sábado, 25 de julho de 2009

871 - Confuso demais para ter título decente

É o que dá juntar num mesmo post temas que dariam para vários. Não sei se ficará bem, mas é assim que me apetece...

Coisas boas

1 - Iniciei férias logo com uma ida à baixa.

Tinha o meu pessoal à minha espera na baixa, assim logo que terminei o dia de trabalho fui ter com eles. Foi excelente andar pela rua do Carmo, Rua Garret, Rossio,...
Gostei sobre maneira de ir explicando aos miúdos o que se passou no Largo do Carmo no dia 25 (como é que eu nunca tinha ido lá com eles (?) - para ser sincero acho é que eles são de outra geração que só se movimenta de carro! Eu com 19 anos as vezes que já tinha ido à baixa sozinho ou em grupo... centenas! - para eles é sempre a primeira vez e o mesmo deslumbramento) e ver as vistas do elevador de Santa Justa!
Que bem que soube uma cerveja numa esplanada ao fim da tarde.

2 - A ida, na 5ª feira, ao Museu da Arte Antiga ver a exposição temporária.

A mulher ainda não estava de férias... aproveitei o facto de estar uns dias com os miúdos para lhes falar de pintura e do Museu de Arte Antiga. Era a sua primeira vez lá. Eles e eu adorámos. O final da manhã foi passado a ver o piso 0 e na nossa atenção centrou-se nas tentações de Sto Antão e no quadro de S. Jerónimo. Discutimos imenso as duas obras e a temática tão fora de comum (parece surrealismo) nas tentações. Foi giríssima a discussão à volta da pintura flamenga.
Almoço no restaurante do museu, no Jardim. Tarde lindíssima e sem neblina alguma
O resto da tarde foi passado no 2º piso - na exposição temporária sobre Portugal e os descobrimentos. Vale(u) a pena a ida. Ver a custódia de Belém, os painéis, os biombos Nanbam, as cartografias da época, as peças vindas de fora: Brasil, China, Japão, África... A globalização e a inculturação... Os anacronismos tão giros de ver nas pinturas... Nª Senhora a casar na... Igreja! etc, etc, etc...

3- O rapaz do pijama às riscas
Li-o num só fôlego durante um dia! É um texto curioso, apresentado uma perspectiva diferente do acontecimento. Não sei se as crianças de 9 anos podem ser tão ingénuas mas sei que só há uma raça: a raça humana em que todos têm a mesma dignidade e estão todos do mesmo lado do arame farpado, para o bem e para o mal e isso o livro trata muito bem. É essa a nossa comum condição humana.

4 - Os livros para ler
Deliciei-me por encontrar e organizar a minha literatura de verão. Isto promete

5 - os gatos
Para que tem a pachorra de me ler já deve estar confuso com a gataria!
A ver se faço a síntese...
a) Há uma gata preta
b) desde que anda por estas zonas (de caça) teve três ninhadas
b1) da primeira só sobrou um gato. O qual me divertiu imenso num fim de tarde ao vê-lo brincar numa casa em frente (em construção na altura) com o seu rabo. Caiu de umas escadas. Não tenho visto esse gato (há por aqui um post com esta cena...)
b2) da segunda ninhada sobraram duas gatas. Uma delas ronda agora o meu jardim e dela falarei a seguir. Acho que se sente segura aqui. No fim de contas, em Janeiro, ela e a irmã, pequenotas, e a mãe, no meio das geadas, abrigavam-se do frio debaixo do telheiro...
b3) a terceira ninhada foi no fim da primavera e eram os tais gatos brancos e pretos. Não os tenho visto.

d) Então uma das gatas referidas em b2 anda esfomeada. Decidiu perder o orgulho e aparece ao final da tarde no jardim. Dei-lhe restos durante duas tardes e agora comprei granulado. Lá lhe vou dando de comer com a condição de deixar que me aproxime.
Ontem, miava como que a agradecer-me e a dizer que fome que tinha
Hoje, fez um esforço enorme para quebrar as distâncias. Eu estava perto demais. Fingiu que não queria nada, afastava-se, cedia à fome e aproximava-se... Isto durou 5minutos. Afastei-me um passo e ela lá veio. Depois de comer avidamente decidiu-se a ficar (guardando as devidas distâncias) a fazer-me companhia. Lavou-se, dormitou...
Ah...
E neste entretanto, atreveu-se a entrar pela porta da cozinha e fez a sua exploração... Se a minha mulher imaginasse, dava-lhe uma coisinha má. Logo uma gata de rua...


Coisas assim, assim

1 - Esta fez-me rir, embora reconheça que fazer humor é muito difícil e há fronteiras muito ténues entre o humor e a "falta absoluta de chá"/ofensa profunda/ falta de sensibilidade.
Neste caso, gostei (e muito). Também eu: Quero dinheiro para comprar um carro novo, pá!
Ah pois quero, pá"


Coisas não e que me tiraram do sério (sinceramente)

1 - Algumas arrumações
Falta-me espaço e há coisas que mando para o sótão e depois não sei onde as meti e fazem-me falta. Mais depressa as arrumasse, mais depressa me fazem falta. Depois é um desespero. Que porra, por quê e para quê arrumar as coisas?
É uma sensação de tempo perdido!!!!
Mas que preciso de o fazer preciso

2 - Preciso de mudar de ares.Já não há pachorra para a casa e nunca mais desligo

3 - O Sócrates e este governo que nunca mais desaparece de vez

3.1. - Então "está para nascer o primeiro-ministro que tenha feito tanto pelo deficit como ele próprio?"
Tenha vergonha! Os jornais estão cheios de primeiras páginas sobre o descontrole das contas públicas e ao que parece o descalabro das contas até nem é com as medidas para combater a crise...

Leia-se o público on-line:
"Só foram gastos 125 milhões dos 980 milhões de euros disponibilizados
Governo executou apenas 13 por cento da despesa prevista no plano anticrise
24.07.2009 - 08h04
Por Sérgio Aníbal

Passados seis meses desde o seu anúncio e três meses desde a sua entrada em vigor, o plano do Governo para combater crise levou à realização de despesa de 125,1 milhões de euros, dos quais 60 milhões em investimento. O total previsto era de 980 milhões.

No total, a despesa que o Governo já realizou para combater a contracção da economia e a subida do desemprego corresponde a uma taxa de execução de 12,8 por cento. Este valor não inclui, no entanto, as medidas que provocam reduções de receita nem as despesas com financiamento comunitário.

Os números foram apresentados no último boletim de execução orçamental
"

Então se os 5, 9 ou 6,1 do deficit não foram gastos nas ajudas, onde pára o dinheiro e onde é que ele foi gasto?
Onde pára o dinheiro que eu deixei de ganhar com a minha progressão na carreira e com os entraves que me colocaram?

Haja vergonha e respeito!

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