza mantém os ciclos e nos chama a atenção para o tempo que perdemos desnecessariamente e para o tempo que deveríamos gastar em usufruir o que ela própria nos dá.

Talvez fosse mesmo bom "perder" cinco minutinhos por dia para respirar...













Se Depois de Eu Morrer, Quiserem Escrever a Minha Biografia  

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

1457 - É tão bom ver os meninos a aprender...

Ontem tive um dia intenso com visitas a algumas bibliotecas. Cheguei ao fim muito cansado mas adorei o que vi. A biblioteca da "ciência" com a incubadora dos pintos, estes acabados de nascer, os livros, o entusiasmo dos meninos ao ver os pintainhos com horas de vida, ...

(a baía do seixal ao entardecer que é tão mágica naqueles 5/10 minutos de reflexos de ouro no rio e nas janelas de guilhotina...)







terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

1455 - sempre a ter que provar não sei o quê a não sei quem...

Por vezes sinto-me mesmo cansado de estar sempre envolvido em eternas batalhas para mostrar, não sei a quem, não sei o quê... Terei já alguma necessidade disso? deve mesmo ser tara minha esta ideia de procurar que tudo corra bem e sentir-me sempre constantemente em cheque perante algo que possa não funcionar bem!

Que se lixe! é que já cansa esta coisa de andar de "avaliação" em "avaliação"

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

1453 - Notas breves ou apontamentos sobre os dias que correm















1 - A crise a troika ou lá o que seja -Há algo no meio disto tudo que gostava que os sindicatos fizessem passar para as opiniões públicas ou aprendessem para  futuras negociações. Refiro-me aos dias de férias ou determinados subsídios. Muitas vezes, nas negociações sobre aumentos salariais o governo ou patrões argumentam que não podem aumentar salários por este ou aquele motivo e propõem aos sindicatos a existência de um ou outro subsídio complementar que não faz aumentar a rubrica salarial mas que faz aumentar o que se recebe ao fim do mês. Creio que foi isso que aconteceu com os maquinistas da CP. Deram-lhes um subsídio ao qual atribuíram um qualquer nome infeliz como seja o de "subsídio de deslocação" ou similar.
Ora o que sucede é que tudo isto visto uns anos depois, sem o necessário contexto, cheira a ridículo. Onde é que já se viu que os maquinistas da CP tenham direito a um subsídio de deslocação se é inerente ao seu trabalho a deslocação. Pois... é pena é que esta tivesse sido até uma ideia da entidade patronal a fim de evitar aumentos salariais!
O mesmo se passa com os 25 dias úteis de férias. Olhados agora a frio, parecem excessivos. é pena é que tenham sido dados em alternativa aos aumentos salariais. Agora... nem férias, nem salário!  Boa!!!! sendo que afinal a tal ideia de premiar o mérito já deu aquilo que tinha a dar...

2 - Felizmente que ontem me lembrei da velha máxima:  "Nunca discutas com um imbecil: Ele arrasta-te para o seu nível e depois ganha-te em experiência"
Estive quase, quase... bendita experiência de vida! 
Tenho de colar esta máxima em postit
Trabalho, trabalho, puxa que puxa! é assim a vida. Pena que haja sempre gente que gosta de ir pelo caminho do problema e não o da solução o que acaba por tornar o trabalho mais difícil.
   
3 - A tese tem-me ocupado todo o meu tempo livre e orientado todos os meus pensamentos. um destes dias consegui até escrever 14 páginas num só dia. Na 6ª feira  não me saia da cabeça esta fabulosa composição de Vivaldi! felizmente que há génios para nos iluminar o espírito