quinta-feira, 29 de março de 2012

1483 - Seeing "outside the box"

Os países de expressão inglesa têm uma expressão que não sei como traduzir e que é "seeing outside the box" para explicar a importância e a capacidade de sair de si (ou do seu referencial) e procurar colocar-se noutra perspetiva.
Gostei de ver este mapa pois tem o condão de nos por a pensar... Quantas e quantas vezes achamos que as coisas estão certas como estão apenas porque... sempre estiveram assim!
Como escreve o Sérgio Godinho "Viva quem vive com a cabeça ao contrário"; "dispara a bala contra o medo... " ; "E viva o dia em que já não precisas de rei nem rainha, nem de profetas, nem profetizas..."








2 - A noite de hoje foi tocante com uma introdução à cultura Irlandesa...


terça-feira, 27 de março de 2012

1482 - Da janela do meu quarto

O tempo está maravilhoso. Parece que estou em Portugal.Da janela do meu quarto tive o privilégio de assistir a um maravilhoso nascer do sol!
Os dias têm sido de grande partilha e de aprendizagem!

A cidade é pequena e bucólica... O rio dá-lhe uma atmosfera fora do comum...

Se sou um homem de sorte? sim, muitos poderão dizer isso. Tenho tido muitas oportunidades, mas também muito tenho lutado pelo meu lugar e sem nunca desistir, embora, por vezes, apeteça (e muito).

"If you do not step forward, you'll always be in the same place".
É isso mesmo

Formas de promover a leitura

Entrei numa livraria e, quando me preparava para pagar, deparei-me com este folheto colocado estrategicamente ao pé da caixa.

Pensei que esta era uma boa ideia para as Bibliotecas Escolares.
10 livros que deves ler;
10 livros que gostarás de ler;
10 livros que muitos leram;
10 livros sobre .... e 10 livros sobre...
os 10 livros mais lidos por colegas da tua idade

que tal ter esta listagem estrategicamente colocada no balcão de atendimento da Biblioteca escolar?

segunda-feira, 26 de março de 2012

1481 - Rumo a uma semana de formação

De partida para a Irlanda para frequentar um curso Europeu!!!!

Gostei de ter tempo para rever a minha tese, numa altura em que todos os minutos disponíveis contam (e estes renderam)
Deu-me que pensar que em março, só nos picos da Europa é que ainda haja neve (e pouca!)


sexta-feira, 23 de março de 2012

Mais uma nova Biblioteca Escolar

No dia 21 de Março assisti ao nascimento de uma nova Biblioteca escola na EB1 do Alfeite (Concelho de Almada)

Foi mesmo uma festa bonita!
 
Concordo em absoluto com as palavras da Srª Presidente da Câmara de Almada durante a inauguração da Biblioteca: "Muitos sonharam com este dia! muitos mesmo!" houve até gente que morreu sem nunca ter chegado a alcançar este dia!

Não podemos deixar de lutar pela educação! Estou certo que os professores, os alunos e as comunidades educativas não deixarão cair as escolas e as bibliotecas que muito trabalho deram a construir. Temos mesmo que ter um país mais qualificado se queremos sair deste círculo vicioso em que nos meteram! 
O tempo do ensino sem recursos já acabou há muito. A sociedade é aberta, a inovação é constante, o saber muda constantemente. não se podem qualificar jovens sem bibliotecas e acessos à Internet! (feliz ou infelizmente) . 

Parabéns CMA! 
Parabéns RBE! 
Parabéns AE Ruy Luís Gomes. 
Estou certo que todos nós zelaremos para que a biblioteca que hoje se inaugurou não estagne! 
nem pode! 
Uma biblioteca que abre a 21 de Março não tem outro destino que não seja florescer

Termino com um poema que os meninos do jardim de infância disseram (e muito bem!) e com o Francisco Naia a lembrar que na escola os meninos aprendem a ser gente, depois...


A nossa biblioteca

A nossa biblioteca
É novinha em folha.
Tem estantes coloridas
Com cores divertidas.

Tem mesas e cadeiras
Bem pequeninas.
Computadores de uma só cor.
Preto se faz favor!

Livros de brincar,
De sorrir, de embalar,
De ciências e astrologia
De experiências e de magia.
De botânica e língua estrangeira
De poemas e representação.
Tem livros de quadradinhos
E livros com balão como o do João.

No cantinho da leitura
Ouvimos histórias de encantar
E no tapete colorido
Histórias vamos representar.

Na nossa biblioteca
Os livros aprendemos a consultar.
E eles, nosso amigos
Se vão tornar.


 

218 - Decálogo para uma competência leitora

Fonte do post:  http://www.fzayas.com/darlealalengua/?p=1757
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Competencia lectora: un decálogo

Este decálogo que propongo (para uso del profesorado de todas las áreas y materias) es el resultado de muchas lecturas, de la preparación de numerosos cursos de formación y de años de reflexiones y práctica docente.
No voy a enumerar las lecturas que hay detrás de estos consejos. Pero sí que nombraré a sus autores: Isabel Solé, Emilio Sánchez Miguel, Neus Sanmartí, Eduardo Vidal Abarca, Anna Camps…, con los que me siento en deuda. Todos ellos tienen artículos que considero fundamentales en la sección Con firma de Leer.es (que además forman parte del  libro electrónico Con firma 2010. Leer para aprender. La lectura en la era digital)

DECÁLOGO

1. Haz de la lectura y la escritura el principal medio para el aprendizaje.
2. Establece siempre los objetivos de la lectura de cualquier texto: por qué se va a leer el texto, para qué va a servir su lectura…
3. Diversifica los objetivos de la lectura:
  • Para despertar interés por los nuevos conocimientos.
  • Para introducir conocimientos nuevos.
  • Para ampliar conocimientos ya realizados.
  • Para debatir sobre lo que se va leer.
  • Para tomar el texto como modelo.
  • Etc.
4. Diversifica las clases de textos, de modo que se puedan desarrollar diferentes estrategias de lectura (leer es un verbo transitivo):
  • Textos de divulgación, periodísticos, literarios.
  • Textos continuos y discontinuos.
  • Textos multimodales.
5. Acompaña a los alumnos en la lectura, de modo que puedas ayudarles:
  • A identificar –con la ayuda de representaciones gráficas y otros medios- los marcadores de cohesión y los patrones organizativos, que muestran las relaciones entre las ideas, etc.
  • A inferir los significados que el texto no contiene de forma explícita.
6. Ayuda a los alumnos a comprender y a usar el lenguaje específico de un campo de conocimiento determinado: no sólo la terminología, sino  los patrones sintácticos en los que estos términos intervienen.
7. Redacta  los cuestionarios según los objetivos que asignes a  la lectura:
  • Para planificar la lectura: objetivos, conocimientos previos, motivación…
  • Para procesar la información: buscar, seleccionar, analizar, relacionar, comparar, clasificar, predecir…
  • Para comprobar que se ha entendido el texto: esquematizar, sintetizar, valorar, aplicar…
8. Usa fuentes e información disponibles en Internet (bibliotecas virtuales, prensa digital, portales institucionales, etc.), de modo que puedas ayudar a tus alumnos a navegar de acuerdo con unos objetivos, a valorar la relevancia y la fiabilidad de la información.
9. Usa adecuadamente el libro de texto: no pretendas  utilizarlo para desarrollar estrategias de lectura, pues está pensado más para la memorización que para la interpretación. Pero puede servir, en algunos casos,  para estructurar conocimientos tras el manejo de otras fuentes.
10 Integra las actividades de lectura y de escritura. Leer para escribir proporciona motivos para la lectura; y escribir ayuda a reflexionar sobre los textos que se usan como fuente de información y como modelo de género discursivo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

1478 - É primavera



Decididamente já é primavera no meu jardim... A cerejeira após contar os dias de inverno, despertou. A amendoeira já tem amêndoas! foi tão rápido! já estão tão grandes! (como será que saberei, lá mais para a frente, que já se podem colher?)

domingo, 18 de março de 2012

1477 - Manuel Alegre

Ontem foi mesmo um dia para "guardar na caixa das memórias".

O Manuel Alegre foi à Escola Secundária Emídio Navarro, em Almada, a convite do DN, devido ao facto de um grupo de alunos ter ganho um concurso promovido pelo jornal e que versava sobre fazer um editorial para esse mesmo jornal.

O tema escolhido pelos alunos foi a guerra na Síria... Daqui surgiu o contexto da visita do Manuel Alegre.

Confesso que adorei! e por vários motivos: um deles foi ouvir o pensamento de Manuel Alegre e o outro foi perceber que os miúdos até não eram tolos de todo e que foram capazes de colocar questões relevantes e organizar a sessão. Isto foi de tal ordem que o próprio Manuel Alegre, a páginas tantas, se entusiasmou.

A sessão começou com um enquadramento da obra do poeta e um dos miúdos disse:

Nambuangongo Meu Amor
 
Em Nambuangongo tu não viste nada
não viste nada nesse dia longo longo
a cabeça cortada
e a flor bombardeada
não tu não viste nada em Nambuangongo

Falavas de Hiroxima tu que nunca viste
em cada homem um morto que não morre.
Sim nós sabemos Hiroxima é triste
mas ouve em Nambuangongo existe
em cada homem um rio que não corre.

Em Nambuangongo o tempo cabe num minuto
em Nambuangongo a gente lembra a gente esquece
em Nambuangongo olhei a morte e fiquei nu. Tu
não sabes mas eu digo-te: dói muito.
Em Nambuangongo há gente que apodrece.

Em Nambuangongo a gente pensa que não volta
cada carta é um adeus em cada carta se morre
cada carta é um silêncio e uma revolta.
Em Lisboa na mesma isto é a vida corre.
E em Nambuangongo a gente pensa que não volta.

É justo que me fales de Hiroxima.
Porém tu nada sabes deste tempo longo longo
tempo exactamente em cima
do nosso tempo. Ai tempo onde a palavra vida rima
com a palavra morte em Nambuangongo.


Não tenho vergonha em dizer que me emocionei e sei que o Manuel Alegre também... Daqui surgiu uma intervenção muito bonita sobre a história de vida do poeta. Vida de estudante, tropa, regresso a Portugal, exílio, ... confessou a dificuldade em falar da guerra e dos sonhos que ainda tem recorrentemente  (como muitos ex-militares têm) sobre certos episódios da guerra. Daqui surgiu o contexto que torna este poema com ainda mais sentido para mim

 Metralhadoras cantam

Acenderam-se as armas pela noite dentro.
Quem rebenta? Quem morre? Quem vive? Quem berra?
Há um vento de lamentos nos lamentos do vento...

Metralhadoras cantam a canção da guerra.
Cantam granadas a canção da morte.
E há uma rosa de sangue à flor da pele.
Morrer ou não morrer é uma questão de sorte!

Metralhadoras cantam a canção da guerra.
Cantam bazucas e morteiros e estilhaços...
Cantam esta canção do aço que não erra
no espaço do seu fogo.
O espaço entre dois braços.

Cantam metralhadoras a canção da guerra.
Há um tiro que parte, há um corpo que tomba.
Desta boca fechada há um morto que berra:
Quem estoira no meu peito? O coração? Uma bomba?

Metralhadoras cantam a canção da guerra.
Todo o tempo é uma batalha.
Ataque. Fuga. Fuga. Ataque.
Silêncio. Um silêncio que aterra.
Que marca o rosto com seu peso ruga a ruga.
Um silêncio que canta na canção da guerra.
Mina. Emboscada. Pó. Pólvora. Sangue. Fogo!
Acerta. Não acerta. Erra. Não erra.
Perdeu todo o sentido dizer se galope.

Metralhadoras cantam a canção da guerra.
Cada segundo pode ser o último segundo.
Como enterrar os mortos que a memória desenterra?
Há um poço tão fundo... tão fundo... tão fundo...

Metralhadoras cantam a canção da guerra.
Há um soldado que grita: “Eu não quero morrer!”
E o sangue corre gota a gota sobre a terra.
Vai morrer gritando: “Eu não quero morrer!”

Metralhadoras cantam a canção da guerra.
Houve um que se deitou e disse: “Até amanhã!”
Mas amanhã é o dia em que se enterra
O soldado que disse: “Até amanhã!”

Metralhadoras cantam a canção da guerra.
E um jipe corre pela noite dentro.
Avança. Não avança. Emperra. Não emperra.
Passam balas de chumbo nas balas do vento.

Metralhadoras cantam a canção da guerra.
E há duzentos quilómetros de morte
Em duzentos quilómetros de terra.
Neste caminho de Luanda para o norte
Metralhadoras cantam a canção da guerra.

   
Depois... apenas registei algumas frases soltas que disse aos miúdos:
"Nunca nada está adquirido. Lutemos pela liberdade" ; "aprendam a ser livres"; "Não tenho alma de lacaio" ; "se não lutarem para ser livres, vão ser lacaios"; "Se não lutam para ser cidadãos, vão ser súbditos" ; "têm que ganhar a guerra do primeiro emprego"

"A constituição consagra o direito à desobediência em certas circunstâncias"

"A palavra [do poeta] é uma arma"; "não há poeta português que se preze que não tenha passado pela cadeia""; "A poesia e´o dom da música que está dentro da palavra"; "eu acredito no efeito mágico da palavra". 

Comovi-me diversas vezes... histórias de Coimbra ... já é uma vida sempre acompanhado, nos bons e maus momentos, com a poesia de Manuel Alegre.

No fim pedi-lhe dois autógrafos... Um na "praça da canção", já velhinho mas que me tem acompanhado sempre, sempre... e outro  "no miúdo que pregava pregos..." com que me identifico por eu próprio, já muitas vezes, me perceber em fazer introspecção sobre episódios da minha infância, já a fazer um balanço de percas e ganhos...

Que momentos fantásticos!

quinta-feira, 15 de março de 2012

1476 - sala de professores

Na sala de professores:

1 - Entro na sala de professores e reparo numa colega, ainda jovem, que está na escola há uns 5 anos... Sentada, lê a Visão... pela cara, pela postura, vê-se que está "possessa" e procura descontrair.  

Meto-me com ela, para que ela sinta que há quem a escute... mais à frente faço-lhe ver que tudo o que lhe possa ter acontecido hoje nada tem a ver com a pessoa da colega ou com alguma perca de qualidades de professora... São os miúdos que aproveitaram o primeiro adulto que lhe apareceu à frente para  jogar  "o jogo" do poder e dos afetos. Digo-lhe que já aprendi a desdramatizar e a não levar as coisas ao nível da minha pessoa em concreto. Claro que doí, claro que é um desespero preparar uma aula e ir tudo por água abaixo devido a um ou dois...  mas é bom saber que continuamos a ser bons professores, que temos qualidades e que é tudo uma questão de afetos e de necessidade de "ser visto".

Uma hora mais tarde...

Não é que a colega esteja "melhor" mas cruzo-me com uma colega com quem partilho a vida na escola há cerca de 16/17 anos. Está de "rastos"... E se ela é boa professora...
os catraios, sempre os catraios...
não há funcionárias, as bolas entram na sala... é preciso levar alguém à direção e a direção está fechada... os alunos voltam à sala...
Da outra vez foi um que andava à volta da sala do lado de fora e fazis barulho. não havia ninguém para resolver a situação...
Os filhos de situações familiares profundamente degradadas... o desemprego...
Ela continua com amor à profissão, mas está cansada... Eu... eu escuto-a e procuro dar-lhe apoio! que diabo! já são 16/17 anos de trabalho em conjunto

Férias... o legislador não percebe o que são vidas de relação pedagógica... o palco e a avaliação diária, o ter que estar permanentemente a 110% para conseguir levar a água ao nosso moinho, as noitadas a preparar aulas, os papéis e planos que desgastam pois a questão está fora da escola a maior parte das vezes...

Quando voltei, mais tarde à sala de professores, nem uma nem outra estavam na sala... 

Amanhã será novo dia!      

segunda-feira, 12 de março de 2012

Professora de...

Coisas que acontecem e que aquecem o coração 

Esta manhã fui às compras ao Continente, encontrei uma criança que me agarrou e ria, ria. (nunca me tinha visto fora da escola, nunca calhou termo-nos encontrado)
A mãe perguntou - Quem é esta senhora? Ele ria. É professora na escola? A criança não parava de rir agarrada a mim.
- Sim! Respondeu por fim a criança.
-É professora de musica? Perguntou a mãe
-Não professora de música não sou. Afirmei eu. Sou professora de quê? Tu não sabes pois não? Perguntei.
-Sei! Sei! Disse a criança com um sorriso de orelha a orelha.
-Sabes! Então sou professora de quê? Voltei a perguntar (estava deveras curiosa)
- Professora de contar livros. Afirmou o menino todo contente.
Confesso que fiquei derretida
Parabéns Natália
 

sábado, 10 de março de 2012

1475 - Primavera

 Às voltas com a minha tese... aproxima-se o momento de ter de a entregar e agora todos os pequenos momentos são aproveitados para a rever e para a concluir.
Esta é uma fase chata! aquelas duas ou três páginas que a computador nos pareciam terem ficado muito boas e que nos significaram um dia de trabalho a rever a literatura, afinal ficaram confusas quando se lêem em papel. Corrige...
Depois, mais à frente, há outra frase sem sentido... depois faltam pontuações ou outros detalhes... irra! queremos concluir uma fase e há sempre um diabrete que se lembra de semear a confusão no texto brincando com as nossas palavras...
Ah as palavras que nos fogem e que se escondem de nós...

A Primavera....
Parece ainda não ter chegado a esta árvore que acompanhei todo o outono e inverno. As cores do rio foram mudando mas ela ainda não despertou

















Em compensação, aqui por casa, a primavera chega todos os dias. A romãzeira já despertou, o pessegueiro já tem um botão rosa... está quase, quase a rebentar... a amendoeira que vai na segunda primavera aqui em casa vai ter meia dúzia de amêndoas... A magnólia está linda!!! de um dia para o outro abriram as flores, as roseiras estão a rebentar e o jasmim também. Daqui a uns breves dias vai haver um cheiro intenso no jardim... 

















Iremos em frente, iremos em frente!
Ah, o sol! já está tão quentinho... adeus roupas quentes!

quinta-feira, 8 de março de 2012

1474 - Anne Frank

Ontem dei uma aula gira! (felizmente que, de vez em quando surgem/damos/acontecem aulas que nos "enchem as medidas")

Tinha uma aula pensada e "a coisa" até tinha começado mal pois uns dos putos começou logo a dizer que já sabia tudo sobre o que lhes ia falar!

Bom, não sei a que propósito lhe peço para abrir o livro e eis que estes deparam com a figura de Anne Frank. Um deles faz-me uma pergunta qualquer sobre ela (acho que foi sobre a sua vida...) e a conversa deriva para os campos de concentração nazis. Falo-lhes do que as pessoas passavam e do profundo desrespeito pela vida humana que os nazis tinham. Para estes haviam os de primeira e os animais, sendo que, entre estes, se encontravam os ciganos, homossexuais, judeus, ...  fiz-lhes ver que este tipo de lógica é profundamente arriscado e que corremos o risco de entrar em becos sem saída quando achamos, por nossa iniciativa, que uns merecem viver e outros morrer.

Falei-lhes da desumanidade das seleções nos campos e até da questão de não se darem colheres de sopa aos que estavam nos campos de concentração de modo a que estes se sentissem mesmo animais e comessem como eles...Na próxima aula levo-lhe um dos relatos do Primo Levi...

Fiz-lhes ver ainda que isto não foi uma época. há bem pouco tempo, na ex-jugoslávia tal voltou a acontecer...


Depois a conversa derivou para a Anne Frank e o anexo. Falei-lhes da emoção que foi já ter estado nessa casa e fomos à net ver vídeos do anexo. ficámos de trazer na próxima aula o diário...

Bom... não tinha sido nada disto que planeei para a aula, mas vi-os mesmo interessados na aula, coisa que já não acontecia há uns largos dias!

É de intuições e de flexibilidade que se faz a vida de um professor
  

segunda-feira, 5 de março de 2012

Benditos antiquários/alfarrabistas

Passava junto ao mercado em mais um domingo quando dou de caras com estas preciosidades! quem poderia resistir? ainda por cima a 1 euro cada!

Aos anos que os procurava... já tenho mais leituras para as férias

Fiquei surpreendido por haver também "a mãe" que comprei (finalmente)  há poucos meses numa edição do Público e ficou-me ainda por comprar o livro Cartas Do Meu Moinho, de Alphonse Daudet...

Benditos domingos


domingo, 4 de março de 2012

1473 - De novo os gatos...

A minha "Maria José" cresceu e está uma gata... Acontece que esta acha que o espaço é seu e só seu e já não permite que o "óscar" a gata da vizinha (mais nova que ela) venha invadir os "seu" território. (acabou a cumplicidade...)

Esta tarde captei o "Óscar", no muro da vizinha, pacientemente, a tentar encontrar maneira de entrar nestes domínios. A minha estava-lhe a fazer uma "espera". A outra parecia que percebia e baixava e levantava a cabeça como estivesse a vigiar. paciência de gata...















































sábado, 3 de março de 2012

Ler é...

1472 - O Meu Amor

O meu amor



O meu amor tem lábios de silêncio
E mão de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Separou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe

sexta-feira, 2 de março de 2012

1471 - Já estava mesmo com saudades

O ser humano é mesmo muito complicado e só sabe reclamar... Se está sol é porque está sol e se chove é porque chove. Da minha parte, confesso que estava com muitas saudades da chuva. Até abri a janela e respirei fundo...
 

Acho que a minha amendoeira, com as suas 7 flores, também gostou!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Um livro é...

post retirado daqui. (merece mesmo divulgação!)
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Um livro é…

… um bloco “com vida”. (João)
… uma aventura e um passo na vida. (Beatriz)
… um objeto muito precioso. (Rafael)
… um amigo de folhas. (Edson)
… um mundo à parte, um passaporte para a magia, para a fantasia e para o conhecimento. (Daniela)
… uma aventura especial, num mundo também especial, cheio de surpresas e gozo. (Matheus)
… onde posso viajar sem sair do mesmo lugar. (Calilo)
… algo que me faz sonhar e acreditar que consigo chegar onde quero. (Mónica Neves)
… um lugar onde posso dar asas à minha imaginação. (Mónica Ramos)
… uma lição de vida e um grande-pequeno prémio. (Madna)
… como conhecer um novo amigo. (Ana)