sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ora aqui está uma campanha de promoção da leitura 5 estrelas



Não sei como é que ainda não implementaram isto por estes lados, logo nós que gostamos de nos comparar com o estrangeiro.

Os comentários à imagem levar-nos-iam muito longe...

No entanto, agora que penso bem no assunto prefiro levar o raciocínio para a ideia da valorização social da leitura e da representação que o livro ainda tem nas populações.
O comerciante acha (e bem) que um dos motivos que pode levar à compra das cuecas é ter direito ao bem socialmente reconhecido e valorizado: O livro

Imagem retirada daqui

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

56 - Dia da memória do holocausto 27 de Janeiro
























O comboio tem muitos vagões,
não é como aquele que apanhávamos para ir à praia.

Na estação há gente com malas.
Vamos em fila, em silêncio
Os soldados vigiam.

Por cima do portão de entrada
vejo um relógio grande,
altifalantes e holofotes.
























Pensamentos finais:
- O tema liga-se profundamente à temática das conferências de ontem na Gulbenkian (post na Gulbenkian a (re)pensar a educação). Afinal trata-se de questões de cidadania, direitos do Homem e de memória.
- Quem disse que a literatura infantil era uma literatura menor?
- Quem disse que com as crianças não se podem falar todos os temas? os da vida e os da morte?

(Fumo - Antón Fortes & Joanna Concejo, OQO editora)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ensaio sobre a cegueira



Nestes tempos, pós terramoto no Haiti, não deixo de me lembrar do livro do José Saramago: "ensaio sobre a cegueira"
É caso para dizer que a realidade supera a ficção...

O que a mim me impressiona mais foi que, ao ler o livro, sempre achei que a ficção era bastante plausível tendo em conta os múltiplices tipos de cegueira...

O enredo conta-se em poucas palavras:
A cegueira começa num único homem, durante a sua rotina habitual. Quando está sentado no semáforo, este homem tem um ataque de cegueira, e é aí, com as pessoas que correm em seu socorro que uma cadeia sucessiva de cegueira se forma… Uma cegueira, branca, como uma mar de leite e jamais conhecida, alastra-se rapidamente em forma de epidemia. O governo decide agir, e as pessoas infectadas são colocadas de quarentena com recursos limitados e que irá desvendar aos poucos as características primitivas do ser humano. A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo, e depressa o mundo se torna cego.
Todos os sentimentos/atitudes desenrolam-se na obra: poder, obediência, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjulgados.

Vale a pena ler de novo.

Agradeço à Jacky a possibilidade que me deu em conhecer a obra de Saramago

domingo, 17 de janeiro de 2010

Adivinha quanto gosto de ti

Ora aqui está um livro que nos põe com o astral em cima e nos permite ficar bem dispostos todo o dia!

É F A B U L O S O e fala de uma coisa extremamente simples e, ao mesmo tempo, tão complicada (por nossa culpa).
Felizmente que aqueles que sabem ser como crianças, compreendem e dizem isto tão bem:

Gosto de ti!


















Então, a pequena lebre olhou a grande noite escura por entre os arbustos. Nada poderia estar tão longe quanto o céu. “Gosto de ti até à Lua.”, disse, fechando os olhos. “Oh, isso é longe.”, disse a grande lebre cor de avelã. A grande lebre cor de avelã deitou a pequena lebre cor de avelã na sua cama de folhas. Inclinou-se sobre ela e deu-lhe um beijo de boas-noites. Então, deitou-se bem perto e sussurrou com um sorriso “Gosto de ti até à Lua… e de volta até à Terra.”

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Morreu a guardiã dos manuscritos de “O Diário de Anne Frank”

Notícia do Público

Morreu a guardiã dos manuscritos de “O Diário de Anne Frank”
12.01.2010 - 12:54 Por Susana Almeida Ribeiro


Tinha 100 anos e foi uma das pessoas que ajudou Anne Frank e a sua família a esconderem-se dos nazis. Miep Gies, guardiã dos manuscritos que deram origem ao clássico universal “O Diário de Anne Frank”, durante a II Guerra Mundial, morreu ontem, na Holanda, na sequência de uma queda que deu por altura do Natal.DR


Gies viajou por todo o mundo narrando as suas experiências durante o Holocausto e a trágica perseguição aos judeus
Foi Miep Gies, que trabalhava para o pai de Anne, Otto, durante a II Guerra Mundial, que reuniu os manuscritos da jovem autora, mantendo-os a salvo dos nazis na esperança de um dia os devolver a Anne. Perante a fatalidade da morte da adolescente num campo de concentração, Miep entregou os documentos a Otto, ajudando-o a compilar os manuscritos.

A obra foi finalmente publicada, em formato de diário, em 1947. O livro converteu-se num êxito universal - estima-se que esteja, hoje, entre os dez livros mais lidos do mundo -, com tradução em 60 línguas e mais de 25 milhões de exemplares vendidos, afirmando-se como um dos testemunhos mais vivos da implacável perseguição nazi aos judeus durante o Holocausto.

“O Diário de Anne Frank” integra, aliás, a lista de 35 bens do património documental mundial “de interesse universal” propostos em 2009 pela UNESCO ao programa “Memória do Mundo”.

Em 1942, em plena II Guerra Mundial, Miep trabalhava como secretária para Otto Frank, quando este lhe confiou um segredo: ele e a sua família tinham decidido esconder-se em Amesterdão para escapar dos nazis. “Otto Frank, o meu chefe, pediu-me que passasse pelo seu escritório. Quando entrei, disse-me: ‘Senta-te. Tenho uma coisa muito importante para te contar. Um segredo, na verdade. Pensámos em nos esconder, aqui, neste prédio. Estarias disponível para nos ajudar, para nos trazeres comida?’. Eu respondi que sim, naturalmente”, contou a própria Gies numa entrevista publicada no site da Casa de Anne Frank, transformada em casa-museu.

A última sobrevivente do grupo de pessoas que escondeu os Frank sempre recordou que os verdadeiros heróis em toda a história foram pessoas como o seu próprio marido, Jan, a par com outros funcionários da empresa de Otto, que, em conjunto, ajudaram os oito judeus escondidos no sótão do número 263 de Prinsengracht, em Amesterdão.

“Eles estavam indefesos, não sabiam para onde se virar...”, recordou Miep Gies. “Cumprimos as nossas obrigações enquanto seres humanos: ajudámos pessoas em dificuldade”.

A função de Miep era levar à família vegetais e carne, ao passo que outras pessoas tinham a função de lhes entregar pão e livros.

Depois de os nazis terem descoberto o Anexo Secreto, após uma denúncia às autoridades, e terem detido a família Frank, Miep Gies voltou ao sótão e descobriu, no chão, os manuscritos de Anne. Na altura recorda-se de ter decidido que não os iria ler, respeitando o direito de Anne à privacidade. Nessa altura limitou-se a recolher e a pôr a salvo os documentos.

Mas Anne acabou por morrer de febre tifóide no campo de concentração de Bergen-Belsen, a 12 de Março de 1945, quando tinha apenas 15 anos, e por isso, nesse mesmo ano, Miep entregou os documentos ao pai, Otto, o único membro da família que conseguiu sobreviver aos campos de concentração alemães.

Miep Gies nasceu em Viena, a 15 de Fevereiro de 1909, tendo-se posteriormente mudado com a sua família para a Holanda, em 1922. Miep conheceu Otto Frank em 1933 quando se candidatou a uma vaga na empresa de especiarias Opekta, por ele dirigida. Miep casou-se com o holandês Jan Gies em Julho de 1941, com quem teve um único filho, Paul.

Desde a publicação da obra, Gies viajou por todo o mundo narrando as suas experiências durante o Holocausto e a trágica perseguição aos judeus, o que lhe valeu numerosos reconhecimentos públicos.

Gies refutou igualmente, durante toda a sua vida, as alegações que o diário da jovem autora teria sido forjado.

Foi anunciado em Agosto do ano passado um filme da Disney acerca da vida de Anne Frank. O argumento e a realização ficarão a cargo de David Mamet.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Tire partido dos seus importos, visite mais vezes a Biblioteca" ou o argumento interesseiro







(Clicar no logo para ouvir)

"Tire partido dos seus impostos, visite mais vezes a Biblioteca" ou o argumento interesseiro

A crónica diária do Fernando Alves na TSF, os sinais de hoje estavam fabulosos!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

INKHEART

INKHEART ou Coração de Tinta é um  filme sobre livros, leitores e o poder da leitura em voz alta... com qb de ingredientes fantasiosos. Embora não seja propriamente "brilhante", está bem conseguido e tem algumas boas ideias para brincar com as referências (ou falta delas...) - e trabalhar intertextualidade -  com os nossos mais jovens.  Baseado no livro de Cornelia Funke.

Mortimer “Mo” Folchart (Brendan Fraser) e a sua filha de 12 anos, Meggie (Eliza Hope Bennett), partilham a paixão pelos livros. O que eles também partilham é o dom único de trazer as personagens dos livros para a vida quando lêem em voz alta. Mas há um perigo: por cada personagem trazida para a vida, uma pessoa a sério desaparece nas páginas do mesmo livro.
Numa das suas viagens a alfarrabistas, Mo ouve vozes que já não ouvia há anos, e quando descobre o livro de onde elas vêm, sente um arrepio pela espinha acima. É Inkheart, um livro recheado de ilustrações de castelos medievais e estranhas criaturas - um livro que ele andava à procura desde que Meggie tinha três anos de idade, quando a sua mãe, Resa (Sienna Guillory), desapareceu para o interior do seu místico mundo.

Mas o plano de Mo para usar o livro e resgatar Resa é posto em causa quando Capricorn (Andy Serkis), o diabólico vilão de Inkheart, rapta Meggie e exige a Mo que dê vida a outra personagem ficcional. Determinado a resgatar a filha e mandar as personagens de ficção para onde elas pertencem, Mo reune um variado grupo de aliados, reais e mágicos, e embarca numa viagem ousada e perigosa, para colocar todas as coisas no seu sítio.

Nuno Álvares Pereira de Jaime Nogueira Pinto



Estou prestes a terminar a leitura de "Nuno Álvares Pereira" (leitura começada logo no início da interrupção de Natal)

É um livro bastante interessante, de leitura fácil, que nos mostra com frescura renovada o contexto político, cultural e social em que D. Nuno se moveu. Dá para perceber que D. Nuno era uma personagem que soube ler os sinais dos tempos da sua época e que teve a coragem de fazer opções...

Como dele só conhecia as histórias dos meus livros da primária feita antes de 74 que o endeusavam tendo como fito passar uma determinada imagem da História, fiquei muito agradado com a leitura desta obra.

Penso que é um trabalho sério e cuidado de investigação

Deixo-vos com a sinopse da obra feita pela própria editora

Sinopse:


Foi graças à vontade política de Nuno Álvares Pereira, ao seu génio militar e à sua integridade que os portugueses, na grande crise do século XIV, conseguiram derrotar as forças de D. João de Castela. E foi ele quem guardou a nação independente, preparando-a para o novo tempo português de navegação e expansão além-mar. Mas o que sabemos desta grande figura da nossa História que nas últimas décadas caiu no esquecimento? Quase 600 anos após a sua morte, a canonização solene em Roma do Santo Condestável de Portugal não deixou de causar espanto e de levantar velhas questões. Pode um chefe de guerra chegar aos altares? Pode um santo ser guerreiro e um guerreiro ser santo? Nuno Álvares Pereira mostra-nos que sim. E não por um qualquer arrependimento tardio, por uma troca aparentemente súbita e em fim de vida da cota de malha pelo hábito de monge: entre as intrigas da corrupta corte fernandina e o poder e a glória da Casa de Avis, nas horas difíceis da revolução de Lisboa e nas batalhas de Aljubarrota, Atoleiros e Valverde que marcaram a Guerra da Independência, S. Nuno de Santa Maria sempre procurou ser, no espírito e na letra, o cavaleiro perfeito, indo contra muito daquilo que, na guerra e na paz, era regra no tempo.

domingo, 3 de janeiro de 2010

"Indignação" para início de ano...?!


Sim, mas literária:) ! Mais uma obra de um autor "duro" (Philip Roth) pelo que mexe com as emoções, que, como sabemos, nem sempre são fáceis... Interessante é a forma como expõe os dramas de uma personagem (Marcus Messner), um estudante que se quer "certinho", mas cujas pequenas opções remetem para um desfecho injusto. Afinal a ficção nem sempre ultrapassa a realidade e a vida é mesmo assim, verdade? Recomendo as outras duas obras que já li do autor - O Animal Moribundo (deu origem ao filme homónimo, com Penelope Cruz) e Património.

Para uma tónica mais optimista, li também um livro cuja "bula" diz que todos aqueles que se encontram permanentemente insatisfeitos devem consumir - Selma, da Jutta Bauer. Já foi aqui divulgado e bem!

Um 2010 aLer+ para todos!

Espelho (de Suzy Lee)



Já tinha falado da autora a propósito da "Onda"

Fiquei tão fascinado pelo traço da autora que procurei logo outras obras dela e, logo no dia da compra da "onda" comprei também o "espelho"

É outro livro sem palavras e só com ilustração. é um espanto!

Descobri agora que no sítio da autora há lá um slide show sobre o "espelho". Aqui fica a partilha e a sugestão

http://www.suzyleebooks.com/books/mirror/slide/mirror.htm

Boas leituras

Ah, e o sítio da autora é: http://www.suzyleebooks.com/home.htm