sábado, 6 de dezembro de 2014

Recordando Mário Henrique Leiria

Agradeço ao Nicolau Santos e à sua crónica semana no Jornal Expresso a lembrança do texto sempre tão atual.

(o texto era sobre o ex BES e a comissão parlamentar de inquérito, mas podia ser sobre tanta, tanta coisa. Fica-nos ao menos a ideia que os tempos excecionais em que vivemos sabem a dejá vu)


O que aconteceria se o Arcebispo de Beja fosse ao Porto e dissesse que era Napoleão?
Toda a gente acreditava que era. O presidente da Câmara nomeava-o Comendador. Iam buscar a coluna de Nelson, tiravam o Nelson e punham o arcebispo lá em cima. E davam-lhe vinho do Porto.
Então o arcebispo dizia:
- Sou a Josefa de Óbidos.
Ainda acreditavam que era, embora menos. O presidente da Câmara apertava-lhe a mão. Iam buscar o castelo de Óbidos, tiravam os óbidos e punham o arcebispo na Torre de Menagem. Além disso, davam-lhe trouxas d’ovos.
Nessa altura, convicto, o arcebispo de Beja afirmava:
- Sou o arcebispo de Beja.
Não acreditavam. Davam-lhe imediatamente uma carga de porrada. E punham-no no olho da rua. Nu

Mário Henrique Leiria 

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