sexta-feira, 6 de março de 2015

Se não agora, quando


Acabei de ler o livro. Apaixonei-me pela história de  Primo Levi ao ler um dos seus livros mais conhecidos: "Se isto é um homem", depois li a sua obra toda. Primo Levi foi um dos mais destacados escritores do pós-guerra, nasceu em Turim, em 1919. Licenciado em Química, participou na resistência contra a ocupação nazi e, na noite e 13 de dezembro de 1943, foi preso. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em fevereiro do ano seguinte. Aí permanecerá até finais de janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado. Narrou a sua experiência pessoal em vários livros premiados e suicidou-se em 1987. Foi também este facto que me marcou. Um sobrevivente que se suicida! será o facto de ter ficado vivo no meio de milhões que morreram que o marcou assim tão profundamente?

Esta obra não é auto-biográfica mas um romance (marcado por factos históricos fruto  da sua intensa experiência dos dramas da Segunda Guerra e dos factos de que veio a ter conhecimento) . Neste livro ele narra a história de um bando de judeus que, em 1943 se desgarraram do Exército Vermelho na Bielorússia, e atravessam a Polónia e a Alemanha rumo à Itália. Ao longo dessa caminhada de 2 mil quilómetros, os personagens envolvem-se na luta da resistência, vivem o medo, entram em conflito ou se solidarizam entre si, sempre rodeados pela morte. Também é interessante conhecer melhor a epopeia, muitas vezes ignorada, dos grupos de resistentes que, ficaram nas costas do inimigo durante a Segunda Guerra Mundial.
Marcou-me ainda o relato do que foi viver a condição judaica nos tempos da guerra e a incompreensão vinda de todos os campos em confronto... 



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