sábado, 20 de outubro de 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A ilustração


O que acontece aos pares das meias depois de lavadas?  (inspiração deste post a partir daqui)
 
 
Num blogue sobre leituras, faz muito sentido escrever sobre a ilustração e os ilustradores. Quantos e quantos livros ganham novo(s) sentido(s) através da  ilustração e da criatividade do ilustrador?
Veja-se o pormenor das meias  que este infeliz tem calçadas...
 
Faz todo o sentido convidar o ilustrador a falar das histórias e como as vê e lê!
---
(Ah, a propósito, aqui por casa também mora o mesmo demónio das meias)
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

1541 - Memórias de Adriano

Soube ontem pela Maria que fez "30 anos que Adriano nos deixou fisicamente.
Ficou a sua voz, a voz da ternura, para o sentirmos por perto..."


Passaram já 30 anos!!!
Lembro-me bem do dia em que a anunciaram. Era estudante universitário em Coimbra e estava no 1º Ano. Até essa altura, ouvia o Adriano mas não lhe dava especial atenção. Com Coimbra e ao ouvir o fado comecei a ouvi-lo com mais e mais atenção, tendo ainda o privilégio de o ouvir às refeições através da rádio Universidade (era mesmo um privilégio e eram bons tempos aqueles, os do associativismo). Arranjei ainda umas cassetes com a música dele. Por uns tempos tive um pseudónimo chamado "Adriano" que usava para escrever uns textos sobre determinadas temáticas.

---
Passaram-se 30 anos. Dos meus sonhos de universitário, penso que não cumpri nenhum! (daqueles que me lembro), nasceram outros. Como dizia uma canção do Lennon "A vida é tudo o que te acontece apesar de poderes ter outros projetos"

Não faz mal! penso que mantive aquela ideia de acertar, de viver uma vida cheia, de procurar realizar-me. Tem sido difícil, mas tenho que reconhecer que fiz caminho.

30 Anos!

Top dos 10 livros mais lidos no mundo



Não sei quem o fez.

Pergunto:

1-  Já leste algum/todos?
2 - Qual o que, na tua opinião faltará neste lote?
3 - Qual(is) o que deveria(m) estar aqui?

1540 - outono

Pablo Neruda - Amantes

Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.

---

Confesso que adoro as chuvadas de outono.
Confesso que a minha romanzeira me deu umas belíssimas romãs (umas 12) e que foi o tempo que levei a cuidar dela no inverno passado que a fez ser tão importante. 

O outono não traz nem o fim nem morte mas a eternidade da natureza!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Voluntários de leitura

Voluntários de Leitura

Gostas de ler?
Gostavas de ler para outros?
Queres ser voluntário de leitura?
A tua escola precisa de voluntários de leitura?
Queres ter um voluntário de leitura que te acompanhe?

Este projeto destina-se a ti!


Nasceu com o objetivo de potenciar o desenvolvimento de uma rede nacional de voluntariado na área de promoção da leitura, o projeto “Voluntários de Leitura”, e foi criado pelo Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas (CITI), Unidade de Investigação da FCSH/NOVA, é coordenado por Isabel Alçada, atualmente investigadora do centro, e conta com os seguintes apoios: 
- Fundação Calouste Gulbenkian; 
- Rede Aga Khan para o Desenvolvimento; 
- Montepio Geral.

domingo, 14 de outubro de 2012

1539 - Presente e futuro

 

 

 

 

 

Soneto presente

Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.

Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.

José Carlos Ary dos Santos

É preciso ler

É preciso ler, é preciso ler...

E se em vez de exigir leitura o professor decidisse de repente partilhar o seu prazer de ler?

Daniel Pennac, in Como um romance

sábado, 13 de outubro de 2012

Leituras de férias

Não se trata de um livro “negro” como a capa pode enunciar; não se trata de um livro sobre a morte ou a loucura; trata-se de um livro sobre a vida nas suas múltiplas facetas; sobras as angústias do viver, do sentir, do amar e do morrer.
 
A proximidade entre o Bem e o Mal; entre o amor e o ódio; a vida vizinha da morte – um caminho apenas. Talvez a cruz de Jerusalém, cidade e nome do livro, metáfora para o hospício Georg Rosemberg, onde Mylia e Ernst viveram, amaram e conceberam Kaas. É Mylia quem diz, citando a Bíblia: “Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, que seque a minha mão direita”. E mais adiante: Se eu me esquecer de ti, Georg Rosemberg”, que seque a minha mão direita”.
Numa escrita crua, dura, directa e atraente, Gonçalo M. Taveres percorre a vida de personagens-tipo, que vivem nas margens ténues da loucura normal.e convida-nos para um mergulho profundo na mente humana, no que ela tem de terrível. Boa parte da acção passa-se no hospício George Rosenberg, mas rapidamente concluímos que de um “lado” e do “outro”, nem tudo está bem, nem tudo está mal entre o comportamento daqueles que são considerados loucos e os ditos normais. O autor usa a imagem de uma caixa negra como metáfora desta relação: quem está lá dentro vê o que está dentro e o que está fora; mas, estes últimos, só vêem o que está fora. A acentuar a dicotomia, temos ainda o facto de os personagens que circulam livremente serem capazes de actos de violência e repulsa para com os seus semelhantes ( o pai do médico rejeita o neto adoptivo por causa da deficiência e aconselha o filho a fazer o mesmo para não lhe prejudicara carreira...), enquanto os loucos têm sentimentos e são capazes de sentir amor uns pelos outros ao ponto de criarem vida...
Onde é que está o Bem, onde é que está o Mal? Será que se equilibram e anulam? A morte do assassino de uma criança, em frente à mãe da vítima, que desconhece o facto, é determinada, é um mero acaso, ou é a vitória do Bem sobre o Mal?
«Jerusalém» é nome da cidade símbolo da encruzilhada de civilizações e das religiões. Aqui, é o símbolo dos caminhos obscuros que a mente humana pode percorrer.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

1537 - Eis a grande raiva

Porque é que este sonho absurdo
a que chamam realidade
não me obedece como os outros
que trago na cabeça?

Eis a grande raiva!
Misturem-na com rosas
e chamem-lhe vida.


José Gomes Ferreira

Bibliotecas na rua


Partilho por me parecer muito feliz a ideia de que se pode mesmo ler em qualquer lado e que é MESMO possível fazer algo pela leitura 

---

De:  http://bsf.org.br/2012/06/27/biblioteca-publica-parada-ponto-onibus-parque-metro-trem/

 Bibliotecas na rua

Todo mundo já falou e postou sobre os projetos individualmente. A tentativa aqui é mapear em um post único bibliotecas ou projetos de bibliotecas abertas no Brasil, desses que a gente encontra em pontos/paradas de ônibus, parques e ruas.
Me mandem as indicações dos que não tiverem na lista e eu vou atualizando. Só vale se for no Brasil.
Estante Pública – Porto Alegre

Estante Pública é um projeto de participação coletiva e ocupação urbana. Nele, as paradas de ônibus de Porto Alegre ganham uma nova função quando recebem, no antigo espaço para publicidade (há muito abandonado), estantes de livros.
Os materiais colocados na Estante são de uso público, porém a responsabilidade sobre eles é de cada um. Não há câmeras, não há guardas, não há grades… Este ambiente alimenta uma relação aberta com seus visitantes.
Parada Cultural – Brasília

Parada Cultural é uma tecnologia social de biblioteca popular desenvolvida pelo Açougue Cultural T-Bone, desde junho de 2007.
As bibliotecas estão instalados nas próprias paradas de ônibus de toda a Avenidade W3 Norte em Brasília e emprestam livros a qualquer cidadão sem exigir documentos nem preenchimento de algum cadastro. Os livros estão acondicionados dentro de um armário-estante, especialmente projetados para este fim, e em prateleiras abertas.
Bibliotecas em logradouros, várias cidades – Instituto Brasil Leitor

Este é um projeto que visa à criação de pontos de empréstimo gratuito de livros. Assim foram instaladas bibliotecas em diversas cidades, criando um novo espaço de estímulo à vida cultural em estações de Metrô, Trem e Terminais de Ônibus.
Biblioteca Transcol – Vitória

A Biblioteca Transcol é uma parceria da Ceturb-GV com a Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult) e a ONG Universidade para Todos, patrocinado pela ArcelorMittal Tubarão.
O projeto proporciona aos usuários do Sistema Transcol fácil acesso a livros, contribuindo para o exercício de sua cidadania, por meio da instalação de bibliotecas nos terminais de integração, incentivando a prática da leitura e a circulação de informação.
Ponto de Leitura na Praça do Sesquicentenário – Brusque

O Ponto de Leitura da Praça Sesquicentenário foi inaugurado em outubro de 2011 e já recebeu mais de 1.100 publicações. O acesso às obras literárias é livre. Os frequentadores podem ler no local ou levar o livro emprestado.
Cultura no ônibus – Brasília

Com a ajuda de doações, o cobrador Antonio Conceição Ferreira montou uma biblioteca itinerante em Brasília dentro do ônibus onde trabalha.
Os passageiros podem retirar os livros de graça para ler durante a viagem ou levá-los para casa
Biblioteca Livre Pote de Mel

A Biblioteca Livre Pote de Mel (Bibliopote) é uma biblioteca que funciona em uma panificadora em Curitiba
A Panificadora Pote de Mel abriga – sobre e dentro de duas geladeiras desativadas – livros que podem ser tomados emprestados por qualquer um, a qualquer momento.
Não é preciso cadastro, carteirinha ou mesmo avisar um funcionário.
Não há prazo de devolução ou qualquer tipo de cobrança nesse sentido.
Você devolve o livro quando quer, assumindo o compromisso de que fará isso.
A Bibliopote foi uma iniciativa do blog Livros e Afins.
dica do Alessandro Martins
Mini Biblioteca de Curitiba

A Primeira Minibiblioteca de Curitiba funciona na loja da Aida, mãe da Júlia, a Apoio, com suas portas voltadas diretamente para a rua e no mesmo regime que a Bibliopote: você pode emprestar livros quando quiser, devolvê-los quando quiser, não precisa de carteirinha, nem pedir para quem quer que seja. Não há prazo de devolução e, portanto, também não há multa por atraso.
dica do Alessandro Martins
Estação da Leitura – Pinheirinho, Curitiba
A Estação da Leitura é uma das ações do programa Curitiba Lê. A minibiblioteca funciona como posto de atendimento para empréstimo de livros, gratuitamente e sem burocracia. O programa é coordenado pela Fundação Cultural.
dica da Daniele Carneiro
Bicicloteca – São Paulo

dia do Fernando Ouriques
Espalhando a leitura – São Bernardo do Campo

dica do Murakami
Portos de Leitura – Praia Grande, SP

dica da Lucia Bragion
Biblioteca Scambo – São Paulo

dica do André
Bibliotecas de rua, bairro Caxambu, Petrópolis
A Biblioteca de Rua no bairro do Caxambu foi criada em março de 2007. Ela é realizada em um terreno baldio localizado no Morro dos Anjos, aos sábados de 10 às 12 horas.
Com a participação das crianças, esse grupo realiza contação de histórias infantis, atividades artísticas, dinâmicas de interação e integração a partir de brincadeiras, atividades musicais e outras.

dica da Mariana Lopez