segunda-feira, 4 de junho de 2012

1501 - Mais um ano passado!

Este blogue festejou mais um aniversário! Tem sido um fiel depositário de muitas emoções e poesias.

Se por estes dias nele tenho tido uma atividade mais reduzida não é por falta de temática, mas pelo estado de alma do seu proprietário. Novos desafios, outros ambientes mais abertos, a necessidade de "não entrar em parafuso" no respeitante ao buraco em que nos meteram (sanidade mental precisa-se!). 

Por agora sinto-me mais forte e mais entusiasmado com as propostas que me vão aparecendo e que, por pudor, delas não tenho feito relato aqui. Tenho visto trabalhos e iniciativas excelentes por parte de algumas escolas. Tenho visto esforço e dedicação por parte de muitos docentes. só não tenho visto é políticas e políticos à altura das gentes que por aqui vivem.

"Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura..." (Fernando Pessoa) Isto vale para o bem e para o mal. ao longo destes anos tenho visto mesmo muitos anões que não enxergam um palmo à frente e gente maravilhosa que tudo fazem florir à volta!

Quero continuar com o meu velho lema: "O melhor ainda está para vir!" e não começar a olhar para trás. Felizmente que neste ano de 2011/12 fui capaz de voltar a olhar para a frente! O caminho voltou a fazer-se!
não sei para onde vou, sei que já nunca mais irei por aí...

Que bela síntese de um ano que passou!

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro

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