quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O conto tradicional

Eu estive lá e adorei! assim se promove a leitura a partir da mais tenra idade

O António Fontinha é um contador de histórias e tem feito um trabalho notável junto das crianças e adultos, recolhendo a nossa tradição oral e transmitindo-a às novas gerações. Eis o relato da sua ida à EB1 do Alto do Índio (concelho do Seixal) 

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texto daqui

Estação do Livro - António Fontinha

Hoje no âmbito da Estação do Livro realizou-se a atividade Conto tradicional, sessão de contos tradicionais portugueses com António Fontinha.
Os alunos do 2ºC e do 2ºD e as crianças do JI da sala B, adoraram a sessão, e os adultos presentes deliciaram-se com este contador tão especial que vai preservando e divulgando pelo país inteiro, a nossa cultura oral.
Pelas aldeias, junto da população mais envelhecida, vai enriquecendo o seu reportório, contribuindo para que estas memórias não se percam. 
As nossas ORIGENS na tradição oral.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta foi mais uma atividade com muita qualidade que foi patrocinada pela Biblioteca Escolar que como disse António Fontinha é amiga desta Biblioteca...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A frase da semana

“Mis dos cosas favoritas en esta vida son las bibliotecas y las bicicletas. Ambos llevan a la gente adelante sin gasto alguno. El día perfecto consiste en ir paseando en bicicleta hasta la biblioteca.
Peter Golkin

a partir daqui

terça-feira, 13 de novembro de 2012

1545 - Tempo de pausa!

Decidi fechar este blogue por uns tempos! Tudo tem o seu tempo e acho que superei uma etapa.
O blogue, foi mesmo muito importante numa determinada etapa da minha vida.
Hoje estou noutra onda (boa ou má, não interessa). Apenas acho que deixou de fazer sentido!

Talvez volte! quem sabe?

Ao longo destes anos este poema tornou-se verdade! Ainda bem!

É possível falar sem um nó na garganta.
É possível amar sem que venham proibir.
É possível correr sem que seja a fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão.
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros.
Se te apetece dizer não, grita comigo: não!

É possível viver de outro modo.
É possível transformar em arma a tua mão.
É possível viver o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre, livre, livre.

Poema de Manuel Alegre


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Outras formas de leitura

Também é leitura aquela que se faz a partir de imagens Este vídeo foi feito a partir de centenas de fotos de família e demorou cerca de 2 meses para ser concluído.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

1543 - Ma liberté


 

 

 

Ma Liberté

Ma liberté
Longtemps je t'ai gardée
Comme une perle rare
Ma liberté
C'est toi qui m'as aidé
A larguer les amarres
Pour aller n'importe où
Pour aller jusqu'au bout
Des chemins de fortune
Pour cueillir en rêvant
Une rose des vents
Sur un rayon de lune
Ma liberté
Devant tes volontés
Mon âme était soumise
Ma liberté
Je t'avais tout donné
Ma dernière chemise
Et combien j'ai souffert
Pour pouvoir satisfaire
Toutes tes exigences (ou: Tes moindres exigences)
J'ai changé de pays
J'ai perdu mes amis
Pour gagner ta confiance
Ma liberté
Tu as su désarmer
Toutes mes habitudes
Ma liberté
Toi qui m'a fait aimer
Même la solitude
Toi qui m'as fait sourire
Quand je voyais finir
Une belle aventure
Toi qui m'as protégé
Quand j'allais me cacher
Pour soigner mes blessures
Ma liberté
Pourtant je t'ai quittée
Une nuit de décembre
J'ai déserté
Les chemins écartés
Que nous suivions ensemble
Lorsque sans me méfier
Les pieds et poings liés
Je me suis laissé faire
Et je t'ai trahi pour
Une prison d'amour
Et sa belle geôlière

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Porque a leitura também é desinquietação



Ultimatum- Álvaro de Campos

Mandato de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu,
eles,
snob,
plebeu,
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade
e tu, da juba socialista, e tu, qualquer outro
Ultimatum a todos eles
E a todos que sejam como eles
Todos!

Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
Que nem te queria descobrir

Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo
Vós, anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores
Para quererem deixar de trabalhar

Sim, todos vós que representais o mundo
Homens altos
Passai por baixo do meu desprezo
Passai, aristocratas de tanga de ouro
Passai, frouxos
Passai, radicais do pouco

Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa
Descascar batatas simbólicas
Fechem-me tudo isso a chave
E deitem a chave fora
Sufoco de ter só isso a minha volta
Deixem-me respirar
Abram todas as janelas
Abram mais janelas
Do que todas as janelas que há no mundo

Nenhuma ideia grande
Nenhuma corrente política
Que soe a uma ideia grão
E o mundo quer a inteligência nova
A sensibilidade nova
O mundo tem sede de que se crie
Porque aí está apodrecer a vida
Quando muito é estrume para o futuro
O que aí está não pode durar
Porque não é nada

Eu da raça dos navegadores
Afirmo que não pode durar
Eu da raça dos descobridores
Desprezo o que seja menos
Que descobrir um novo mundo
Proclamo isso bem alto
Braços erguidos
Fitando o Atlântico
E saudando abstractamente o infinito.

(Álvaro de Campos, em 1917)