sábado, 29 de junho de 2013

Só um bom leitor entende...

Só um bom leitor entenderá o texto da imagem. De facto, há infinitos com diferentes matizes. Esta constatação só se consegure fazer após uma grande vivência pessoal e/ou através de múltiplas e diversificadas leituras que nos vão abrindo a mente para outras realidades, outras mentalidades, outros leitores e escritores.

Há mesmo "estrelas" que nos iluminam  o caminho até ao infinito!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

1581 - Dia de greve geral






















Cada qual sua função

O presidente preside,
o juís julga,
o ministro ministra,
o general generaliza,
o deputado deputa ...

E a gente,
cada dia,
trabalha, sofre,
e luta.

José Fanha

Quando lemos um livro

Não há nadacomo a simplicidade e a objetividade de um texto.


Ler é saber contar uma história seja em que suporte for

Após ter sido juri, tive a felicidade e o privilégio de participar hoje na entrega dos prémios aos grupos vencedores do concurso "conta-me uma história" Promovido pela ERTE, Microsoft, PNL e Rede de Bibliotecas Escolares, cerimónia esta que decorreu nas instalações da microsoft.

link de acesso às histórias premiadas:   http://www.crie.min-edu.pt/index.php?section=422

Estes miúdos estão mesmo de parabéns! não só por terem sido premiados mas por todo o processo que levou à construção da história que levaram a concurso.

Se lhes tivesse dirigido a palavra esta tarde, ter-lhes-ia dito qualquer coisa como isto:


1 - Quero dar-vos os parabéns por terem participado neste concurso e pelo esforço e empenho que demonstraram, pois sabemos bem que para apresentarem o trabalho final houve que passar por momentos mais “chatos” a gravação que não ficou boa, o meminho que se enganou, …. A vida é assim, Para se “ganhar”, para se alcançar os objetivos a que no propusemos, é necessário, dedicação, esforço, repetição. Dá trabalho, mas os resultados só podem vir a ser como estes. São vencedores

2 – Também vos quero dar os parabéns e a todos os meninos deste pais que participaram no concurso porque leram muitas histórias, escolheram a que mais gostavam e tiveram o gosto de a recontar a todos os meninos que falam e escrevem português. É tão bom ler, é tão bom sentir a nossa imaginação a voar, é tão bom aprender, é tão bom partilhar com os outros as coisas de que gostamos mesmo. Eu também gostei muito de ouvir e ver todas as histórias (mesmo aquelas que não ganharam nenhum prémio pois sei que da parta da escola houve meninos quiseram participar e partilhar os livros e as histórias de que gostaram s)

3 – Espero que tenham gostado de aprender a fazer podcast! Esta é uma ferramenta que vos pode ajudar a fazer trabalhos muito bonitos e apelativos. Imaginem-se a apresentar trabalhos aos vossos colegas e professores desta forma! Ficam apelativos não ficam? Para além disso, usando este tipo de ferramentas cada um de vós também aprende a trabalhar com a informação: terá que aprender a selecionar a que lhe interessa, a trabalha-la e a transformá-la, a construir um guião sobre essa mesma informação de modo a que possa “caber” no tempo que lhe foi dado para a apresentar.

4 – Termino convidando-os a não abandonarem o caminho já percorrido e a continuarem a ser bons leitores: usem as vossas bibliotecas, descubram outras histórias, contem-nas aos vossos colegas da forma que souberem, divirtam-se, aprendam, partilhem, cresçam!

Aos srs professores e srs diretores quero deixar também uma palavra de apreço. Fazer parte do júri de um concurso como este é um privilégio pois, deste lado, temos a noção de que há centenas de escolas deste pais que leram, produziram podcast e fizeram, refizeram, tentaram produzir o melhor dos trabalhos possíveis dentro das condições humanas e técnicas que lhes foram postas à disposição.

Parabéns aos professores por não desistirem, parabéns às direções por criarem nas suas escolas condições para que este tipo de trabalho se realize. A escola são as aulas, mas não podem ser só as aulas. O currículo é um conceito muito mais vasto que o programa de uma disciplina.

Termino com votos para que alunos, professores e diretores não deixem de acarinhar a biblioteca escolar como espaço privilegiado para a aprendizagem.

 .
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No relativo à participação dos miúdos no dia de hoje, retenho a participação dos alunos do colégio Monte Flor de Carnaxide que dramatizaram a história  com que participaram... Que belo!


Veja-se a arte desde pequeno que no computador gere a entrada dos sons adequados à dramatização que está em cena. Quem disse que os miúdos não participam e não aprendem com o concurso? Dá mesmo gosto perceber que há mesmo competências na área técnica que estão a ser aprendidas e mobilizadas através desde concurso. Estou certo que este aluno, ao longo do seu percurso escolar, se irá desembaraçar melhor quando tiver que lidar e gerir informação e/ou de realizar um trabalho no computador .











domingo, 23 de junho de 2013

1580 - Notas sobre os dias que correm

1-Por estes dias um pássaro fora do comum nestes sitios (para mim, claro e para além dos pardais e melros  - dizem que é um canário da Madeira) resolveu fazer ninho nas roseiras à frente da casa. O tipo zanga-se com a gente quando lá vamos espreitar e decidimos deixá-lo em paz! Lá que ele canta bem, canta! e parece ser um pai estremoso, sempre a tomar conta de quem se aproxima do ninho.  

















2 - Sempre na lógica de olhar sempre em frente e nunca se deixar ficar no marasmo!

Acedi em participar no Duatlo organizado pelas Piscinas municipais do meu concelho. Já o tinha feito no ano passado ao participar no 1º Duatlo. Nessa altura fiquei de rastos, tal o cansaço que a participação nesta prova  me causou. Parei de correr a meio e só não fiquei em último porque alguém desistiu
Este ano achei que não devia desistir de participar (apesar de já saber ao que ia). Quando vi os participantes, confesso que desanimei! ao invés de haver um grupo de gente da minha idade, como houve no ano passado, só havia um adulto como eu e todos os restantes eram jovens como os seus 14, 15, 20 , vinte e tal anos. Imaginei-me a ficar em último!
Tal não aconteceu e fiquei em antepenúltimo! Melhorei muito o meu tempo do ano passado e nunca parei de correr apesar do calor e da vontade de parar ao fim da primeira volta!

É bom nuna desistirmos de nós próprios e de nos projetarmos sempre para novos desafios!

 (não é que me queira comparar com a malta de 20 anos. Nunca lá chegarei, mas foi bom vencer-me a mim mesmo!)

  

Desesperar Jamais

Ivan Lins

Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer
No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais

sábado, 22 de junho de 2013

O que é ler? (I)


1579 - Em poucas palavras (vagueiam proscritos os mitos)





Murmuram os ventos
nas folhas
breves do meu diário
vagueiam proscritos
os mitos
do imaginário
segredam os dias
das utopias
sonhadas
na noite em que foste
a minha namorada
e demos forma ao mundo
na arte dos magos
num toque de artistas
já transformámos
a vida em ouro
como alquimistas
pelos sete mares enluaradados
rios e areais
vou coroar-te no trono
doido dos vendavais
ao chegar de mansinho
como um bandoleiro
conquistar o teu corpo
como guerrilheiro
apaixonadamente teu
render-me, enfim
nos teus matagais
amar-te toda
como as pedras
e os animais

mas depois do teu adeus
do teu último beijo
leva contigo a lembrança
a paixão, o desejo
ai de mim, o rancor
que ainda guardo e não quero
se um dia voltares
(francamente eu sei)
eu já não te espero
será que ando forte
e que te esqueci
será que ando fraco
e que me perdi
mas em poucas palavras
ficam belas e doces
saudades de ti

Fausto Bordalo Dias

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dez motivos pelos quais você deveria ler todos os dias

Post retirado daqui 

Uma das práticas que os jovens consideram mais entediantes é a leitura. Não é raro ouvir reclamações sobre a obrigatoriedade da leitura, mesmo que algumas histórias surpreendam por atrair o interesse. Contudo, estabelecer o hábito da leitura pode trazer diversos benefícios para a vida, tanto no mundo acadêmico quanto na carreira. Confira a seguir 10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias:

1. Estímulo mental
O cérebro necessita treinamento para se manter forte e saudável e a leitura é uma ótima maneira de estimular a mente e mantê-la ativa. Além disso, estudos mostram que os estímulos mentais desaceleram o progresso de doenças como demência e Alzheimer.

2. Redução do estresse
Quando você se insere em uma nova história diferente da sua, os níveis de estresse que você viveu no dia são diminuídos radicalmente. Uma história bem escrita pode transportá-lo para uma nova realidade, o que vai distraí-lo dos problemas do momento.

3. Aumento do conhecimento
Tudo o que você lê é enviado para o seu cérebro com uma etiqueta de “novas informações”. Mesmo que elas não pareçam tão essenciais para você agora, em algum momento elas podem ajudá-lo, como em uma entrevista de emprego ou mesmo durante um debate em sala de aula.

4. Expansão de vocabulário
A leitura expõe você a novas palavras que inevitavelmente elas serão incluídas no seu vocabulário. Conhecer um número grande de palavras é importante porque permite que você seja mais articulado em seus discursos, de maneira que até mesmo a sua confiança será impulsionada.

5. Desenvolvimento da memória
Quando você lê um livro (especialmente os grandes) precisa se lembrar de todos os personagens, seus pontos de vista, o contexto em que cada um está inserido e todos os desvios que a história sofreu. A boa notícia é que você pode utilizar isso a seu favor, fazendo dos livros um treino para a sua memória. Guardar essa quantidade de informações faz com que você esteja mais apto para se lembrar de eventos cotidianos.

6. Habilidade de pensamento crítico
Já leu um livro que prometia um mistério confuso e acabou por desvendá-lo antes mesmo do meio da história? Isso mostra a sua agilidade de pensamento e suas habilidades de pensamento crítico. Esse tipo de talento também é desenvolvido por meio da leitura. Portanto, quanto mais você lê, mais aumenta sua habilidade de estabelecer conexões.

7. Aumento de foco e concentração
O mundo agitado de hoje faz com que sua atenção seja dividida em várias partes, de modo que manter-se concentrado em apenas uma tarefa torna-se um desafio. Contudo, livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama. Embora você não perceba, esse tipo de exercício ajuda você a se concentrar em outras ocasiões, como quando precisa finalizar um projeto urgente.

8. Habilidades de escrita
Esse tipo de habilidade anda lado a lado com a expansão do seu vocabulário. Assim como a leitura permite a você ser alguém mais articulado na fala, também vai ajuda-lo a colocar com mais clareza os seus pensamentos no papel. Isso vai dar a você a chance de produzir textos com mais qualidade, não apenas de vocabulário, como também correção gramatical e ideias mais ricas.

9. Tranquilidade
O fato de envolver você em uma história e livrá-lo do estresse cotidiano faz do livro uma ótima ferramenta para alcançar a paz interior. Nos momentos de estresse, procure se distrair do que acontece com uma história que atrai seu interesse. Isso vai acalmá-lo e ajudá-lo a melhorar seu humor.

10. Entretenimento a baixo custo
Muitas pessoas acreditam que o conceito de diversão está diretamente ligado aos altos custos de uma viagem ou mesmo de uma festa. Contudo, se você encontrar um livro que chame a sua atenção, poderá viajar sem sair da sua casa.

domingo, 16 de junho de 2013

Nativos, imigrantes e... "desorientados digitais"?

Após uma ausência prolongada, regresso a este forum para uma partilha "aberta ao mundo" com o meu amigo João Proença. Como sabemos a leitura de ensaios pode ser um bom exemplo de "leituras que apetecem"... Por estes dias tenho-me deliciado com os ensinamentos magnificamente estruturados por José Afonso Furtado no seu livro Uma cultura da informação para o universo digital
A clarificação de conceitos e estudos, a revisão de literatura que realiza ajudam-nos a delinear caminhos e a enquadrar práticas.
Curiosamente, há alguns anos atrás tive a oportunidade de conhecer o mestre em Biblioteconomia escolar   Ross Todd, num evento no qual também participou o João. 
De uma humildade enorme, "bebi" diversos ensinamentos deste professor. Na altura estava em voga a distinção de Prenski entre "nativos" e "imigrantes digitais". O João comentou comigo que o Ross Todd não  considerava esta distinção muito correta... Questionei-o e o Ross explicitou as suas razões, incluindo, entre outras (facto que revelou muito da sua formação como ser humano), que poderia não ser um termo muito correto à luz do multiculturalismo... 
Confesso que passei a hesitar face ao recurso a essa oposição, tão em moda. Passados estes anos, relembro esse momento porque também José Afonso Furtado dedica um dos capítulos do seu livro ao esclarecimento do conceito que, afinal, não é tão linear como muitas vezes o seu uso pretende evidenciar...
Apenas reforço o que já sabia - Ross Todd é, sem dúvida, um mestre na área da "cultura da informação digital".
Quanto ao livro, a não perder, especialmente para todos aqueles com responsabilidades que tocam este domínio, onde saliento a ação das Bibliotecas Escolares. 
João, há "leituras e pessoas que apetecem", não é?:)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

cartoon de Francesco Tonucci
 
Confesso que tenha da leitura uma ideia de fruição e de um ato mais ou menos livre e espontânea e que, portanto, me há que dar um certo desconto.
De qualquer forma, na minha vida de professor, nas minhas andanças pelas escolas e nalgumas situações que assistir, já observei muitas situações com a descrita no cartton sendo que, eu próprio, pensei de mim para mim: eu se fosse o puto já tinha desanimado de ter falado ou se soubesse que dava tanto trabalho teria desistido logo à partida...
 
Fomentar o prazer da leitura é difícil, reconheço, mas há caminhos que seguramente não levam lá.
 
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

1573 - Sabores de junho

Há épocas para tudo.

Durante muitos anos adorei  o outono: o cheiro da terra molhada, o somo do pisar as folhas amarelas, as cores das árvores: o vermelho, amarelo, castanho, as castanhas, a roupa quente...

Nos últimos anos comecei a sentir-me muito bem com os sabores de junho: as frutas, cerejas, morangos, nêsperas; os Jacarandás e as cores da cidade.

(hoje soube-me tão bem um almoço de nêsperas oferecidas por uma empresa de telemóveis!) 

Que época prefiro?